CGD regista prejuízos de 348 milhões de euros

Contas do banco público foram melhores em 40% face ao ano anterior.

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O banco público afirma que os resultados do ano passado foram penalizados por factores como a exposição ao Grupo Espírito Santo, que obrigou a imparidades, bem como as exigências de avaliação do Banco Central Europeu (BCE) e a anulação de impostos diferidos "decorrente da redução da taxa de IRC". Esta última está quantificada em menos 85 milhões de euros, mas nada é dito sobre o impacto objectivo da exposição ao GES.

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O banco público afirma que os resultados do ano passado foram penalizados por factores como a exposição ao Grupo Espírito Santo, que obrigou a imparidades, bem como as exigências de avaliação do Banco Central Europeu (BCE) e a anulação de impostos diferidos "decorrente da redução da taxa de IRC". Esta última está quantificada em menos 85 milhões de euros, mas nada é dito sobre o impacto objectivo da exposição ao GES.

A única referência ao impacto do GES surge ligada à vertente internacional do banco do Estado, quando a instituição fiannceira liderada por José de Matos refere que "não obstante o bom desempenho da generalidade das operações", o reforço de "provisionamento na plataforma internacional do grupo em resultado da exposição ao GES não permitiu que este segmento tivesse em 2014 um contributo positivo para o resultado consolidado (-2,8 milhões de euros)".

De acordo com a CGD, os custos associados a imparidades e provisões totalizaram 949,6 milhões de euros, o que, mesmo assim, é inferior em 15,6% face aos valores de 2013.