Nestas igrejas a música não é um acessório

Ao entrar numa das reuniões semanais ao domingo da Hillsong Portugal, na zona do Lumiar, alguém menos familiarizado com o conceito pode acreditar ter entrado num concerto. A componente musical é forte, e o aparato sonoro e de imagem é dominante. Pedro Luís, responsável pela área de fotografia desta igreja evangélica, confirma que a música "é um conceito muito importante" porque "é uma forma de chegarmos a Deus, de comunicarmos e agradecermos".

Por outro lado, é também uma forma de cativar novos membros, sobretudo de uma faixa etária que normalmente não se associa com a religião. "A vida actual é feita de imagem, de som, e este é o ambiente que proporcionamos", explica Pedro Luís. "Mas a mensagem está lá."

No outro lado da cidade, entre os Olivais e a Portela, encontra-se outra igreja evangélica onde a música desempenha também um papel relevante. N'A Casa da Cidade, o ambiente revela-se mais intimista, ainda que o auditório tenha capacidade para cerca de 450 pessoas.

Bruno Mira, responsável pela música e pelas artes d'A Casa da Cidade, explica que no primeiro domingo de cada mês a proposta musical apresentada é habitualmente mais calma. Neste caso conta com guitarra, contrabaixo e três vozes. Mas pode ter, noutro domingo, um registo mais eléctrico.

A prioridade é, explica Bruno, adaptar aquilo que tocam a quem está à sua frente e "proporcionar às pessoas música com que elas se identifiquem". Até porque vêem a música "essencialmente como uma forma de nos ligarmos uns aos outros. E a Deus".

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