Mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho na íntegra

Documento enviado pelo ministro foi redigido segundo as normas do acordo ortrográfico.

No momento em que se aproxima o final de um ano de grandes sacrifícios para os portugueses, sabemos que ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas. Mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero. Ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir. E uma condição essencial para sermos vitoriosos sobre a dívida e sobre o desemprego é acreditarmos em nós próprios. É encontrarmos a clarividência, a força e a tenacidade para ultrapassarmos este momento. É renunciarmos de uma vez por todas ao pessimismo que marcou a nossa história recente.

Em 2013 continuaremos a preparar o nosso futuro. São grandes os desafios e as tarefas que nos aguardam, sobretudo num momento em que na Europa e em várias regiões do mundo subsistem inúmeras incertezas. Teremos de responder a essas incertezas com as nossas certezas, as certezas que partilhamos como povo: a certeza de que vamos ultrapassar as atuais dificuldades, a certeza de que Portugal é capaz de reformar o Estado e as suas instituições, a certeza de que queremos uma sociedade mais justa do que foi até hoje, a certeza de que a nossa economia será competitiva no mundo globalizado, a certeza de que os dias mais prósperos e mais felizes do nosso Pais estão à nossa frente.

Quando este Governo tomou posse, Portugal tinha acabado de assinar um programa de ajuda financeira com instituições internacionais, um programa cujo valor global equivaliaa quasemetade de toda a riqueza que produzimos num ano. Este programa implicava a realização de avaliações regulares e impunha uma longa lista de medidas desenhadas para recuperar as nossas finanças públicas e a competitividade da nossa economia.

Julgo que nesse momento todos terão percebido que iríamos iniciar um período de grandes dificuldades. Não é comum um país ter de pedir ajuda financeira. E quando isto sucede numa economia desenvolvida como a nossa, onde o Estado tem compromissos muito pesados e importantes, então podemos dizer que entramos verdadeiramente numa zona de perigo. Foi isso mesmo que sucedeu há pouco mais de um ano e meio.

Já o disse, e torno hoje a dizê-lo: para mim não existe forma mais elevada de coragem do que aquela que tem sido diariamente demonstrada pelos Portugueses. Não existe forma mais elevada de coragem do que enfrentar diariamente novas dificuldades, sem nunca desesperar. Sem fingir que estas dificuldades não existem. Sem as empurrar para outros. Sem renunciar às nossas responsabilidades, que subitamente se tornaram mais pesadas.

As dificuldades do presente nem sempre nos deixam ver o que conquistamos com a coragem de todos, mas sabemos a sua importância. Conquistámos o caminho à nossa frente, um caminho onde no início havia apenas dúvidas e incerteza. A esmagadora maioria das medidas que faziam parte do nosso programa está já concluída ou em fase de conclusão. Criámos uma relação de grande confiança com as instituições internacionais responsáveis por esse programa.

Transformámos alguns aspectos da nossa economia que sempre tinham sido obstáculos ao investimento e à criação de riqueza e que em muitos casos se mantinha fechada à participação de todos. Iniciámos um processo de reforma das estruturas e funções do Estado, um processo tantas vezes adiado, aqui como noutros países, mas que é agora inadiável, para nós como para os nossos parceiros europeus. Nalguns aspectos temos de continuar o trabalho que fizemos até aqui. Noutros temos certamente de melhorar, e noutros ainda haverá novas tarefas no futuro próximo. Mas há muito que não tínhamos um caminho aberto para fazer tudo isto, e uma oportunidade que é finalmente nossa para agarrar com ambas as mãos.

A minha obrigação neste momento é oferecer uma dupla garantia. Primeiro, a de que todos foram e continuarão a ser chamados a participar neste esforço nacional.

Segundo, a de que todos beneficiarão das novas oportunidades que criaremos nos próximos anos. Julgo que foi um imperativo de justiça que aqueles que vivem com mais recursos económicos tenham sido chamados a dar um contributo maior para que - por exemplo - nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas suas pensões. Conseguimos mesmo, pelo segundo ano consecutivo, atualizar as pensões mínimas acima da inflação. Cumpre agora garantir que ninguém sairá desta crise sem a capacidade plena de aproveitar essas oportunidades. Ninguém que esteve presente nos piores momentos da crise, com a sua coragem e o seu esforço, será deixado para trás nos anos de oportunidade que temos pela frente.

Como sempre acontece, esta quadra natalícia será um momento especial para recordarmos aqueles que estão mais longe, ou aqueles que se afastaram de nós no último ano. Devemos lembrar as comunidades portuguesas e todos os emigrantes no estrangeiro, ou os nossos militares em missões noutras regiões do planeta. Também eles são atingidos pelo que se passa em Portugal. São atingidos porque muitos têm a família aqui, mas também porque este é e sempre será o seu país, pelo qual sofrem e para o qual desejam o melhor. Todos podemos fazer um pouco mais para ajudar quem mais sofre, quem perdeu o emprego, ou quem teve de adiar os seus sonhos ou projetos. Estes anos difíceis irão passar, não tenhamos dúvidas. É nossa obrigação não esquecer - nunca esquecer - os que mais sofrem para que os possamos ultrapassar em conjunto.

Desejo-vos um Bom Natal e um Feliz Ano Novo.
 
