Demasiadas vezes o pragmatismo de Costa confunde-se com um conformismo diante das falhas éticas recorrentes de membros do governo e dos seus camaradas de partido.
Deputada e vice-presidente do CDS, Cecília Meireles acusa o primeiro-ministro de estar a transformar um assunto político numa questão legal e desafia-o a “parar de se esconder” e a vir explicar-se aos portugueses.
Apesar das críticas de todos os partidos sobre as limitações das regras que o PS quer impor, nenhum quer ficar com o selo de ter votado contra uma proposta que traz mais transparência à vida política.
Tancos foi um erro de percepção porque o Governo não conseguiu prever os seus efeitos políticos e porque, durante muito tempo, acreditou que dali não resultaria mais do que caso mediático.
Proposta do PS ainda está na Comissão da Transparência e deverá ser discutida em plenário no próximo mês. Sociais-democratas alegam que a proposta é inconstitucional porque legislar sobre os gabinetes dos Governo é uma competência exclusiva do executivo.
Rui Rio tem neste momento um dos piores empregos de Portugal, e a sua caminhada até Outubro vai assemelhar-se à do condenado à morte em direcção ao patíbulo. Ele é um dead man walking.
Nenhuma lei – aliás, de muito duvidosa constitucionalidade – conseguiria substituir-se à consciência de cidadania ativa e à ética republicana.
Estamos a legislar cada vez mais para o caso concreto, para os factos graves ou menos graves que se tornaram insuportáveis de gerir politicamente.
Um parlamento que age sob pressão e só faz o que as sondagens lhe mandam não é um Parlamento.
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