"Nenhuma criança deve pagar para brincar"

Quem vive no bairro do 2º Torrão, na Trafaria, sente que é invisível. Ladeado pela Cova do Vapor e os Silos da Trafaria, recolhido para lá de uma mata que o esconde dos veraneantes que circulam a caminho das praias de São João da Caparica, o bairro clandestino permanece com condições de vida precárias há mais de 40 anos: mais de 300 famílias a viver com acesso condicionado à electricidade e à água. Metade das construções não tem saneamento básico. Há crianças a dormir em quartos sem janela, ao lado de ratos e baratas. Alexandra Leal, presidente da Associação Cova do Mar que organiza colónias de férias para crianças desfavorecidas, criou o projecto Fábrica dos Sonhos para acompanhar as crianças do 2º Torrão. Está neste momento à procura de financiamento para abrir um ATL no bairro, depois de a Câmara Municipal de Almada, diz, ter recusado um apoio para um trabalho dentro do bairro devido ao seu carácter ilegal. A resposta social aos mais jovens e às famílias faz-se também através da Santa Casa da Misericórdia de Almada, que tem em marcha um programa apoiado por fundos comunitários para combater a exclusão social. 

 

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