Vítor Pereira: “A equipa tomou o gosto de ter bola e de dominar”

Treinador está satisfeito com as últimas exibições do FC Porto, que recebe o Olhanense no domingo.

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Vítor Pereira Foto: Francisco Leong/AFP

“A equipa tomou o gosto de ter bola e de dominar. Para dominar há que ter comportamentos agressivos, no momento de perda de bola, tirar iniciativa aos adversários, ter posse e exercer pressão, com o objectivo de fazer golos”, sustentou.

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“A equipa tomou o gosto de ter bola e de dominar. Para dominar há que ter comportamentos agressivos, no momento de perda de bola, tirar iniciativa aos adversários, ter posse e exercer pressão, com o objectivo de fazer golos”, sustentou.

O treinador Vítor Pereira acrescentou que não está a pensar nem preocupado com a renovação com o FC Porto, mas sim em estar focado em ganhar títulos.

“A quem ganha títulos não falta trabalho e hipóteses de valorização. É preciso é ganhar títulos e estar focado nos objectivos do clube. É isso que me faz andar e me faz sonhar”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa.

O treinador portista, questionado sobre se considera existir semelhanças ou inspiração no actual estilo de jogo do FC Porto com o do Barcelona, ressalvou os anos que o clube catalão leva de trabalho e no acreditar da ideia de jogo.

“É um jogo de excelência, que levou muito tempo a consolidar e por isso é que a equipa do Barcelona é considerada, por muitos, a melhor do mundo”, justificou.

Apesar de se mostrar agradado com a forma de jogar dos “dragões”, com posse de bola, pressão alta e domínio, Vítor Pereira reconhece que a equipa está ainda num processo evolutivo e que tem de continuar a trabalhar para melhorar a qualidade e o rendimento.

“Quando cheguei ao FC Porto falei nestes princípios. Queria uma equipa mais agressiva, em termos de pressão alta, forte nas transições ofensivas e de posse”, recordou o treinador, realçando que esse é o estilo de jogo com que se identifica.

Ainda de acordo com o treinador dos “dragões”, “não se consegue fazer este tipo de posse de um momento para o outro e é necessário garantir os jogadores que consigam fazer este tipo de jogo e estimulá-los a acreditar nele”.

“Neste momento, a equipa desfruta do jogo, gosta de ter bola e de tirar a iniciativa ao adversário. A equipa atingiu uma maturidade táctica que nos permite atingir este tipo de jogo, mas quando tal não for possível o fundamental é garantir os três pontos”, explicou.

E conquistar os três pontos que permitam ao FC Porto continuar na liderança da Liga é o objectivo principal de Vítor Pereira para a recepção ao Olhanense, uma equipa que tem colocado dificuldades aos seus adversários.

“É uma equipa que vem ao Dragão com o sentido de aproveitar a velocidade dos seus jogadores da frente. Vai, por certo, jogar em bloco fechado, o que criará dificuldades, e exige o nosso melhor nível”, sustentou.

Vítor Pereira abordou ainda a questão das chamadas dos portistas às respectivas selecções, mas defendeu que, enquanto treinar os “dragões”, apenas lhe compete gerir os futebolistas quando estes estão sob as suas ordens. “Não tenho intenção de interferir na gestão dos outros treinadores, mas preferia que chegassem mais frescos, que não jogassem tanto e nem que, como o Jackson, fizessem viagens tão longas”, frisou.

O técnico justificou esta situação (chamadas às selecções) com as contingências inerentes aos plantéis das equipas de topo e explicou que, enquanto estiver no comando dos “dragões”, lhe compete gerir os seus jogadores e “arrumar a casa”.

Vítor Pereira adiantou ainda que não sabe se vai poder contar para a recepção ao Olhanense com Jackson Martinez, melhor marcador do campeonato e que esteve ao serviço da Colômbia, dado não ter ainda treinado esta semana com a equipa.

Martinez, que marcou dois golos no particular de quarta-feira da Colômbia com a Guatemala, mereceu rasgados elogios no seu país, tendo mesmo um dirigente felicitado o FC Porto pelo contributo no crescimento do jogador. “É sempre positivo ouvir isso. O que vejo na evolução de Jackson e James, para falar de colombianos, é que se sentem à vontade no jogo que fazem e na evolução da equipa também se nota a evolução dos jogadores”, adiantou.

O treinador falou ainda de Marat Izmailov e de Liedson, “reforços” de inverno, considerando-os como exemplos de jogadores que encaixam perfeitamente no estilo de jogo do FC Porto.