Batida regressa (com estrondo)

Via Soundway Records, o primeiro disco de Batida vai agora ser propulsionado à escala global

O balanço da Batida, essa magnífica e tão mexida ponte entre Lisboa e Luanda, entre a música angolana de ontem (anos 1970) e os ritmos de hoje (pode ser o kuduro, sendo já outra coisa), bamboleou durante três anos pelo mundo, discreto em protagonismo mas muito eficiente no contacto directo (quem ouviu não esqueceu). E na próxima segunda-feira apresenta-se, renovado, no grande e prestigiado palco proporcionado pela Soundway Records, a editora responsável por compilações como Ghana Soundz ou Nigeria Special e até agora especializada em escavar a melhor música africana (e da América Central, e da Birmânia) de décadas passadas.

Dance Mwangolé, o álbum editado em 2009 foi renomeado Batida e o mentor do colectivo, Pedro Coquenão, DJ Mpula, deu-lhe novo tratamento, limando e aperfeiçoando a Bazuka e demais detonadores de dança, boa dança, que encontramos no disco. Batida terá o privilégio de ser a primeira edição de música contemporânea da Soundway Records. Todo o processo decorreu como gosta quem gosta de música. Miles Cleret, o patrão da Soundway ouviu Batida através de um dos singles e EP licenciados nos últimos anos para pequenas editoras internacionais e ficou tão entusiasmado que não perdeu tempo. Apanhou-os e fez deles a cara do novo rumo do selo que fundou em 2002.

Na próxima segunda, Batida ressurge, renovada, disponível aos ouvidos do mundo inteiro. A BBC, através do influente radialista, DJ e editor Gilles Peterson destacou-a a semana passada como nome a ter debaixo de olho em 2012. Um mês depois, dia 20 de Abril, Batida será o nome com maior destaque no início da comemoração dos dez anos da Soundway Records. Quantic será responsável por manter as pessoas na pista de dança depois do concerto, que acontecerá num armazém londrino cuja localização será mantida em segredo até à última hora. Curiosidade sobre curiosidade. Tempo para celebrar.

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