Há mais vida no FC Porto para além de Aboubakar e Soares

Com um "bis" do maliano Marega, os portistas golearam no Estádio do Dragão o Estoril, por 4-0, na estreia no campeonato.

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LUSA/JOSE COELHO

Mais golo, menos golo, o guião foi cumprido, mas a estreia do FC Porto na I Liga 2017-18 não teve os protagonistas anunciados. Após uma pré-época em que os “dragões” foram alimentando o ego com os golos de Aboubakar e Soares, a desinspiração do camaronês e os problemas físicos do brasileiro proporcionaram a oportunidade perfeita para Marega brilhar: cinco minutos após entrar em campo, o maliano aproveitou um brinde para marcar o primeiro golo “azul-e-branco” no campeonato. Com a resistência do Estoril quebrada, o FC Porto, sem carregar muito no acelerador, construiu a robusta vitória (4-0), com o bis de Marega e golos de Brahimi e Marcano.

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Mais golo, menos golo, o guião foi cumprido, mas a estreia do FC Porto na I Liga 2017-18 não teve os protagonistas anunciados. Após uma pré-época em que os “dragões” foram alimentando o ego com os golos de Aboubakar e Soares, a desinspiração do camaronês e os problemas físicos do brasileiro proporcionaram a oportunidade perfeita para Marega brilhar: cinco minutos após entrar em campo, o maliano aproveitou um brinde para marcar o primeiro golo “azul-e-branco” no campeonato. Com a resistência do Estoril quebrada, o FC Porto, sem carregar muito no acelerador, construiu a robusta vitória (4-0), com o bis de Marega e golos de Brahimi e Marcano.

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No final de Julho, depois de golear no intervalo de três dias o Portimonense (5-1) e o Deportivo (4-0), Sérgio Conceição garantiu que, apesar de ter repetido nos dois jogos as opções iniciais, não tinha um “onze-tipo”. Numa gestão inteligente do plantel, o técnico manteve a porta da equipa titular aberta para todos, mas com a máquina aparentemente bem oleada, ficaram poucas dúvidas que estavam encontradas as peças certas para Conceição.

Sem surpresa, foi com o “onze tipo” que não é o “onze-tipo” que o FC Porto se apresentou no primeiro jogo oficial, mas rapidamente se percebeu que os problemas físicos que limitaram a preparação de Soares durante a semana seriam um problema para o brasileiro e que Aboubakar estava em dia não. Na primeira meia hora, o camaronês teve uma mão cheia de oportunidades para marcar, mas na única vez que conseguiu acertar no alvo, estava em fora de jogo. O desacerto do “9” portista foi uma constante durante todo o jogo.

Os problemas para Sérgio Conceição no primeiro terço do jogo não se limitavam à falta de pontaria de Aboubakar. Menos interventivo do que é habitual, Soares esteve quase sempre escondido e quando surgiu em jogo, foi por maus motivos: aos 31’, a mialgia na coxa direita colocou o brasileiro KO, e Conceição teve que se socorrer de Marega. Sem qualquer golo no campeonato na primeira passagem pelo Dragão, o maliano acabou por ser a tábua de salvação dos portistas.

Colocado ao lado de Aboubakar no centro do ataque – na primeira passagem pelo FC Porto jogou quase sempre encostado numa ala -, Marega voltou a mostrar sentido de oportunidade e após marcar contra o Deportivo, beneficiou novamente de um brinde dos adversários para colocar um ponto final na resistência do Estoril: aos 35’, formou-se uma tempestade perfeita na defesa estorilista (mau passe de Mano e deficiente colocação de Moreira) e Marega agradeceu para fazer o primeiro golo oficial do FC Porto 2017-18.

A partir daí, a história do jogo foi outra. Sem capacidade para assumir o controlo e provocar problemas à defesa rival, o Estoril perdeu consistência na defesa e os “dragões” aproveitaram. Já na segunda parte, no espaço de oito minutos, a classe de Óliver abriu caminho aos golos de Brahimi (54’) e Marega (62’).

As oportunidades sucediam-se e Aboubakar teimava em não acertar na baliza, mas Marcano, com videoárbitro à mistura, confirmou de cabeça a goleada (70’), perante um Estoril demasiado frágil e que apenas incomodou Casillas nos últimos 15 minutos.