Futebol nacional

LPFP fala em "virar de página" nos resultados financeiros

Organismo conta abater todo o passivo acumulado já na próxima temporada.
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LUSA/MANUEL FERNANDO ARAÚJO

A directora executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Sónia Carneiro, considerou nesta terça-feira que o organismo protagonizou "um virar de página histórico" pelos resultados financeiros conseguidos este ano. Em causa está o terceiro resultado positivo consecutivo nos relatórios e contas da LPFP, desde a época de 2015-16, quando Pedro Proença assumiu o organismo, e que desta vez atingiu a fasquia de 2,17 milhões de euros de lucro.

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Esta verba, a somar aos resultados positivos das temporadas anteriores, que também rondaram os dois milhões por ano, faz com que a direcção da LPFP acredite que conseguirá limpar todo o passivo da instituição até à próxima temporada.

"É um virar de página histórico, porque depois de anos de resultados negativos, esta direcção conseguiu compensar com três anos de resultados positivos, fazendo com que o passivo que se registava em 2015 possa estar completamente terminado", analisou Sónia Carneiro.

A directora executiva da LPFP lembrou que "há muito tempo que Liga não conhecia o que era lucro", mas alertou que "o rigor terá de continuar para que não se volte a outros tempos em que se gastava mais do que era possível". "Esta aprovação de contas marca, em definitivo, a maturidade da Liga Portugal. A partir de agora não falaremos mais em sustentabilidade, mas sim em desenvolvimento, com todos os projectos que já estão aprovados", completou Sónia Carneiro.

Mário Costa, presidente da assembleia geral da LPFP, lembrou, ainda, que "no final deste ano estima-se que 86% da dívida que foi assumida pela actual direcção esteja liquidada", considerando que "a Liga atingiu a sua maturidade em termos de sustentabilidade económico-financeira".

Além da aprovação do relatório e contas da época 2017-18, numa assembleia geral ordinária, que decorreu na sede do organismo, no Porto, os clubes reuniram-se, logo de seguida, numa assembleia geral extraordinária, na qual foi aprovada uma recomendação da direcção para a distribuição do saldo positivo das contas das competições profissionais, a partir do exercício de 2018-19.

A proposta referiu, ainda, que essa "distribuição de lucros" desse prioridade aos clubes que ajudaram a suportar as dificuldades financeiras da LPFP, anteriores a 2015. O ponto mereceu a aprovação de 26 sociedades desportivas, mas contou com uma abstenção e dois votos contra.

Ainda assim, tratando-se apenas de uma recomendação, o assunto terá nova votação, no arranque da próxima temporada, caso se verifiquem os pressupostos financeiros que permitam a distribuição desse saldo positivo.

Na reunião magna desta tarde, só não estiveram representantes do Santa Clara, da I Liga, e Cova da Piedade, Mafra e Sporting da Covilhã, da II Liga.