Mina das Verdosas de Braga vai ser remontada

O Igespar e a Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) garantem que a mina das Verdosas, no complexo monumental das Sete Fontes, em Braga, será preservada, depois de ter sido desmontada durante as obras de construção da variante de acesso ao hospital da cidade. Também a Estradas de Portugal, responsável pela empreitada, garante a preservação do património naquele local.

A mina foi desmontada por arqueólogos para garantir a sua preservação e não destruída, como tinha denunciado na véspera a associação de defesa do património Jovem Coop. Durante a construção do acesso ao hospital foram detectadas duas estruturas associadas à mina cujo traçado coincidia com o da variante. A trasladação foi a solução encontrada pelo Igespar, após uma reunião com os arqueólogos que acompanham a obra, na semana passada.

A "mina das Verdosas 1" "será conservada integralmente", afirma fonte da DRCN. A estrutura será escavada e registada e terá uma parte aterrada sob a estrada, mantendo-se em funcionamento. A mesma solução foi adoptada para a segunda mina, cuja boca ficaria sob o aterro da nova estrada, sendo por isso desmontada e trasladada.

As duas estruturas não pertencem ao sistema hidráulico das Sete Fontes e não se encontram classificadas, assegura a DRCN, recusando a ideia de que possa ter sido desrespeitado o condicionamento arqueológico da obra da variante de acesso ao hospital. "Os troços agora em causa localizam-se fora da Zona Especial de Protecção das Sete Fontes, como, aliás, acontece com a totalidade do traçado do novo acesso rodoviário", sublinha aquela entidade.

Garantia semelhante é dada pela Estradas de Portugal. "Em momento algum a execução da obra colocou em causa o monumental complexo das Sete Fontes, sendo que os trabalhos que estão a ser executados foram previamente autorizados pelas entidades da tutela", assegura a empresa. A DRCN vinca que todo o processo de construção do acesso ao hospital tem sido monitorizado por uma equipa de arqueólogos e pelo Igespar.

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