A vantagem está agora do lado do Japão

Os nipónicos parecem estar em vantagem em relação a Singapura na luta por um lugar no Super Rugby a partir de 2016

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A edição de 2016 do Super Rugby, torneio de elite do râguebi mundial, terá três novidades: mais uma equipa sul-africana, uma nova argentina e uma outra asiática. Por definir, porém, está ainda se ao grupo sul-africano se vai juntar uma formação de Singapura ou do Japão.

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A edição de 2016 do Super Rugby, torneio de elite do râguebi mundial, terá três novidades: mais uma equipa sul-africana, uma nova argentina e uma outra asiática. Por definir, porém, está ainda se ao grupo sul-africano se vai juntar uma formação de Singapura ou do Japão.

Se de um lado temos uma alegada preferência geográfica dos sul-africanos para com Singapura, do outro temos uma nação nipónica que apesar de não ter a localização a seu favor, tem a questão da competitividade que em muito enalteceria a região e a prova, com vista ao Mundial 2019, que ai se realizará.

Eddie Jones, actual seleccionador japonês, é peremptório ao afirmar que o Japão pelo seu historial na modalidade é quem por direito deve incorporar o torneio. De referir que Singapura terá como estrela da companhia o seu treinador, Tana Umaga, antigo All Black. Contudo dificilmente subjugará o facto de o Japão ocupar a posição 10 no ranking da IRB e Singapura, 40 lugares abaixo, o lugar 59.

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A questão geográfica pode ser colmatada se os nipónicos jogarem, e estão dispostos a isso, em Singapura ou Hong Kong. Situação que agrada mais aos presidentes das federações neozelandesa, sul-africana e australiana (SANZAR), organizadores do torneio e do Rugby Championship.

O antigo seleccionador dos Wallabies refere ainda que a questão da competitividade japonesa é um factor que a SANZAR terá que ter em conta. “Quando se olha para a quantidade de estrangeiros que jogam no Japão, estrangeiros de qualidade, estes podem fazer parte da equipa para o Super Rugby, juntamente com outros jogadores nacionais.”

O Japão é a quarta maior população do Mundo em número de praticantes de râguebi, sendo que a modalidade se pratica em 500 universidades do país. Eddie Jones acredita, portanto, que os organizadores irão ter todos estes factores em consideração.

A SANZAR tornará pública a sua decisão no decorrer do próximo mês de Outubro.