“Trabalhadores das plataformas digitais são praticamente invisíveis”

Ursula Huws, professora da Universidade de Hertfordshire, alerta que é preciso olhar “de forma crítica” para o sistema de protecção social, evitando que os trabalhadores das plataformas digitais fiquem na invisibilidade e acabem desprotegidos.

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Ursula Huws defende que para resolver os problemas criados pela crescente digitalização não basta os sindicatos envolverem-se, "é preciso algo mais forte". Daniel Rocha

As características do trabalho nas plataformas digitais estão a alastrar “de forma muito rápida ao resto da economia” e que isso traz desafios ao Estado social e à organização do trabalho, alerta ​Ursula Huws, professora na Hertfordshire Business School, no Reino Unido. A resposta, defende a investigadora que esteve em Portugal no início desta semana para participar num debate sobre o emprego no século XXI organizado pelo Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Protecção Social (Colabor), está na definição de direitos universais que se apliquem a todos os trabalhadores com base na sua residência e não na cidadania.

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As características do trabalho nas plataformas digitais estão a alastrar “de forma muito rápida ao resto da economia” e que isso traz desafios ao Estado social e à organização do trabalho, alerta ​Ursula Huws, professora na Hertfordshire Business School, no Reino Unido. A resposta, defende a investigadora que esteve em Portugal no início desta semana para participar num debate sobre o emprego no século XXI organizado pelo Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Protecção Social (Colabor), está na definição de direitos universais que se apliquem a todos os trabalhadores com base na sua residência e não na cidadania.