Um mau pequeno-almoço tem repercussões negativas no estudo, tal como não comer nada de manhã, indica investigação

Alimentos ultraprocessados e com excesso de açúcar ao pequeno-almoço têm consequências nos desempenhos académicos dos adolescentes, indica uma investigação australiana.

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As primeiras refeições mais saudáveis incluem fruta, lacticínios, cereais integrais e água Luisa Brimble/Unsplash
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Os adolescentes que, diariamente, têm um pequeno-almoço saudável revelam melhor desempenho académico face aos que optam por alimentos ultraprocessados e com excesso de açúcar, colocando estes ao mesmo nível dos que simplesmente saltam a primeira refeição do dia.

O estudo da Universidade de Nova Gales do Sul​, Austrália, incluiu 648 estudantes de escolas privadas com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos, tendo observado o que cada um tinha comido ao pequeno-almoço e, horas depois, registado o desempenho num teste de Ciências.

Os dados recolhidos levaram os investigadores a indicar que o efeito do pequeno-almoço se prolonga por horas, sendo que foram os adolescentes com as primeiras refeições mais saudáveis, que incluíram fruta, lacticínios, cereais integrais e água, os que obtiveram os melhores resultados no teste. Entre os que não comeram nada e os que preferiram alimentos pouco saudáveis, nomeadamente refrigerantes, carne processada, fast food e produtos de pastelaria, não foram observadas diferenças significativas.

A investigação concentrou-se em alunos de escolas privadas de forma a controlar o estatuto socioeconómico, factor de relevância nas escolhas alimentares. "Uma das coisas de que nos orgulhamos particularmente nesta investigação é o número de factores que conseguimos controlar e descobrimos que o pequeno-almoço ultrapassou tudo isso", afirmou o investigador principal, Andrew Martin, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Nova Gales do Sul​.

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