Panic Button, a aplicação para os activistas em perigo

Aplicação lançada pela Amnistia serve para alertar organizações que um determinado membro está sob ameaça.

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Desenvolvida pela Amnistia Internacional, em colaboração com a iilab, que promove a economia social através da inovação e tecnologia, activistas e voluntários, a aplicação móvel foi testada durante três meses, por mais de 100 pessoas, incluindo jornalistas, em 17 países, antes de ser lançada através da Google Play Store.

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Desenvolvida pela Amnistia Internacional, em colaboração com a iilab, que promove a economia social através da inovação e tecnologia, activistas e voluntários, a aplicação móvel foi testada durante três meses, por mais de 100 pessoas, incluindo jornalistas, em 17 países, antes de ser lançada através da Google Play Store.

Através do Panic Button, qualquer smartphone passa a ter uma espécie de alarme que pode activado rapidamente em caso de emergência e alertar outros activistas para o perigo que se corre em determinado momento.

Antes de se utilizar a aplicação é necessário criar uma lista com três contactos de quem deve ser alertado. Em seguida publica-se um link com um mapa com coordenadas da localização do utilizador, para o caso de o GPS não estar disponível. O passo seguinte é criar um código para proteger os dados associados à aplicação, sem que seja necessário inseri-lo quando é lançado um alerta. Sempre que for accionado o botão no telemóvel, é enviado um SMS e actualizações da localização de quem corre perigo.

Tanya O’Carroll, responsável do gabinete de Tecnologia e Direitos Humanos na Amnistia Internacional, explica que o objectivo da aplicação é “aumentar a protecção dos activistas em todo o mundo que enfrentam a ameaça de detenção, ataque, sequestro ou tortura”.

“Sabemos há muito que as primeiras horas após a detenção de uma pessoa são a janela de oportunidade crucial para uma organização fazer a diferença para a libertação dos seus colegas, seja encher uma esquadra com telefonemas, organizar um protesto ou mobilizar advogados e organizações, como a Amnistia Internacional, para criar uma campanha internacional de pressão”, sublinha O’Carroll.