PJ apreende mais de uma tonelada de cocaína a bordo de um navio porta-contentores

Operação contou com a colaboração da Marinha e da Força Aérea.

Foto
dro Daniel Rocha

A Polícia Judiciária apreendeu mais de uma tonelada de cocaína a bordo de um navio porta-contentores em pleno oceano Atlântico e deteve 17 homens que seguiam na embarcação, por suspeitas de pertencerem a uma rede criminosa.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

A Polícia Judiciária apreendeu mais de uma tonelada de cocaína a bordo de um navio porta-contentores em pleno oceano Atlântico e deteve 17 homens que seguiam na embarcação, por suspeitas de pertencerem a uma rede criminosa.

Em comunicado, a PJ acrescenta que a operação, levada a cabo nos últimos dias através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, contou com a colaboração da Marinha e da Força Aérea portuguesas. O porta-contentores que estava a ser utilizado no transporte da cocaína e foi conduzido a território nacional e apreendido.

Segundo a PJ, os 17 homens detidos, "de acordo com os elementos probatórios coligidos pela investigação, integrarão uma organização criminosa de dimensão transnacional implantada em diversos países de diferentes continentes".

A cocaína apreendida a bordo da embarcação, com um peso total aproximado de 1130 kg, estava a ser transportada da América Latina para o continente europeu, destinando-se depois a ser distribuída por vários países.

"Esta operação resulta de uma investigação iniciada recentemente pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, na sequência de troca de informações no quadro do Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N), com sede em Lisboa", explica a PJ.

Os detidos têm idades compreendidas entre os 24 e os 63 anos e foram presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção. A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária, em cooperação com as autoridades de outros países, designadamente de França e do Reino Unido.