Trabalhadores de transportes em Braga em greve contra “humilhação, roubo e abuso”

Funcionários de algumas das dez empresas de Braga afectadas paralisaram a cem por cento, segundo fonte sindical

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Em declarações à Lusa, o representante no distrito de Braga da Federação dos Sindicatos, Filipe Azevedo, adiantou que a jornada de luta desta quinta-feira, o primeiro de dois dias, “foi um sucesso” com adesão de “100% em algumas das empresas” visadas. Em causa estão dez empresas: REDM, Minho Bus, TranscoVizela, Auto Mondinense, Caima Transportes, TUGuimarães, TUFamalicão, Esteves Braga e Andreia, Salvador Alves Pereira, António dos Prazeres e Filho.

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Em declarações à Lusa, o representante no distrito de Braga da Federação dos Sindicatos, Filipe Azevedo, adiantou que a jornada de luta desta quinta-feira, o primeiro de dois dias, “foi um sucesso” com adesão de “100% em algumas das empresas” visadas. Em causa estão dez empresas: REDM, Minho Bus, TranscoVizela, Auto Mondinense, Caima Transportes, TUGuimarães, TUFamalicão, Esteves Braga e Andreia, Salvador Alves Pereira, António dos Prazeres e Filho.


Segundo o sindicalista, os trabalhadores reclamam contra a “alteração arbitrária” do pagamento dos tempos parados, entre serviços, que se consideravam horas extraordinárias e agora são “apelidadas de tempo de disponibilidade”, com pagamento a um valor inferior. “Isto começou em Maio. É um abuso e um roubo. Já não bastavam os cortes introduzidos em 2012 pelo Governo e vêm agora as empresas, por iniciativa própria, dizer que pagam aquilo que bem entenderem. É uma humilhação para os trabalhadores”, denunciou.


Pelas contas da Fectrans, aquela alteração “significa entre 100 a 120 euros a menos que os trabalhadores recebem” por mês. “É muito dinheiro para quem já não ganha muito e, em alguns casos, não é aumentado há quatro anos”, considerou.

Além da questão salarial, o sindicalista apontou uma outra questão para o descontentamento daqueles trabalhadores. “Há muita falta de fiscalização no sector. Há trabalho clandestino, trabalhadores que estão a ser explorados por vínculos precários a empresas, empresas que não cumprem as obrigações fiscais, nem com a Segurança Social. É urgente haver mais fiscalização neste sector” alertou.
A Fectrans realizou ainda durante esta quinta-feira acções de sensibilização e informação aos utentes de transportes públicos em Braga, Porto, Coimbra, Entroncamento, Lisboa, Cacilhas, Barreiro e Faro. “A luta é para continuar, não podemos baixar os braços”, finalizou Filipe Azevedo.