INEM

Sindicato pede abertura de mais concursos para técnicos de emergência pré-hospitalar

Em 2017, as "más condições de trabalho" provocaram a saída de "mais de 50 técnicos". Este ano já saíram 21.
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Paulo Pimenta

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Hospitalar pediu este domingo a abertura de concursos para a contratação de técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH).

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É necessário "definir e executar um plano de abertura de concursos para a contratação de mais TEPH colmatando a necessidade actual e futura" destes técnicos, lê-se num comunicado do sindicato enviado às redacções este domingo, onde se refere a falta de 450 profissionais.

"Existe uma saída constante de TEPH do INEM em resultado das más condições de trabalho das quais destacamos o índice remuneratório pouco atractivo, exposição a inúmeros riscos, ausência de seguro de acidentes de trabalho e respectiva indemnização pecuniária, desgaste físico e psicológico e o próprio funcionamento deficitário das estruturas do INEM, desde o Conselho Directivo até às estruturas coordenativas", lê-se no comunicado. "Em 2017 saíram mais de 50 TEPH e no corrente ano já saíram 21."

O sindicato defende que tal "carência" resulta na "redução significativa do número de TEPH nos Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e no consequentemente aumento do tempo de atendimento das chamadas". Além disso, reflecte-se na "dificuldade de operacionalizar todos os turnos dos meios do INEM".

Para colmatar este défice, o STEPH admite que está a decorrer um concurso, que começou em Fevereiro de 2017, para a contratação de 100 técnicos de emergência. Mas "dada a demora de todo o processo de contratação é urgente a abertura de mais concursos, que desde Fevereiro deste ano e até à data está bloqueada pelo Ministério das Finanças", denuncia o sindicato.

A situação, diz o STEPH, podia ser atenuada com a possibilidade de os TEPH serem remunerados pelo seu trabalho suplementar até 80% — em vez de 60% — do seu vencimento base. Algo que aconteceu no ano passado, mas não este ano.

No início de Junho, os TEPH entraram em greve por verem "constantemente desrespeitados os seus direitos", dizia na altura o sindicato. Advogavam também pelo início de negociação do Acordo Colectivo de Trabalho e pela contratação dos 450 técnicos em falta.