Quatro árbitros estreantes e vídeos de todos os jogos para ajudar observadores

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Jorge Sousa foi considerado o melhor árbitro da época passada DR

Serão 24 os árbitros do topo da hierarquia destacados para o futebol do primeiro e segundo escalões, o que significa que o elenco de juízes conta com mais um elemento do que em 2014-15. Se, por um lado, Pedro Proença (hoje presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional) é a principal “baixa”, após ter abandonado a actividade, o advogado João Pinheiro (Associação de Futebol de Braga), o empresário Sérgio Piscarreta (AF Algarve), o bancário Tiago Antunes (AF Coimbra) e o operador de infra-estruturas Luís Godinho (AF Évora) representam sangue novo.

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Serão 24 os árbitros do topo da hierarquia destacados para o futebol do primeiro e segundo escalões, o que significa que o elenco de juízes conta com mais um elemento do que em 2014-15. Se, por um lado, Pedro Proença (hoje presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional) é a principal “baixa”, após ter abandonado a actividade, o advogado João Pinheiro (Associação de Futebol de Braga), o empresário Sérgio Piscarreta (AF Algarve), o bancário Tiago Antunes (AF Coimbra) e o operador de infra-estruturas Luís Godinho (AF Évora) representam sangue novo.

No outro prato da balança, entre os mais experientes contam-se Bruno Paixão (421 jogos, repartidos entre as I e II Ligas), Duarte Gomes (370), Carlos Xistra (343) e Jorge Sousa (316). Exceptuando o juiz lisboeta (Duarte Gomes), os restantes fazem parte do lote de oito internacionais que merecem a confiança do Conselho de Arbitragem (Artur Soares Dias, Fábio Veríssimo, Hugo Miguel, João Capela e Tiago Martins completam a lista).

Todos eles, bem como os restantes 16 árbitros da primeira categoria, passarão a partir desta temporada a ser escrutinados com mais detalhe. Isto porque foi aprovado no final de Julho o recurso aos vídeos de todos os jogos da I e II Ligas para efeitos de classificação. Um cenário que já estava previsto nos regulamentos, mas que só agora contará com os meios necessários para avançar.

A ideia é aproximar o modelo utilizado daquele que é advogado pela UEFA, com o objectivo último de reduzir tanto quanto possível o número de erros de avaliação cometidos pelos observadores. Em alguns dos jogos das competições profissionais, o suporte de vídeo já funcionava como meio de auxílio, sendo que a partir de agora este recurso estará disponível para todas as partidas dos campeonatos profissionais.

Na prática, os observadores, que têm um prazo-limite de uma hora após o jogo para darem a nota ao árbitro, poderão, instantes depois do final de cada partida, esclarecer dúvidas sobre eventuais erros graves (grandes penalidades, cartões vermelhos mostrados ou por mostrar, lances dentro ou fora das áreas) antes de completarem a avaliação.