Algarve e região do Tejo lideram em número de arribas instáveis

A costa portuguesa tem 154 praias com falésias em risco. O Algarve é a região mais preocupante, com 76 zonas balneares sinalizadas, mais quatro do que no ano anterior. A região Tejo é a segunda área com mais placas de sinalização de arribas em risco, com 45 praias identificadas.

Ao PÚBLICO Celso Pinto, da Administração Regional Hidrográfica (ARH) do Tejo, esclareceu ontem que as arribas costeiras da região em situação de instabilidade "estão todas devidamente sinalizadas e delimitadas". A mesma fonte adianta que o número se mantém em relação a 2010, mas nos casos mais preocupantes foram efectuados saneamentos controlados. De acordo com Celso Pinto, na região Tejo realizaram-se este ano quatro operações deste género, realizadas sempre que se verificaram situações de maior risco.

As praias da Aguda e do Magoito, em Sintra, são as únicas zonas balneares da região interditas devido ao risco de derrocada de arribas. Na caso da praia do Magoito, onde na terça-feira ocorreu um ligeiro desmoronamento, segundo a ARH do Tejo, apenas um dos acessos foi cortado à população.

Na área de intervenção da ARH Alentejo foram colocadas placas de zonas de risco em 30 praias. Desde que, em 2010, foi feito o saneamento de arribas na praia da Califórnia, em Sesimbra, não foram registadas novas situações de instabilidade na zona balnear da região.

Por sua vez, na zona centro foram sinalizadas apenas três praias pelo risco de derrocada de arribas. As praias da região norte apresentam o saldo mais positivo. Não há arribas em risco, mas a ARH do Norte colocou placas de sinalização de perigo em Mindelo, Vila do Conde, numa zona onde não existe qualquer concessão balnear.

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