Croácia sofreu muito para passar a Dinamarca

O apuramento dos croatas só foi feito no desempate por penáltis.

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Croatas só conseguiram bater o adversário nas grandes penalidades. Reuters/DARREN STAPLES

Quem se lembra da Croácia que brilhou na fase de grupos, principalmente quando humilhou e goleou a Argentina por 3-0, talvez tenha tentado descobrir por onde andou essa equipa na partida contra a Dinamarca, mesmo que o “onze” tenha sido o mesmo que entrou em campo contra a selecção “albiceleste”. Neste domingo, frente aos nórdicos, os croatas foram a prolongamento, mas só nos penáltis é que a Croácia confirmou a passagem aos quartos-de-final, depois de ganhar por 3-2.

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Quem se lembra da Croácia que brilhou na fase de grupos, principalmente quando humilhou e goleou a Argentina por 3-0, talvez tenha tentado descobrir por onde andou essa equipa na partida contra a Dinamarca, mesmo que o “onze” tenha sido o mesmo que entrou em campo contra a selecção “albiceleste”. Neste domingo, frente aos nórdicos, os croatas foram a prolongamento, mas só nos penáltis é que a Croácia confirmou a passagem aos quartos-de-final, depois de ganhar por 3-2.

Durante a maioria do encontro, a Croácia foi obrigada pelo adversário a fazer um jogo que não queria e em que Modric esteve abaixo daquilo que se espera do médio. Já os dinamarqueses souberam importunar a selecção dos Balcãs e obrigar o astro do Real Madrid a jogar fora do seu habitat natural.

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A primeira parte começou duas vezes. O primeiro minuto nem estava completo quando a Dinamarca se pôs em vantagem. Depois de um longo lançamento lateral, Mathis Jorgensen aproveitou uma bola perdida na área e fez o seu primeiro golo ao serviço da selecção nórdica. A bola ainda bateu no braço do guarda-redes Danijel Subasic e depois no poste, mas entrou mesmo na baliza. Três minutos depois, Mario Madnzukic aproveitou um ressalto na grande área para igualar a partida.

Depois de uns minutos iniciais caóticos para as duas equipas, o jogo normalizou e ficou mais lento, com as duas formações a não quererem passar por outro sobressalto. A Croácia teve mais controlo do meio-campo e da bola, mas foi ineficaz frente a uma Dinamarca que defendeu com nove, deixando Christian Eriksen e Andreas Cornelius na frente. Os nórdicos também tiveram bola, mas perderam-na muitas vezes ao chegar ao último terço do terreno.

A equipa da Dinamarca é um deserto de jogo pragmático, e no meio encontra-se o oásis que é Eriksen. O médio mostrou a sua qualidade de passe quando ao minuto 27 “rasgou” a defesa contrária para a recepção de Martin Braithwaite, que falhou frente a Subasic. E aos 42’, Eriksen quase pôs o seu nome na lista de marcadores, quando o seu remate disfarçado de cruzamento bateu na barra.

No lado contrário, Luka Modric bem tentou carregar a sua equipa a longo do jogo mas sem sucesso, pois foi obrigado a jogar em terrenos que habitualmente não são os seus. Aos 39’, o médio bateu o livre que Dejan Lovren por pouco não transformou em golo.

As duas equipas começaram o segundo tempo de forma mais calma, mas com os papéis invertidos. A Dinamarca começou a ter mais bola e a lutar pelo meio-campo, onde Thomas Delaney foi peça fundamental. A Croácia por vezes apostou em lances de bola longa, o que não é a sua primeira escolha.

No tempo extra, a Dinamarca tentou desfazer a igualdade usando e abusando das bolas paradas, uma das suas armas, mas o nulo persistiu.

E bastaram um par de minutos a jogar na posição 10 para Modric mostrar aquilo que realmente vale. No meio-campo, o médio do Real Madrid fez um belo passe para Rebic surgir frente à baliza contrária. O extremo foi derrubado na área por Mathias Jorgensen e depois viu Modric falhar o penálti.

Os penáltis foram um espelho do jogo todo, com cinco remates falhados, mas no fim Ivan Rakitic empurrou a sua equipa para a próxima fase.