I Liga

Santa Clara devolve pesadelo ao Sp. Braga na segunda parte

Ao intervalo, os minhotos pareciam ter o triunfo na mão, mas não foram capazes de suster a enorme reacção dos açorianos.
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LUSA/EDUARDO COSTA

Para quem cobiça aqueles jogos da Premier League com recuperações improváveis, golos em catadupa e indefinição no resultado até final, o Santa Clara-Sp. Braga deste domingo terá representado 90 minutos bem passados. Foi um final de primeira parte de pesadelo para os anfitriões e um início de segunda aterrador para os visitantes. Tudo somado: 3-3, que traduzem o primeiro ponto dos açorianos e pelo menos um momento de dúvida para os minhotos.

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É uma equipa de risco, este Santa Clara. No bom sentido. Uma equipa que gosta de assumir a bola e que procura construir, mas frente a um adversário com a qualidade do Sp. Braga os erros são meio caminho andado para descarrilar. Pablo inaugurou o marcador de cabeça (24’), após um canto e uma saída infeliz do guarda-redes Marco, que voltou a não estar bem aos 29’: uma falha de comunicação com o lateral deixou Wilson à vontade para fazer, com classe, um chapéu perfeito para o 0-2.

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Livescore

João Henriques procurou reagir, lançando Fernando para o lugar de Pacheco, mas Dyego Sousa não permitiu sequer que os efeitos da substituição se fizessem sentir. Fugiu pela esquerda, controlou a bola e atirou cruzado para o momento da noite.

Três golos de desvantagem ao intervalo, perante um rival com a experiência e o nível do Sp. Braga, poderia muito bem ter sido um convite a adoptar um registo de redução de danos. Mas não. Praticamente no primeiro lance após o reatamento, Patrick e Thiago Santana combinaram para o 1-3 e para acender uma luz de esperança, que se tornou mais vívida aos 60’. Santana transformou involuntariamente um remate numa assistência e Zé Manuel, tão atento quanto rápido a reagir, desviou para o segundo golo do açorianos.

O Sp. Braga, à procura de dar uma resposta positiva depois da eliminação da Liga Europa, às mãos do Zorya, precisava de controlar mais o jogo e esconder a bola do adversário. Palhinha foi lançado para o lugar de Wilson e ajudou a equilibrar o corredor central, mas o Santa Clara ainda não tinha esgotado a resposta que pretendia dar. Canto da esquerda e Fábio Cardoso, ao primeiro poste, desviou de cabeça e com mestria para o empate (65’).

Em menos de 20 minutos, os insulares devolviam o pesadelo que tinham vivido no primeiro tempo e prometiam ir à procura de algo mais. Só que os minhotos reorganizaram-se, travaram o fluxo adversário pelos corredores laterais e ainda contaram com Matheus em alta, atento a um livre directo.

Contas feitas, foi uma noite de acção e reacção. Com seis golos. Um ponto para cada lado e uma equipa com mais motivos para reflectir do que a outra.