Tubarão-frade dá à costa algarvia e assusta banhistas

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O tubarão-frade que apareceu na costa algarvia media entre cinco a seis metros DR

Esta espécie de tubarão não é considerada perigosa, pois só se alimenta de plâncton (micro-algas), mas o susto chegou para que os banhistas batessem em retirada do mar e para a colocação temporária de bandeira vermelha nos locais."Se eu estivesse na água e visse passar um animal de cinco metros fugia", desabafou o biólogo marinho e director de recursos naturais do Zoo Marine de Loulé, Élio Vicente, apesar de conhecer bem a espécie e saber que é inofensiva para o ser humano.
Segundo o biólogo, o animal que deu hoje à costa, entre as 11h00 e as 12h00, pertence "quase de certeza" à espécie do tubarão-frade, considerado o "segundo maior tubarão do mundo". "Não há certezas absolutas, mas o que nos leva a pensar nisso é o tamanho do animal", capaz de atingir os 9,8 metros de comprimento, explicou Élio Vicente, acrescentando que o facto de aparecer de boca aberta e junto à costa marítima, em Agosto, altura do ano em que há abundância de plâncton, são outras razões plausíveis para concluir que se trata de um tubarão-frade.
"É incomum que um tubarão-frade apareça tão perto da costa e a olho nu, mas não é raro", precisou o biólogo, afirmando que é "frequente em toda a orla atlântica portuguesa registar-se o aparecimento destes bichos".
A barbatana do mamífero foi avistada por vários banhistas que frequentavam aquelas duas praias algarvias e que, de seguida, deram conta da ocorrência às autoridades marítimas da zona.
O responsável pela Capitania do Porto de Faro, Dores Sousa, adiantou ao PUBLICO.PT que o tubarão se afastou sozinho da costa. Apesar da confirmação de o animal ser inofensivo, o capitão deu instruções para que uma embarcação saísse depois de almoço e verificasse se o tubarão-frade ainda andava nas praias, mas nada foi registado.

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Esta espécie de tubarão não é considerada perigosa, pois só se alimenta de plâncton (micro-algas), mas o susto chegou para que os banhistas batessem em retirada do mar e para a colocação temporária de bandeira vermelha nos locais."Se eu estivesse na água e visse passar um animal de cinco metros fugia", desabafou o biólogo marinho e director de recursos naturais do Zoo Marine de Loulé, Élio Vicente, apesar de conhecer bem a espécie e saber que é inofensiva para o ser humano.
Segundo o biólogo, o animal que deu hoje à costa, entre as 11h00 e as 12h00, pertence "quase de certeza" à espécie do tubarão-frade, considerado o "segundo maior tubarão do mundo". "Não há certezas absolutas, mas o que nos leva a pensar nisso é o tamanho do animal", capaz de atingir os 9,8 metros de comprimento, explicou Élio Vicente, acrescentando que o facto de aparecer de boca aberta e junto à costa marítima, em Agosto, altura do ano em que há abundância de plâncton, são outras razões plausíveis para concluir que se trata de um tubarão-frade.
"É incomum que um tubarão-frade apareça tão perto da costa e a olho nu, mas não é raro", precisou o biólogo, afirmando que é "frequente em toda a orla atlântica portuguesa registar-se o aparecimento destes bichos".
A barbatana do mamífero foi avistada por vários banhistas que frequentavam aquelas duas praias algarvias e que, de seguida, deram conta da ocorrência às autoridades marítimas da zona.
O responsável pela Capitania do Porto de Faro, Dores Sousa, adiantou ao PUBLICO.PT que o tubarão se afastou sozinho da costa. Apesar da confirmação de o animal ser inofensivo, o capitão deu instruções para que uma embarcação saísse depois de almoço e verificasse se o tubarão-frade ainda andava nas praias, mas nada foi registado.

O que é um tubarão-frade?

  • O tubarão-frade (Cetorthinus maximus) é mais conhecido pela sua designação anglo-saxónica de "basking shark", mas também como "sunfish" ou "sailfish". Impera a opinião de que os humanos podem nadar junto a esta espécie como se estivessem a apanhar sol (a expressão inglesa "to bask in the sun" quer dizer apanhar sol).


  • É o segundo maior tubarão do mundo, capaz de atingir os 9,8 metros de comprimento. Está apenas abaixo dos
    tubarão-baleia, que podem atingir os doze metros.


  • Pode encontrar-se no Mediterrâneo central e ocidental, para além do Oceano Atlântico, desde Marrocos à Noruega, incluindo o Mar do Norte, em profundidades que vão desde a superfície até aos 30 metros.


  • Alimenta-se de plâncton, que filtra constantemente, com a boca aberta, enquanto se desloca. Os seus dentículos apenas atingem alguns milímetros.


  • As informações sobre a sua reprodução são limitadas, mas segundo informações retiradas da edição online do Museu de História Natural da Florida (EUA), o tubarão-frade fêmea concebe as crias à superfície e, depois de cerca de três anos de gestação, dá à luz na privacidade das profundezas do mar.


  • Migra de norte para sul, geralmente à volta das ilhas britânicas e do Mar do Norte, durante o Verão. No Inverno, regressa às águas mais profundas. Podem ser vistos no Japão, China e Coreias, assim como na parte ocidental e sul da Austrália e do Equador ao Chile, na parte oriental do Atlântico.