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      <video:title>Samuel Martins Coelho estreia um novo álbum, &lt;i&gt;I ERROR&lt;/i&gt;, com &lt;i&gt;Disastrous dance floor&lt;/i&gt;</video:title>
      <video:description>Evita rótulos, tanto quanto abraça de várias formas a música. “Não sou Y ou X, não faço isto ou aquilo, não toco música A ou B”, disse ele em 2021  ao P3  do PÚBLICO, que já o tinha apresentado, três anos antes, no suplemento  Fugas , como “O homem dos sete instrumentos no mundo dos ‘estranhofones’”. “Sou aquele que está sempre à procura. Reinvento-me, não tenho medo de desafios. Se não sei fazer uma coisa aprendo”, dissera ao P3, sublinhando: “A música é uma consequência, o meu propósito é estar consciente, experimentar”. Falamos de Samuel Martins Coelho, nascido em 1980, violinista, multi-instrumentista, compositor em várias áreas (cinema, dança, teatro) e que, iniciado na música clássica, dela partiu para uma experimentação musical contínua, sem limites rígidos nem códigos, que o levou a projectos como Tosco, Peixe Míope, Estranhofone, Space Ensemble, Escola do Rock, Espaço Colectivo Invisível, Ondamarela, JP Coimbra e, ultimamente,  I ERROR , que dá título ao álbum que lança neste dia 5 de Abril. 

 “Imagino-me imerso num espaço onde o passado e o presente se entrelaçam, reflectindo as minhas diferentes fases como músico”, diz Samuel ao falar deste seu novo disco. “Cada música representa diferentes momentos desse período cronológico, onde diferentes estilos e influências musicais se manifestam. Em  I ERROR  é um local onde tiro a rede.”  Disastrous Dance Floor  é o tema escolhido, de entre os oito do álbum, para estrear esta sexta-feira em single e videoclipe. Os outros são:  Acessible insurence ,  Boundless waves ,  Pleasant trouble ,  Special discussion ,  Tenori dance ,  STUPID ANNOUNCEMENT  (assim mesmo, em maiúsculas) e  Inhale exhale . 

 Compositor de bandas sonoras para filmes, assinou em 2018 uma nova banda sonora para o filme  Giuseppi , do realizador maltês Cecil Santariano, colaborou na banda sonora da curta-metragem  Tio Tomás - A Contabilidade dos Dias , de Regina Pessoa; e em 2024 compôs a banda sonora do filme   O Pior Homem de Londres  , realizado por Rodrigo Areias, com um elenco onde</video:description>
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      <video:title>&lt;i&gt;O que fomos e o que somos&lt;/i&gt; é Lena d’Água numa “canção sobre amor e esperança”</video:title>
      <video:description>Depois do aclamado álbum   Desalmadamente  , de 2018, Lena d’Água volta em 2024 às canções com um novo álbum no horizonte, que, tal como o anterior, volta a contar com a colaboração de Pedro da Silva Martins. É dele, aliás, a canção que aqui se estreia e serve de “rampa de lançamento” ao novo disco, com data prevista de saída para o último trimestre de 2024. 

 Ligada à música desde os anos 1970, vocalista de grupos como os Beatnicks (1971 a 1978),  Salada de Frutas  (1980-81) e  Atlântida  (1981-83), integrante do trio   As Canções do Século   (1994, com Helena Vieira e Rita Guerra) e com vários discos a solo, Lena d’Água foi em 2020 distinguida com dois Prémios Play e com o Prémio José Afonso, que recebeu em 2021. 

 A canção que agora se estreia, a anunciar o seu novo álbum, é  O que fomos e o que somos  e, segundo a cantora (no comunicado que acompanha o lançamento), é “uma canção sobre amor e esperança. Esse amor que resiste às adversidades e nos dá força para encarar o futuro. Uma inabalável esperança de que o dia de amanhã seja sempre um dia melhor e que o amor que me trouxe até aqui, possa, com a vossa companhia, levar-me ainda mais longe”. A gravação deste tema, além de Lena d’Água (voz), contou com a participação de Pedro da Silva Martins (guitarra e coros), Luís J. Martins (guitarras e coros), Nuno Prata (baixo e coros), Miguel Ferreira (teclados e coros) e Sérgio Nascimento (bateria, percussões e coros). 

