Helena Freitas confirma saída da coordenação da Unidade de Missão para o Interior

"A minha saída já estava prevista e não tem rigorosamente nada a ver com a transferência da sede para Pedrógão Grande", declarou a bióloga à Lusa.

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Helena Freitas é professora da Universidade de Coimbra Rui Gaudencio

A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), Helena Freitas, confirmou nesta quarta-feira à agência Lusa a sua saída deste organismo e adiantou que nada tem a ver com a transferência da sede para Pedrógão Grande. "A minha saída já estava prevista e não tem rigorosamente nada a ver com a transferência da sede para Pedrógão Grande", disse Helena Freitas, em declarações à agência Lusa.

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A coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), Helena Freitas, confirmou nesta quarta-feira à agência Lusa a sua saída deste organismo e adiantou que nada tem a ver com a transferência da sede para Pedrógão Grande. "A minha saída já estava prevista e não tem rigorosamente nada a ver com a transferência da sede para Pedrógão Grande", disse Helena Freitas, em declarações à agência Lusa.

A professora universitária explicou na sua página no Facebook que a sua missão está concluída, após ter tomado posse a 10 de Março de 2016, correspondendo ao convite que lhe foi endereçado pelo primeiro-ministro, António Costa.

"Com a coordenação do Programa Nacional para a Coesão Territorial, realizada a sua primeira avaliação semestral, e com a conclusão da Agenda para o Interior, um documento estratégico de longo prazo, cumpro o meu compromisso, esperando ter contribuído para impulsionar um novo rumo no combate à absurda assimetria de que o país enferma", lê-se na nota.

Helena Freitas adianta ainda que se congratula com a nova fase da UMVI "e com a responsabilidade que assumirá no interesse nacional, desempenhando um papel central no apoio às famílias e à rápida reconstrução de um território que tanto sofreu nas últimas semanas", referindo-se à tragédia que assolou Pedrógão Grande. "Sei que esta é uma vontade partilhada e que nasce da cumplicidade criada entre muitos daqueles que viveram e sentiram de perto a tragédia que afectou em particular os concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Góis", conclui.

A Lusa tentou ainda contactar o seu número dois na UMVI, o ex-autarca de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, mas sem sucesso.

O primeiro-ministro anunciou nesta quarta-feira que a UMVI será deslocalizada para Pedrógão Grande e prometeu total colaboração do Governo aos inquéritos do Ministério Público e do Parlamento sobre responsabilidades no trágico incêndio. António Costa falava na abertura do debate sobre o Estado da Nação, na Assembleia da República, dedicando a primeira da sua intervenção às causas do incêndio ocorrido em Junho passado em Pedrogão Grande, no distrito de Leiria, em que morreram 64 pessoas.