Artigos deste autor

  • Alberto Carneiro é escultor. Nasceu em 1937 numa aldeia perto da Trofa. Mesmo quando percorreu o mundo, nunca saiu de São Mamede de Coronado. Foi santeiro, inventou um mundo, reencontrou-se com o seu. Inaugurou recentemente Arte Vida/Vida Arte no Museu de Serralves (Porto) e Meu Corpo Vegetal, no Teatro da Politécnica dos Artistas Unidos (Lisboa). No corpo de uma árvore, podemos seguir o trajecto da sua vida.

  • E aos 32 anos, Diogo Morgado foi Jesus. Um hot Jesus, visto por 100 milhões de pessoas (ninguém esperava, nem ele, nem os produtores). Foi entrevistado por Oprah Winfrey, comeu um cachorro quente com ela (como toda a gente sabe). O que é que se percebe quando se está lá? Que é tudo uma questão de dinheiro. E que não se pode esquecer o lugar de onde se vem

  • As pessoas normais não têm nada de especial? Têm. Simone de Beauvoir ficaria escandalizada com o machismo das Caxinas? Talvez. (A resposta não é categórica se olharmos para os seus amores com Jean Paul Sartre.) Que há nas Caxinas, microcosmos ao lado de Vila do Conde? Mulheres que fazem dos seus homens os reis da casa. Mestres e mestras. A mestra Sónia Nunes é a heroína do novo filme de João Canijo, É o Amor, onde faz de si própria. A actriz Anabela Moreira faz de actriz que vai fazer um estágio nas Caxinas. Não é provável que Sónia tenha lido Beauvoir. Nem é preciso. Ela sabe o que é ser mulher. E é feliz nessa coisa chamada amor.