 O videoclipe de  O que fomos e o que somos  é ilustrado e animado por Cristina Viana que, citada no já referido comunicado, explica o processo seguido: “Depois de imergir na história e no sentimento, da música, no som e na letra, a animação digital é feita  frame-a-frame  ou através de desenho directo. Construí uma viagem de figuras, cores e movimentos, que não é igual nem diferente daquela em que embarcamos com a música. Ambas estão no mesmo plano e direcção cruzando-se tantas vezes quantas nos parecer harmoniosamente bem.”</video:description>
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      <video:title>zé menos encontrou “em cada esquina” de Grândola “um rosto cansado de não ter tempo”</video:title>
      <video:description>Engenheiro de som e produtor musical no universo do hip-hop, José Poças (nascido em Gaia), gravou como cantor um primeiro disco a solo com o nome artístico de Kap,   Do Nada Nasce Tudo   (2015), e um segundo como zé menos,   O Chão do Parque   (2019), que Francisco Noronha distinguiu  no Ípsilon  como “um dos grandes discos da música portuguesa” do ano de 2019. 

 Agora, regressa aos discos com um EP,  quatro partos , feito em colaboração com Pedro o Mau e cujo lançamento está previsto para 24 de Maio. O EP terá seis temas, dos quais se estreia esta quinta-feira em exclusivo no PÚBLICO a canção  arena , que, segundo o seu autor, nasceu há três anos de um impulso: “A vontade de a escrever veio no rescaldo das presidenciais de 2021. Os cravos enquanto flor/conquista que precisa de manutenção e que não a tem tido, só sendo regada por água salgada. Suor do trabalho, lágrimas.” 

 Nesta  arena , a  Grândola  serve-lhe de mote. Assim: “Grândola vila morena, Grândola vila sem cor/ todos escuros nesta arena já que o sol não se quis pôr/ houve quem escondesse a lua pra nos privar de ter noite/ mas o sol sonhou com a rua, saiu sem picar o ponto”: ou ainda: “em cada esquina - um rosto cansado de não ter tempo/ em cada vida - um fosso escavado pra esconder medos/ em cada riso - bocas fechadas por não ter dentes/ em cada sina - bebe-se e espera-se que pese menos/ (em) cada tasco - suspiros capazes de fazer vento/ em cada brisa forte - vontade de não ter peso.” Música, letra e voz são de zé menos e o videoclipe é de José Magro (com Ana Meleiro e Tiago Carvalho).</video:description>
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      <video:title>Colectivo PMDS gravou &lt;i&gt;Música para Miradouros&lt;/i&gt; em vários pontos das ilhas dos Açores</video:title>
      <video:description>Foi em 2011 que lançaram o seu primeiro álbum,  Processor Modulation Density Sequencer . E, com a sigla derivada desse nome, PMDS, assinaram outros dois,  Not Yet  (2019) e  Caloura  (2021), álbum no qual Vítor Belanciano,  no Ípsilon , realçou um som “predominantemente electrónico” onde “existe espaço, horizonte, infinito, dimensão cósmica”. Duo criado por dois açorianos, Filipe Caetano e Pedro Sousa, os PMDS preparam agora um novo álbum onde relacionam “música, vídeo e paisagem”, como se afirma no texto que o anuncia.  Música Para Miradouros , assim se chama o novo disco do duo, foi gravado ao vivo em diferentes pontos do arquipélago dos Açores, tem quatro temas que são também quatro vídeos e quatro postais da ilha, “criando uma narrativa directa entre a paisagem natural e a música criada, aqui com o adicional de ter sido mesmo gravada nos locais que busca habitar”. O primeiro tema, que aqui se estreia, é  Pico dos Bodes , lugar da ilha de São Miguel onde o videoclipe foi filmado. 

 O processo é descrito assim pela dupla, no texto já citado: “Procurando desenhar um retrato sonoro de um lugar e momento, cada uma das quatro sessões foi gravada diretamente para um  two-tracks , sem possibilidade de edição posterior, servindo como um postal sonoro que vive dos pequenos factores que contribuíram para esculpir aquele modelo sonoro específico. O acordar de madrugada, a gestão da meteorologia e do vento, o transporte de instrumentos e de gerador e cada detalhe da produção fazem parte deste resultado final. Tanto quanto a paisagem circundante.” Os outros três temas do álbum, que será editado em Maio pela editora açoriana Marca Pistola, com edição em vinil, terão os videoclipes que lhes correspondem filmados em Castelo Branco (Faial), Vale das Lombadas (São Miguel) e Sete Cidades (São Miguel). Além dos videoclipes, da autoria da Cactus, registando cada uma das sessões do álbum, será ainda lançada uma colecção de postais de cada um dos locais, com fotografias de Diogo Sousa.</video:description>
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      <video:title>Jane Goodall faz 90 anos e acredita que ainda há tempo para abrandar a crise climática</video:title>
      <video:description>A naturalista britânica Jane Goodall faz 90 anos a 3 de Abril deste ano e vai celebrar o aniversário com uma série de conversas sobre o ambiente. O seu maior desejo é que as pessoas comecem a pensar mais no ambiente, afirmou numa entrevista feita na semana passada. E espera que ainda tenha a sorte de ter mais alguns anos para continuar a “espalhar a mensagem”. 

