Cinco câmaras celebram "Acordo de Amarante" para mais cooperação no Baixo Tâmega

Região pretende, com este acordo, corrigir as assimetrias existentes.

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Câmara de Amarante já manteve contactos informais com a SRU Porto Vivo Fernando Veludo/Arquivo

De acordo com José Luís Gaspar, chegou a hora de o território se unir na discussão e preparação de estratégias de desenvolvimento, ganhando assim "mais voz e mais escala" no contexto da região do Tâmega e Sousa.

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De acordo com José Luís Gaspar, chegou a hora de o território se unir na discussão e preparação de estratégias de desenvolvimento, ganhando assim "mais voz e mais escala" no contexto da região do Tâmega e Sousa.

O acordo foi celebrado pelos municípios de Amarante (PSD/CDS), o precursor da ideia, Baião (PS), Celorico de Basto (PSD), Cinfães (PS) e Resende (PS). A Cooperativa de Desenvolvimento Rural do Baixo Tâmega, Dolmen, que opera naquela região, também subscreveu o documento.

Para o presidente da Câmara de Amarante, faz sentido que os concelhos daquele território consigam promover os seus projectos no contexto da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.

José Luís Gaspar espera que a maior coesão que decorre da subscrição do "Acordo de Amarante" permita atenuar as "assimetrias" na distribuição dos fundos comunitários, favorecendo o Vale do Sousa, mais industrializado, e prejudicando o Baixo Tâmega e Douro Sul, mais rural

"Queremos, com uma postura construtiva, que esta região [Tâmega e Sousa] fique mais coesa, porque só assim ela será, no seu todo, mais forte e competitiva", afirmou Gaspar.

O autarca insistiu que "a região não pode crescer de uma forma consistente se não corrigir as assimetrias que existem".

"As nossas diferenças vão ajudar-nos a alavancar o desenvolvimento", acentuou ainda.

Os presidentes de câmara subscritores esperam que os fundos do próximo quadro comunitário de apoio reflictam "maior equilíbrio" entre as duas sub-regiões, reconhecendo a importância e as especificidades dos concelhos mais interiores do Tâmega e Sousa.

O autarca de Amarante reafirmou a necessidade de o Baixo Tâmega e o Douro Sul trabalharem em conjunto para potenciarem os seus recursos endógenos, muito ligados ao turismo de natureza, desenvolvimento rural, cultural e indústrias criativas.

"Queremos trabalhar para que a nossa economia seja capaz de ajudar a fixar a população", vincou.

Neste momento, disse, está a ser feito um levantamento de todo o potencial do território, para depois, em conjunto, serem definidas as estratégias de investimento, envolvendo também os parceiros privados.