Diocese de Vila Real suspende padre suspeito de abuso sexual

O padre Heitor Antunes teve um filho com uma catequista e a relação começou quando a jovem tinha apenas 14 anos. Heitor Antunes, que está actualmente no Canadá, foi suspenso das suas funções enquanto decorre a investigação.

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O bispo de Vila Real, D. Amândio Tomás, suspendeu um padre da diocese, actualmente em funções no Canadá, que estará a ser alvo de uma investigação eclesiástica relacionada com uma relação que terá mantido com uma paroquiana quando ela ainda era menor.

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O bispo de Vila Real, D. Amândio Tomás, suspendeu um padre da diocese, actualmente em funções no Canadá, que estará a ser alvo de uma investigação eclesiástica relacionada com uma relação que terá mantido com uma paroquiana quando ela ainda era menor.

A notícia foi avançada pelo Observador que, há poucas semanas, revelou que o padre Heitor Antunes fora alvo de uma investigação da Polícia Judiciária, entretanto arquivada, por suspeitas de abuso sexual. Em causa estaria a suspeita que o padre tinha engravidado uma menor. No âmbito dessa investigação, a PJ confirmou que havia uma outra criança registada em nome do padre Heitor Antunes. 

Esta criança nasceu quando a mãe, catequista, tinha 24 anos. Neste caso, a paternidade foi do conhecimento da diocese, que terá obrigado o padre a assumi-la. Terá sido na sequência deste caso que o padre foi enviado para o Canadá, onde exercia, até agora, funções junto de uma comunidade emigrante.

A decisão de avançar com uma investigação e com a suspensão do padre, que fica impedido de celebrar missa e sacramentos durante este processo, terá acontecido agora por, alegadamente, D. Amândio Tomás não ter conhecimento, aquando do nascimento da criança, que a relação entre o padre Heitor e a paroquiana tinha começado quando esta tinha apenas 14 anos. Ao padre Heitor Antunes terão sido também dadas indicações para regressar a Portugal.

O PÚBLICO tentou ouvir a diocese de Vila Real sobre este caso, mas tal não foi possível. Contudo, à Rádio Renascença, o vigário geral da diocese, o padre Sérgio Tomé, confirmou que a suspensão se vai manter enquanto decorre a investigação.

Mesmo que a investigação eclesiástica venha a confirmar o abuso sobre menor, o caso não terá efeitos junto dos tribunais civis, uma vez que o crime, a ter acontecido, já prescreveu.