Evento de avaliação de jóias foi cancelado por ser gratuito

A iniciativa visava informar as pessoas sobre o valor das suas jóias. Foi considerada ilegal porque a avaliações não estavam a ser cobradas.

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José Baptista diz que as sessões hoje canceladas irão realizar-se na próxima semana Miguel Manso

Depois de algumas avaliações terem sido feitas desde as 10h, o presidente da Associação dos Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul, uma das associações com sede no edifício da UACS, disse apenas que o evento teria de ser interrompido, por não ser legal. “Nenhum avaliador oficial pode fazer avaliações gratuitas”, afirmou Paulo Martinho na sala onde esperavam as pessoas para serem atendidas.

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Depois de algumas avaliações terem sido feitas desde as 10h, o presidente da Associação dos Comerciantes de Ourivesaria e Relojoaria do Sul, uma das associações com sede no edifício da UACS, disse apenas que o evento teria de ser interrompido, por não ser legal. “Nenhum avaliador oficial pode fazer avaliações gratuitas”, afirmou Paulo Martinho na sala onde esperavam as pessoas para serem atendidas.

As avaliações estavam a cargo do presidente do IGP, José Baptista, avaliador oficial da Casa da Moeda, e de quem partiu a iniciativa a que deram o nome Quanto vale o anel da sua avó?. José Baptista acabou por ter de anunciar que, de facto, as sessões iriam ser suspensas.

“Um sector da ourivesaria pediu para não continuarmos, porque as avaliações teriam de ser pagas. Segundo a Casa da Moeda, teríamos de cobrar 2% sobre o valor de cada avaliação. O problema é eu estar a avaliar aqui gratuitamente. Se fosse no IGP, já era possível”, explicou José Baptista às pessoas já inscritas para a avaliação. O presidente do instituto garantiu ainda que todas as pessoas voltariam a ser contactadas para agendar uma nova sessão gratuita, desta vez nas instalações do IGP.

Organizado pela quinta vez, este evento nunca antes tinha sido cancelado. José Baptista preferiu não comentar quais as razões que terão levado à intervenção da associação no sentido de o evento ser cancelado.

“O intuito era apenas o de informar e alertar as pessoas para que não as vendam a qualquer preço”, afirmou. “Antes, as pessoas vendiam uma jóia para comprar um automóvel. Hoje já não é assim. Em algumas situações, é mesmo para comer. Não é mentira”, aponta José Baptista, referindo que, na maior parte dos casos de pedidos de avaliação, o objectivo é a venda das peças por necessidade, para pagar dívidas ou despesas.

Para o evento, que decorreria entre as 10h e as 19h, estavam pré-inscritas mais de 40 pessoas. Cada avaliação tinha uma duração de cerca de 15 minutos e para as peças de valor mais elevado era passado um documento que comprovava as suas características técnicas. Segundo o presidente do IGP, as sessões que estavam marcadas e não tiveram lugar irão realizar-se durante a próxima semana.