203 praias portuguesas classificadas como "acessíveis" a deficientes

Lista é compilada todos os anos pelo Instituto Nacional para a Reabilitação.

Foto
O número de praias galardoadas tem vindo a crescer Pedro Cunha (arquivo)

"Este número representa um crescimento de cerca de 5% no número de galardões atribuídos, face a 2014", disse à agência Lusa fonte do INR, explicando que no continente foram galardoadas 178 praias, nos Açores 14 e na Madeira 11.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

"Este número representa um crescimento de cerca de 5% no número de galardões atribuídos, face a 2014", disse à agência Lusa fonte do INR, explicando que no continente foram galardoadas 178 praias, nos Açores 14 e na Madeira 11.

Acesso pedonal fácil, estacionamento com lugares reservados a pessoas com deficiência, acessibilidade à zona de banhos, passadeiras no areal, instalações sanitárias adaptadas e acessíveis, posto de socorro acessível e existência de nadador salvador são condições obrigatórias para a atribuição deste galardão, refere a informação disponibilizada nas páginas oficiais do INR e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Do total das praias classificadas como "acessíveis" para deficientes, 35 correspondem a zonas balneares interiores e 168 a zonas costeiras.

Mais de dois terços das praias que receberam este galardão disponibilizam equipamentos destinados a permitir o acesso ao banho ou ao passeio na praia de pessoas com dificuldades de mobilidade (cadeiras, canadianas e andarilhos anfíbios) que, embora não sejam um requisito obrigatório, "constituem uma mais-valia", segundo o INR.

Criado em 2004, com o objectivo de promover a acessibilidade das pessoas com mobilidade condicionada às praias, o projecto resultou de uma parceria do INR, do Turismo de Portugal (TP), das Administrações de Região Hidrográfica (ARH), do Instituto da Água (actualmente integrado na APA) e do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

"O projecto foi criado em 2004 pelos parceiros que estavam na altura envolvidos, foram definidas as regras e criado o formulário, que tem evoluído ao longo destes anos, mas, efectivamente, só foi lançado em 2005", declarou à Lusa Ana Brito, técnica ligada ao programa.

Ao longo destes dez anos, o número de praias galardoadas tem vindo a crescer. Actualmente, o projecto é coordenado pelo INR e tem como colaboradores institucionais a APA e o Turismo de Portugal e conta ainda com colaboradores regionais e locais.

Até ao dia 30 de Setembro, as câmaras municipais que tenham praias classificadas como acessíveis podem candidatar apenas uma zona balnear ao Prémio Praia + Acessível, que pretende distinguir as zonas balneares que evidenciam as melhores condições de acessibilidade.

"São atribuídos prémios aos 1.º e 2.º classificados, constituídos por equipamentos destinados a melhorar as condições de acessibilidade das praias vencedoras, podendo ainda o júri decidir atribuir uma menção honrosa", adianta o INR.