Jornalistas
Anabela Mota Ribeiro
Porque é que praticamente só faço entrevistas? Poderia responder que é mais fácil a um jornalista freelance esse exercício do jornalismo (por razões prosaicas que ficam subentendidas). Poderia dizer que esse espaço, íntimo e arriscado, é paradoxalmente aquele em que me sinto mais confortável. E poderia dizer que me interessam as narrativas que as pessoas fazem de si próprias, e as suas vidas. O meu percurso profissional pode resumir-se assim: trabalhei em rádio (fui correspondente da Antena 1 em Londres um ano, e antes disso na Rádio Nova), concebi e apresentei programas de televisão, na RTP, editei um livro de entrevistas, O Sonho de um Curioso, organizo e modero debates sobre livros e não só (de momento, na Bertrand do Chiado). Para além do PÚBLICO, colaboro com o Jornal de Negócios e invento tempo para ir às aulas de mestrado (em Filosofia). A minha narrativa pessoal, que não é para aqui chamada, também me ajuda a ouvir e procurar a música dos outros.