 

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No momento em que se aproxima o final de um ano de grandes sacrifícios para os portugueses, sabemos que ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas. Mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero. Ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir. E uma condição essencial para sermos vitoriosos sobre a dívida e sobre o desemprego é acreditarmos em nós próprios. É encontrarmos a clarividência, a força e a tenacidade para ultrapassarmos este momento. É renunciarmos de uma vez por todas ao pessimismo que marcou a nossa história recente.

Em 2013 continuaremos a preparar o nosso futuro. São grandes os desafios e as tarefas que nos aguardam, sobretudo num momento em que na Europa e em várias regiões do mundo subsistem inúmeras incertezas. Teremos de responder a essas incertezas com as nossas certezas, as certezas que partilhamos como povo: a certeza de que vamos ultrapassar as atuais dificuldades, a certeza de que Portugal é capaz de reformar o Estado e as suas instituições, a certeza de que queremos uma sociedade mais justa do que foi até hoje, a certeza de que a nossa economia será competitiva no mundo globalizado, a certeza de que os dias mais prósperos e mais felizes do nosso Pais estão à nossa frente.

Quando este Governo tomou posse, Portugal tinha acabado de assinar um programa de ajuda financeira com instituições internacionais, um programa cujo valor global equivaliaa quasemetade de toda a riqueza que produzimos num ano. Este programa implicava a realização de avaliações regulares e impunha uma longa lista de medidas desenhadas para recuperar as nossas finanças públicas e a competitividade da nossa economia.

Julgo que nesse momento todos terão percebido que iríamos iniciar um período de grandes dificuldades. Não é comum um país ter de pedir ajuda financeira. E quando isto sucede numa economia desenvolvida como a nossa, onde o Estado tem compromissos muito pesados e importantes, então podemos dizer que entramos verdadeiramente numa zona de perigo. Foi isso mesmo que sucedeu há pouco mais de um ano e meio.

Já o disse, e torno hoje a dizê-lo: para mim não existe forma mais elevada de coragem do que aquela que tem sido diariamente demonstrada pelos Portugueses. Não existe forma mais elevada de coragem do que enfrentar diariamente novas dificuldades, sem nunca desesperar. Sem fingir que estas dificuldades não existem. Sem as empurrar para outros. Sem renunciar às nossas responsabilidades, que subitamente se tornaram mais pesadas.

As dificuldades do presente nem sempre nos deixam ver o que conquistamos com a coragem de todos, mas sabemos a sua importância. Conquistámos o caminho à nossa frente, um caminho onde no início havia apenas dúvidas e incerteza. A esmagadora maioria das medidas que faziam parte do nosso programa está já concluída ou em fase de conclusão. Criámos uma relação de grande confiança com as instituições internacionais responsáveis por esse programa.

Transformámos alguns aspectos da nossa economia que sempre tinham sido obstáculos ao investimento e à criação de riqueza e que em muitos casos se mantinha fechada à participação de todos. Iniciámos um processo de reforma das estruturas e funções do Estado, um processo tantas vezes adiado, aqui como noutros países, mas que é agora inadiável, para nós como para os nossos parceiros europeus. Nalguns aspectos temos de continuar o trabalho que fizemos até aqui. Noutros temos certamente de melhorar, e noutros ainda haverá novas tarefas no futuro próximo. Mas há muito que não tínhamos um caminho aberto para fazer tudo isto, e uma oportunidade que é finalmente nossa para agarrar com ambas as mãos.

A minha obrigação neste momento é oferecer uma dupla garantia. Primeiro, a de que todos foram e continuarão a ser chamados a participar neste esforço nacional.

Segundo, a de que todos beneficiarão das novas oportunidades que criaremos nos próximos anos. Julgo que foi um imperativo de justiça que aqueles que vivem com mais recursos económicos tenham sido chamados a dar um contributo maior para que - por exemplo - nove em cada dez reformados não tenham sido atingidos por cortes ou reduções nas suas pensões. Conseguimos mesmo, pelo segundo ano consecutivo, atualizar as pensões mínimas acima da inflação. Cumpre agora garantir que ninguém sairá desta crise sem a capacidade plena de aproveitar essas oportunidades. Ninguém que esteve presente nos piores momentos da crise, com a sua coragem e o seu esforço, será deixado para trás nos anos de oportunidade que temos pela frente.

Como sempre acontece, esta quadra natalícia será um momento especial para recordarmos aqueles que estão mais longe, ou aqueles que se afastaram de nós no último ano. Devemos lembrar as comunidades portuguesas e todos os emigrantes no estrangeiro, ou os nossos militares em missões noutras regiões do planeta. Também eles são atingidos pelo que se passa em Portugal. São atingidos porque muitos têm a família aqui, mas também porque este é e sempre será o seu país, pelo qual sofrem e para o qual desejam o melhor. Todos podemos fazer um pouco mais para ajudar quem mais sofre, quem perdeu o emprego, ou quem teve de adiar os seus sonhos ou projetos. Estes anos difíceis irão passar, não tenhamos dúvidas. É nossa obrigação não esquecer - nunca esquecer - os que mais sofrem para que os possamos ultrapassar em conjunto.

Desejo-vos um Bom Natal e um Feliz Ano Novo.