Paulo Trigo Pereira
Sou o filho mais novo de cinco irmãos (rapazes) numa linhagem feminina de professoras de Matemática. Ganhei o gosto de solucionar problemas, percebendo que alguns não têm solução. Tornar-me professor universitário foi uma opção, que exerço com prazer. Escrevi livros e artigos sobre finanças públicas, instituições económicas, políticas e democracia. Marcou-me o 25 de Abril e a amizade com Agostinho da Silva. Dizia que eu queria conciliar a música com a economia. Não o consegui e fiquei-me pela economia, não esquecendo os juízos de valor que existem em quaisquer opções de política económica. Vejo os problemas de Portugal como de difícil, mas possível solução, com mais cidadania, conhecimento, liberdade e solidariedade. As duas filhas que ajudei a criar, Mariana e Catarina, e a minha mulher, Guida, fazem parte da minha identidade.
