Miguel Cadilhe responsabiliza Paulo Portas pela crise política

Miguel Cadilhe, Daniel Bessa e Carlos Moreno discutiram este domingo a crise política que se instalou em Portugal no programa Conversas Cruzadas da Renascença.

Já o economista Daniel Bessa acredita que estamos no bom caminho: “É evidente que os portugueses se sentem frustrados e desiludidos quando estão a ver a sua a vida a andar para trás, mas há uma balança de pagamentos que tinha défice de 10 % do PIB quando tudo começou e hoje é positiva. Há um processo de consolidação orçamental que se inicia com um défice de 10% ou mais e hoje estamos a meio-caminho do processo de correcção.”

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Já o economista Daniel Bessa acredita que estamos no bom caminho: “É evidente que os portugueses se sentem frustrados e desiludidos quando estão a ver a sua a vida a andar para trás, mas há uma balança de pagamentos que tinha défice de 10 % do PIB quando tudo começou e hoje é positiva. Há um processo de consolidação orçamental que se inicia com um défice de 10% ou mais e hoje estamos a meio-caminho do processo de correcção.”

Carlos Moreno, ex-juiz do tribunal de contas, fez questão de realçar os diversos problemas que Portugal enfrenta: “Há aqui problemas substanciais em que os portugueses estão apanhados e envolvidos: um milhão de desempregados e as suas famílias, 400 mil jovens desempregados e as suas famílias, uma economia que não cresce, a população com uma sobrecarga fiscal insuportável. Estas são as questões substanciais.”

Cadilhe mostrou-se muito crítico em relação à decisão do ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas: “Acho que isto foi um acto eminentemente individual de uma personalidade que é incerta, inconstante, capaz do melhor e do pior. O problema é que o pior é sempre pior que o melhor. Agora ultrapassou tudo o que se poderia imaginar."

Vítor Gaspar, antecessor de Maria Luís Albuquerque na pasta das Finanças, é elogiado por Daniel Bessa.“Gaspar resistiu exemplarmente até ao momento em que o primeiro-ministro lhe falhou”.

Por fim, Carlos Moreno acredita na recuperação da credibilidade externa, mas isso obrigaria à “apresentação das medidas indispensáveis a tomar até ao fim da legislatura ou até ao fim do programa de saneamento financeiro. A sua justificação, a quantificação, a calendarização e o nome das pessoas que as iriam executar.”