 “Acredito que ainda temos uma janela de tempo para começar a abrandar as alterações climáticas, perda de biodiversidade, para aliviar a pobreza”, afirmou. As conversas terão como foco as reflexões de Goodall e uma reflexão da necessidade de agir já para criar um futuro melhor. O dinheiro angariado através destes eventos será para o Instituto Goodall e para os programas Roots &amp; Shoots (Raízes e Rebentos), que incentiva jovens de muitos países a fazerem algo pela natureza. Nos Estados Unidos, a naturalista falará a 30 de Março em Seattle e a 1 de Abril em Nova Iorque. 

 Apesar dos desafios ligados à crise climática, perda de biodiversidade e pobreza, Jane Goodall permanece com esperança e acredita que ainda há tempo. “As pessoas têm de ter esperança”, diz. 

  Jane Goodall  nasceu em 1934, em Bournemouth. O amor pelos animais e as histórias de Tarzan e do Dr. Dolittle alimentaram desde criança uma vontade de visitar África e trabalhar com animais. O desejo concretizou-se em Julho de 1960: foi em Gombe que passou “dias e dias sozinha” seguindo famílias de chimpanzés, tornando-se quase parte do grupo de primatas 

 Em 1977, a naturalista fundou o Instituto Jane Goodall, para a protecção dos chimpanzés. Na década de 1980 tornou-se activista quando se apercebeu da diminuição da biodiversidade no planeta. De lá para cá, Goodall percorreu o mundo com as suas bandeiras, escreveu livros e recebeu prémios, como o Templeton em 2021. 

 Leia mais sobre Jane Goodall nesta entrevista do Azul: 

 
	  Jane Goodall: crises do clima e da biodiversidade “são o resultado do nosso desrespeito pelo mundo natural”</video:description>
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      <video:title>Caveira lançam na Zé dos Bois o álbum &lt;i&gt;ficar vivo&lt;/i&gt;, anunciado com &lt;i&gt;Brilho&lt;/i&gt; em videoclipe</video:title>
      <video:description>Surgiram em Lisboa, há quase 20 anos (em 2005), e, depois de várias metamorfoses, estreiam esta quinta-feira o seu primeiro álbum,  ficar vivo . São os Caveira, quarteto formado por Pedro Gomes, Gabriel Ferrandini, Pedro Alves Sousa e Miguel Abras, e este seu álbum, que tem como single de avanço o tema  Brilho , estreado também em videoclipe (com realização de Ana Mariz, a partir de uma ideia de Pedro Gomes), vai ser apresentado ao vivo na  Galeria Zé dos Bois , em Lisboa, às 22h, nesta quinta-feira em que o álbum é editado em vinil. Na mesma noite, além dos Caveira, actuará o  rapper  e MC luso-são-tomense Real Guns (a preparar um novo álbum, sucessor de  Escrevo Com Sangue , 2022, e  Davids , 2023) e, a fechar, os quatro músicos dos Caveira assegurarão um momento de  DJ set  sob o nome Jazz is Back. 

 Gravado nos estúdios Namouche, com mistura da banda e de Joaquim Monte e masterização de Tó Pinheiro da Silva, o álbum  ficar vivo , dos Caveira, tem na contracapa um extenso texto assinado pelo trompetista e compositor Sei Miguel, de que reproduzimos aqui um excerto identificativo deste trabalho: “Assumir a posição felina e proletária da contracultura, no seio de uma cultura pop há muito desviada por multinacionais, garante a sobrevivência mui magra, sem direito a ilusões. Os Caveira, para além de sublimes, encarnam portanto o puro dom de si e por isso possuem a compleição sónica votada ao pulso da vida. Posto isto, a genealogia caveiresca aparenta e não engana: a do rock, essencialmente; e a música do rock não ostenta todas as batidas, dá-se a esse luxo, “a forma de”, essencialmente binária. Divide e sub-divide por igual, a igualdade aqui significando um luxo – repito – vindo do Blues, e mais precisamente (estranho Caso Caveira) dos  harmónicos  do Blues, bem mais do que de uma métrica. Deve-se esta um pouco mágica inversão, “na forma de”, sem dúvida ao conhecimento que o Sr Gomes tem e mantém de outras muitas músicas, porém denuncia o plano onde as coisas acontecem “à caveira”; arpeggiatura em estaleiro, El </video:description>
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      <video:title>"E depois da revolução?": esta minissérie mostra-te o que mudou desde o 25 de Abril</video:title>
      <video:description>Com Portugal prestes a comemorar os 50 anos da revolução dos cravos, a Fundação Francisco Manuel dos Santos assinala a data com o lançamento de uma nova minissérie documental. A primeira temporada, composta por quatro episódios, estreou-se esta segunda-feira, dia 25 de Março. Podes contar com os próximos episódios sempre às segundas. 

