Entronização do Papa Bento XVI marcada por tradições e ritos

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A cerimónia começa com a recitação pelos cardeais da Oração do Senhor Maurizio Brambatti/EPA

Diferente do passado, em que a cerimónia marcava tanto o poder político como religioso do Papa, o evento de amanhã será no entanto, e como é normal, testemunhado por governantes de todo o mundo.

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Diferente do passado, em que a cerimónia marcava tanto o poder político como religioso do Papa, o evento de amanhã será no entanto, e como é normal, testemunhado por governantes de todo o mundo.

A cerimónia começa com a recitação pelos cardeais da Oração do Senhor, com cada um dos prelados a expressar individualmente a sua homenagem ao novo Papa, recebendo o seu abraço e trocando o que é conhecido como o "Beijo da Paz".

Desde a entronização de João Paulo I, o "Papa dos sorrisos", os cardeais deixaram de se ajoelhar durante a homenagem, cumprimentando o Papa em pé.

Foi também João Paulo I quem pôs fim à tradição de uso de uma tiara de três camadas e ao hábito de mostrar o Papa num trono transportado em ombros.

Um dos momentos mais altos da missa de bênção a Bento XVI será a colocação, por cima dos seus ombros, do pálio, uma estola de lã onde estão gravadas quatro cruzes pretas de seda e que será preso às vestes papais com três broches de ouro. O pálio representa a autoridade pastoral do Papa.

A Cerimónia de Investidura será conduzida pelo cardeal diácono, o chileno Jorge Medina Estevez, o homem a quem coube na terça-feira anunciar ao mundo, na varanda da Basílica de São Pedro, que tinha sido eleito o novo Papa.

"Abençoado Deus que te escolheu como pastor da Igreja universal, confiando-te com o seu ministério apostólico. Que brilhes durante longo anos de vida terrena até que, quando chamado pelo nosso Senhor, sejas investido com a imortalidade enquanto entras no reino celestial", dirá em latim.

A liturgia termina com o Papa a dar a sua tradicional bênção apostólica Urbi et Orbi (À Cidade e ao Mundo).

O Estado português estará representado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.