Associação de Bares da Zona Histórica exige fim de uso de garrafas de vidro no exterior

Para hoje está agendada uma reunião com o ministro da Administração Interna para discutir proposta que pretende penalizar empresários e clientes

A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) quer que a utilização de garrafas e copos de vidro na via pública seja proibida. É isso mesmo que António Fonseca, presidente da ABZHP, deverá dizer, esta tarde, ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, durante uma reunião agendada para debater o tema.

O objectivo, explica António Fonseca, é aplicar ao uso de garrafas e copos de vidro na via pública uma lei semelhante à que foi usada com o tabaco. "O que propomos é que, à semelhança da lei do tabaco, seja proibido este uso no exterior, fora dos espaços concessionados, e que, em caso de incumprimento, sejam penalizados empresários e clientes", diz.

A preocupação, garante Fonseca, surgiu da constatação da realidade. "Cada vez mais se vêem vidros na rua, seja no centro do Porto, em Albufeira ou no Bairro Alto, em Lisboa. E está a atingir proporções tais que começa a preocupar", aponta. Para o presidente da ABZHP, não é apenas a questão da limpeza e higiene que está em causa, mas também (e sobretudo) a segurança. "A verdade é que há pessoas que largam as garrafas em qualquer lado, e há quem se aproveite disto, porque uma garrafa pode ser utilizada como uma arma. Já há quem ameace com garrafas, da mesma forma que outros ameaçam com seringas", garante.

António Fonseca não sabe qual será a reacção do Ministério da Administração Interna à sua proposta, mas acredita que "a prontidão do senhor ministro em marcar a reunião" poderá ser um bom sinal. Até porque, apesar de a proposta ser da ABZHP, Fonseca diz não estar sozinho na defesa desta solução. "Já ouvimos empresários da área e todos concordam com isto. Tenho a certeza que até as associações do Algarve estão de acordo", diz.

Para a ABZHP, os bares e restantes espaços de restauração devem substituir os copos e garrafas de vidro levados para a rua, e fora da área de esplanadas, por plástico. Uma regra que, diz, já é aplicada noutros países, "como os Estados Unidos" e que, por cá, é usada em diversos eventos públicos sem causar confusão ao consumidor: "Em qualquer festival de Verão se recorre aos copos de plástico. Há vidro, mas só ao balcão e não se vê espalhado pelo chão".

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