 “E depois da revolução?” nasce para contar aos mais jovens sobre um período que lhes parece distante. “Com esta série, queremos contribuir para que os jovens portugueses compreendam melhor, num formato dinâmico de minidocumentário, o passado recente do país e o papel que a democracia teve na construção da sociedade em que hoje vivemos”, explicou Teresa Mourão-Ferreira, directora geral da  Fundação Francisco Manuel dos Santos , num comunicado enviado ao P3. 

 O primeiro episódio já está disponível no Youtube oficial da Fundação. Chama-se “E depois da revolução: que democracia construímos?” e explora as vitórias alcançadas desde 1974, como o direito ao voto e à liberdade de expressão. O tema é discutido com figuras públicas, como  Ricardo Araújo Pereira ,  Capicua  ou Nuno Markl e investigadores e especialistas, como Pedro Magalhães, Leonor Beleza ou José Santana Pereira.  

 Daqui para a frente, podes contar com episódios centrados em temas como o feminismo, a evolução da população e da economia. A segunda temporada já está confirmada e a sua estreia está prevista para depois do 25 de Abril, ainda sem data fixa. A família, a educação e saúde são outros temas que surgirão na próxima fase da minissérie. 

  Texto editado por Inês Chaíça</video:description>
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      <video:title>A &lt;i&gt;Última vez&lt;/i&gt; de Picas é mais uma peça de um prometido álbum, a lançar ainda em 2024</video:title>
      <video:description>Aos poucos, Picas (nome artístico de Maria Casal Ribeiro, nascida no Porto) vai montando as peças do seu primeiro álbum, que deverá sair este ano. Depois de   Tatuagens  , lançada em finais de Janeiro, o novo single chama-se  Última vez , de novo com produção de Jon (Real Caviar) e videoclipe de Victor Hugooli, e faz parte de uma trilogia envolta numa história de amor. 

 Nas palavras da cantora,  Última vez  “é um grito de libertação sobre sair de uma relação que não é boa para nós. É sobre pormo-nos em primeiro lugar e cuidarmos de nós antes de cuidarmos dos outros.” É, acrescenta ainda, “um tema sobre sair de uma espiral tóxica, em que estamos subjugados à vontade do outro. É sobre encontrarmo-nos, mesmo depois de nos termos perdido. Nos primeiros refrões a letra diz ‘a culpa é minha por te querer, faz o que tens a fazer’, mas no último refrão a letra muda para ‘a culpa é tua por não saber, fazes tudo só pra me prender’. É uma música sobre uma tomada de consciência e a escolha de me pôr em primeiro.” 

 Dada a conhecer como cantora em 2020, no concurso  The Voice Portugal  da RTP, onde interpretou canções de Rui Veloso, Tom Jobim ou Aretha Franklin, Maria Casal Ribeiro lançou como Picas (o nome artístico que escolheu) um primeiro single,   Orquídeas  , com um videoclipe publicado em Junho de 2022. No mesmo ano, em Dezembro, lançou novo single e videoclipe,   Volta para mim  , este gravado em dueto com Agir. E em Maio de 2023 publicou um terceiro single, também com videoclipe, intitulado   Nos meus lençóis  . A estes três singles, Picas está desde Janeiro a juntar mais três. Começou com  Tatuagens , acrescentando-lhe agora  Última vez .</video:description>
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      <video:title>Joana Espadinha lança &lt;i&gt;Vergonha na cara&lt;/i&gt; como um “grito do Ipiranga” identitário</video:title>
      <video:description>É mais uma canção do novo álbum da cantora e compositora Joana Espadinha, e desta vez é mesmo o tema-título,  Vergonha na cara . Depois de   Será o que será  , lançado em Junho de 2023, e   Vestir a camisola  , revelado já em Janeiro de 2024,  Vergonha na cara  (com letra e música de Joana Espadinha) conta com um videoclipe assinado por Silas Ferreira e tem a participação de António Vasconcelos Dias (bateria, baixo, sintetizadores, programações e produção), João Firmino (guitarra eléctrica) e Margarida Campelo (vozes). O novo álbum,  Vergonha na Cara , que estará nas plataformas digitais no dia 5 de Abril, vai ser apresentado ao vivo em Maio, em três concertos agora anunciados: dia 9, no B.Leza, em Lisboa; dia 10 no Salão Brazil, em Coimbra; e dia 26 no espaço Novo Ático do Coliseu do Porto. 

