Marcelo diz que Cavaco não vai pedir fiscalização do orçamento

Presidente falou sobre necessidade de uma "avaliação cuidadosa" dos custos de um orçamento não entrar em vigor.

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Cavaco Pedro Cunha/arquivo

“Cavaco disse porque é que não vai pedir fiscalização preventiva”, observou o comentador e conselheiro de Estado, na TVI. “Disse como os políticos dizem”, notou, referindo-se às declarações do Presidente neste sábado.

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“Cavaco disse porque é que não vai pedir fiscalização preventiva”, observou o comentador e conselheiro de Estado, na TVI. “Disse como os políticos dizem”, notou, referindo-se às declarações do Presidente neste sábado.

Numa conferência de imprensa na Cimeira Ibero-Americana, no Panamá, o Presidente não se quis pronunciar concretamente sobre o próximo orçamento, quando questionado por jornalistas. “O que posso dizer é o princípio pelo qual eu normalmente me rejo nestas situações: faço uma avaliação cuidadosa, recolhendo o máximo de informação sobre os custos de um orçamento não entrar em vigor no dia 1 de Janeiro e os custos que resultam de eventualmente uma certa norma ser considerada inconstitucional já depois de o orçamento estar em vigor", disse.

“A posição do Presidente nisto é inteligente”, considerou Marcelo Rebelo de Sousa, argumentando que “poupa uma crise”. Se Cavaco Silva promulgar o orçamento, antevê Marcelo, a oposição pedirá a fiscalização sucessiva, o que “demora até finais de Fevereiro, Março”. Caso o Tribunal Constitucional encontre inconstitucionalidades, o comentador considerou já ser tarde demais para novas medidas, restando apenas a hipótese da renegociação com a troika das metas do défice.