Platini: “A entrega da Bola de Ouro este ano é a mais difícil da história”

Presidente da UEFA ironiza ao dizer que prazo foi alargado para favorecer Cristiano Ronaldo.

Toda a gente ri com Platini Francisco Leong/AFP

Michel Platini, três vezes distinguido com a Bola de Ouro, não tem dúvidas que este ano a eleição do melhor jogador do mundo será “a mais difícil da história do troféu”. Em entrevista ao diário desportivo espanhol As, o presidente da UEFA aponta Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Franck Ribéry como favoritos à distinção. E diz, ironicamente, que a FIFA pode ter decididio alargar o prazo de votação para favorecer o internacional português.

“[Alargar o prazo] foi uma decisão da FIFA que coincidiu com o apuramento de Portugal para o Mundial do Brasil, com três golos de Cristiano Ronaldo no jogo disputado na Suécia. Talvez a FIFA o tenha feito para favorecer Cristiano”, disse Platini, com um sorriso. Mais a sério, o francês apontou Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Franck Ribéry como favoritos. “Os dois primeiros são muito bons e Ribéry ganhou tudo. São três grandes jogadores. A escolha da Bola de Ouro deste ano é a mais difícil da história do troféu”.

Platini também confessou discordar com a entrega da Bola de Ouro de 2010 a Messi. “Devia ter ganho um espanhol. Iniesta, Xavi... para mim mereciam. Ganhou Messi, que é um grande campeão. Mas em 2010, para mim, a Bola de Ouro devia ter ido para um jogador de Espanha”.

Na mesma entrevista o presidente da UEFA abordou outras questões do futebol actual, apontando as apostas ilegais como um dos grandes inimigos da modalidade. “Se um resultado é manipulado antes de o jogo ser disputado acaba-se o nosso desporto. É uma situação distinta do racismo, porque o racismo é algo que vem de fora e se manifesta nos estádios. Mas a manipulação nasceu no futebol e corrompe-o por dento. A UEFA está em contacto com as polícias europeias”, revelou o dirigente.

Quanto aos elementos tecnológicos auxiliares da arbitragem, Platini voltou a manifestar a sua oposição. “Pela mesma razão que prefiro falar pessoalmente do que por telefone. Acredito firmemente que os olhos de um árbitro vêem coisas que as máquinas não distinguem. Não concordei com a tecnologia de linha de baliza porque depois viria a tecnologia para os penáltis, os foras-de-jogo e assim sucessivamente”.

“Na Serie A italiana, em cada jogo há cinco árbitros (o principal, dois juízes de linha e dois de área) e no último ano os erros diminuíram para metade. Funciona! Para não falar no preço da tecnologia. Aplicá-la na Champions, em toda a zona UEFA, custaria 52 milhões de euros. Uma barbaridade. Uma quantia demasiado alta para um golo fantasma de tempos a tempos. Para mim é algo impossível”, acrescentou Platini.

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