Candidatura de Pinto da Costa oficializada a favor da mística portista

Presidente do FC Porto avança para a corrida a um novo mandato nas eleições de 17 de Abril.

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Fernando Veludo/NFactos

Tal como foi anunciado, a candidatura de Jorge Nuno Pinto da Costa a mais um mandato na presidência do FC Porto ficou oficializada nesta quarta-feira. Em pleno Estádio do Dragão, no auditório José Maria Pedroto, Fernando Cerqueira, o habitual mandatário das candidaturas do dirigente portista e líder da comissão de recandidatura, apresentou uma lista de 10 mil assinaturas tendo em vista a formalização daquela que será a única lista a ir a votos no próximo dia 17 de Abril.

No discurso de apresentação da lista, que conta com José Matos Fernandes como presidente da mesa da assembleia e José Paulo Sá Fernandes como presidente do conselho fiscal e disciplinar, o líder da comissão destacou a obra feita durante os 34 anos de presidência de Pinto da Costa. “Aquando da sua chegada, Pinto da Costa encontrou um clube desorganizado, perdido, endividado e subjugado ao poder central. Hoje em dia é um clube à escala mundial e ele é o dirigente mais titulado do mundo”, afirmou.

Aos 78 anos, naquela que a confirmar-se será a sua 14.ª eleição consecutiva, o líder portista tem no mandato de 2016-2020 provavelmente um dos maiores desafios desde que, em 1982, assumiu a presidência do clube. É que nos últimos anos a equipa principal de futebol tem vindo a perder a hegemonia e isso tem colocado a direcção na “mira” de alguns adeptos, que se têm manifestado desagradados com o rumo do clube. Algo de invulgar no “reino” do dragão, que Fernando Cerqueira diz não entender.

“Quem não tem memória não tem história. Vinte dos 27 títulos nacionais que o FC Porto tem foram conseguidos sob a liderança de Pinto da Costa, por isso, um mau momento não pode apagar todas as conquistas passadas”, relembrou, ao mesmo tempo que garantiu que o presidente está motivado para atingir novos objectivos e é a pessoa ideal para devolver a mística ao clube.

Precisamente a mística, ou a falta dela, tem sido um dos pontos que maior alvoroço tem levantado em torno do FC Porto e é algo a que a nova direcção irá ter de dar uma rápida resposta. Por isso, é também em favor dela que a recandidatura de Pinto da Costa avança.

Os adeptos exigem mais empenho e “amor à camisola”, algo que o actual plantel, repleto de jogadores estrangeiros, não tem sido capaz de levar para dentro das quatro linhas. A equipa perdeu referências, essas que têm o condão de unir “balneário” e passar a mensagem, e por isso a aposta para o futuro deve passar por investir mais na formação e em jogadores que conheçam a realidade do clube.

A tarefa não se adivinha fácil, mas a capacidade de Pinto da Costa para se “reinventar” também não é nova. A tão falada questão da sucessão vai ter de esperar, pelo menos mais quatro anos. Para já, volta a ter a palavra Jorge Nuno Pinto da Costa.

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Tal como foi anunciado, a candidatura de Jorge Nuno Pinto da Costa a mais um mandato na presidência do FC Porto ficou oficializada nesta quarta-feira. Em pleno Estádio do Dragão, no auditório José Maria Pedroto, Fernando Cerqueira, o habitual mandatário das candidaturas do dirigente portista e líder da comissão de recandidatura, apresentou uma lista de 10 mil assinaturas tendo em vista a formalização daquela que será a única lista a ir a votos no próximo dia 17 de Abril.

No discurso de apresentação da lista, que conta com José Matos Fernandes como presidente da mesa da assembleia e José Paulo Sá Fernandes como presidente do conselho fiscal e disciplinar, o líder da comissão destacou a obra feita durante os 34 anos de presidência de Pinto da Costa. “Aquando da sua chegada, Pinto da Costa encontrou um clube desorganizado, perdido, endividado e subjugado ao poder central. Hoje em dia é um clube à escala mundial e ele é o dirigente mais titulado do mundo”, afirmou.

Aos 78 anos, naquela que a confirmar-se será a sua 14.ª eleição consecutiva, o líder portista tem no mandato de 2016-2020 provavelmente um dos maiores desafios desde que, em 1982, assumiu a presidência do clube. É que nos últimos anos a equipa principal de futebol tem vindo a perder a hegemonia e isso tem colocado a direcção na “mira” de alguns adeptos, que se têm manifestado desagradados com o rumo do clube. Algo de invulgar no “reino” do dragão, que Fernando Cerqueira diz não entender.

“Quem não tem memória não tem história. Vinte dos 27 títulos nacionais que o FC Porto tem foram conseguidos sob a liderança de Pinto da Costa, por isso, um mau momento não pode apagar todas as conquistas passadas”, relembrou, ao mesmo tempo que garantiu que o presidente está motivado para atingir novos objectivos e é a pessoa ideal para devolver a mística ao clube.

Precisamente a mística, ou a falta dela, tem sido um dos pontos que maior alvoroço tem levantado em torno do FC Porto e é algo a que a nova direcção irá ter de dar uma rápida resposta. Por isso, é também em favor dela que a recandidatura de Pinto da Costa avança.

Os adeptos exigem mais empenho e “amor à camisola”, algo que o actual plantel, repleto de jogadores estrangeiros, não tem sido capaz de levar para dentro das quatro linhas. A equipa perdeu referências, essas que têm o condão de unir “balneário” e passar a mensagem, e por isso a aposta para o futuro deve passar por investir mais na formação e em jogadores que conheçam a realidade do clube.

A tarefa não se adivinha fácil, mas a capacidade de Pinto da Costa para se “reinventar” também não é nova. A tão falada questão da sucessão vai ter de esperar, pelo menos mais quatro anos. Para já, volta a ter a palavra Jorge Nuno Pinto da Costa.