Fernando Santos elogia Uruguai, mas fica “mais uns tempos” na Rússia

Seleccionador português confia na qualificação para os quartos-de-final.

Foto
Fernando Santos Reuters

O seleccionador de futebol Fernando Santos foi nesta quarta-feira pródigo em elogios ao Uruguai, mas confia que vai continuar "mais uns tempos" na Rússia, onde disputa sábado os oitavos-de-final do Mundial 2018.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

O seleccionador de futebol Fernando Santos foi nesta quarta-feira pródigo em elogios ao Uruguai, mas confia que vai continuar "mais uns tempos" na Rússia, onde disputa sábado os oitavos-de-final do Mundial 2018.

"É uma grande equipa, com um treinador (Óscar Tabárez) que a lidera há 12 anos. Sabe muito bem o que quer do jogo. Mas pela frente vai ter um grande adversário, que é Portugal, e eles sabem disso. Não vai ser um jogo fácil para nenhum dos dois. Tenho grande confiança nos meus jogadores e acredito que vamos passar", vincou.

Em conversa com os jornalistas portugueses, manifestou-se convicto de que um dia após o jogo continuará a trabalhar em Kratovo: "Sinto e acredito que domingo vou estar aqui tranquilo e que vou ficar mais um tempo. Não sei fazer futurologia. Não sou bruxo, não tenho dons de adivinho, nada dessas coisas. Mas confiança tenho muita".

O técnico respeita o seu próximo opositor e garante que o rival sul-americano "vale pelo seu todo e não apenas pela dupla de avançados Cavani-Luís Suárez".

"É Bentancur e Vecino, é Godín e Giménez, Cáceres? E todos os outros jogadores, alguns que até conhecemos bem e que passaram pelo FC Porto e Benfica, como (por exemplo) o (Cristian) Rodríguez", justificou, sem falar em Maxi Pereira, que também jogou em ambos os rivais, em Coates, do Sporting, ou Urreta, que passou pelos "encarnados".

Mesmo assim, deixou elogios para a dupla de avançados 'celestes'.

"Por alguma razão um joga no FC Barcelona e outro no Paris Saint-Germain. Não vamos desrespeitar dois futebolistas dessa qualidade e que ainda por cima jogam juntos há muito tempo. Se virem um jogo, têm vários movimentos automáticos. Temos de prestar atenção", disse o técnico português.

O seleccionador recordou que nos seis jogos que o Uruguai realizou em 2018 ainda não sofreu qualquer golo e o facto de Óscar Tabárez ser o seleccionador mais antigo a dirigir uma formação nacional.

"Tem uma relação forte e conhecimento muito profundo dos seus atletas. Um trabalho fantástico. Vamos tentar perceber formas de fazer mossa ao adversário. A Rússia teve várias oportunidades de o fazer e o Egipto também. E Portugal tem capacidade coletiva para fazer um ou mais golos", destacou.

O Uruguai venceu os três jogos da fase de grupos (Arábia Saudita, Egito e Rússia) sem sofrer qualquer golo e marcando cinco, todos provenientes de lances de bola parada.

"É um conjunto de qualidade, com jogadores de muita qualidade e que privilegia todos os aspetos do jogo. Estamos atentos às bolas paradas, mas eles também sabem que somos fortes nisso. Vai ser um grande confronto, sim. Importante é ter o espírito de sermos uma equipa na acepção da palavra e ter todos disponíveis e a contribuir para a equipa", concluiu.

Portugal e Uruguai defrontam-se sábado em Sochi, às 19h (hora de Lisboa).