Passos Coelho promove e aumenta colaborador

João Montenegro, ex-secretário-geral da JSD, vai ganhar mais 366 euros, passando de adjunto a assessor.

Foto
Passos Coelho nFactos/Fernando Veludo

Segundo os despachos, Passos Coelho exonerou “a seu pedido do cargo de adjunto do Gabinete João Montenegro”, para depois designar o mesmo colaborador “como técnico-especialista João Montenegro para prestar as funções de assessoria técnica especializada”.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Segundo os despachos, Passos Coelho exonerou “a seu pedido do cargo de adjunto do Gabinete João Montenegro”, para depois designar o mesmo colaborador “como técnico-especialista João Montenegro para prestar as funções de assessoria técnica especializada”.

De acordo com os dados disponibilizados no site do Governo, a mudança de cargo representa uma promoção que implica o aumento da remuneração. Pelo estatuto remuneratório nos gabinetes ministeriais, Montenegro auferia como adjunto 3287 euros. Como assessor vai passar a ganhar 3653 euros.

Segundo a página electrónica do Governo, o gabinete de Passos Coelho é composto por 63 colaboradores. Entre estes, há nove assessores e seis adjuntos. Nesta terça-feira, nesse mesmo portal, João Montenegro surgia identificado como adjunto. O despacho singulariza ainda a posição de Montenegro no gabinete pelo facto de explicar que as suas funções são as de um “técnico-especialista” no “âmbito das respectivas habilitações e qualificações”, embora com “o estatuto remuneratório” de um assessor. A remuneração estipulada de um técnico-especialista é igual à de um adjunto, ou seja, menos 366 euros do que um assessor.

Montenegro acompanha Passos Coelho desde 2010. Começou por ser seu assessor no grupo parlamentar do PSD, tendo chegado à residência oficial do primeiro-ministro ao mesmo tempo que o presidente dos sociais-democratas em 2011. Antes de assumir estas funções trabalhou no sector bancário. Foi ainda secretário-geral da JSD no primeiro mandato de Pedro Rodrigues, em 2007.

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar o gabinete do primeiro-ministro e o próprio João Montenegro, para apurar as razões da promoção.