 Num depoimento gravado, a acompanhar este lançamento, a cantora descreve deste modo a canção  Vergonha na cara : “Esta canção é assim com um grito do Ipiranga. Fala da viagem que é a construção da nossa identidade, desde a adolescência, e fala de nos libertamos da necessidade de validação, da importância que damos à opinião dos outros. São tudo amarras que nos afastam do nosso potencial. Ter vergonha na cara, no fundo, é arriscar ser quem se é, ou quem se quer ser, e descobrir o que isso significa realmente.” E isso marca também as outras canções do álbum, afirma: “É uma ideia que é transversal ao resto do disco, que se calhar é um pouco diferente dos anteriores. Sinto que ousei muito mais, com a ajuda do produtor, do António Vasconcelos Dias, foi muito divertido trabalhar com ele. Entregámo-nos de corpo e alma ao processo de vestir estas canções e ele fez um trabalho incrível.” 

  Vergonha na Cara  será o quarto álbum de Joana Espadinha, sucessor de  Avesso  (2014),  O Material Tem Sempre Razão  (2018) e   Ninguém Nos Vai Tirar o Sol   (2021).</video:description>
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      <video:title>Marisa Liz comenta &lt;i&gt;De fio a pavio&lt;/i&gt; no dia em que sai o novo disco de Mafalda Veiga</video:title>
      <video:description>Tal como prometido, está a partir de hoje disponível nas plataformas digitais o novo disco de Mafalda Veiga, um EP, intitulado  Geografia Particular . A assinalar o lançamento, a cantora e compositora quis desafiar outros músicos a falarem de cada uma das cinco canções do disco, depoimentos que o PÚBLICO tem vindo a divulgar em exclusivo. Depois de  Samuel Úria  ter aqui falado de   Óscar  ,  Diogo Piçarra  de   Esta canção  ,  Luísa Sobral  de   Madrid ou Pequim  , e  Selma Uamusse  de   Geografia   particular  , um dos temas inéditos do disco, é hoje a vez de Marisa Liz comentar o tema que fecha o EP,   De fio a pavio  , que encerra também esta série de depoimentos a pretexto das canções. “Para mim é uma grande alegria poder falar da nova canção da Mafalda”, diz Marisa. “Uma canção que fala de amor, e esse amor vivido com intensidade, com verdade, com vontade, não perdendo nada pelo caminho: de fio a pavio.” 

 Com letra e música de Mafalda Veiga e produção por João Só, o videoclipe, que também aqui se estreia em exclusivo, foi realizado por David Bonneville com a participação de Francisca Sarmento, Afonso Laginha, Pedro Granger e Sofia Froes, numa “ponte” temporal com um outro videoclipe, o de   Uma gota  , filmado há 20 anos num dos bares lisboetas preferidos de Mafalda, o Majong, também com a participação dos actores Pedro Granger e Sofia Froes. 

 Para apresentar este tema, Mafalda Veiga escreveu um texto onde diz: “Sempre que escrevo uma canção imagino-me num contexto e num lugar. Não faço isso de propósito, é mesmo assim que as canções me acontecem. Esta canção foi escrita a imaginar-me numa noite e num lugar que mistura muitas noites e muitos lugares que guardo na memória: uma espécie de café nocturno, com uma luz perfeita e íntima, música a passar mas não tão alto que não deixe espaço para confidências e gargalhadas, para cantarmos juntos, de fio a pavio, para brindarmos à vida tal qual ela é. Nesta canção estão as pessoas que amo, as pessoas que admiro, mas também estão todas as pessoas que não con</video:description>
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      <video:title>Videoclipe de &lt;i&gt;Desdita&lt;/i&gt; anuncia para esta sexta-feira novo álbum de Joana Alegre, &lt;i&gt;Luas&lt;/i&gt;</video:title>
      <video:description>Sexto videoclipe de  Luas , o anunciado novo álbum da cantora e compositora Joana Alegre,  Desdita  estreia-se esta quinta-feira a poucas horas da publicação do álbum, que ficará disponível nas plataformas digitais a partir das 0h00 de sexta-feira. Sucessor de   Centro   (2021), álbum com o qual Joana Alegre quis sublinhar o papel da música na sua vida,  Luas  “gira em torno do ciclo da Lua e cada canção espelha uma das oito fases lunares”, segundo a cantora num texto que acompanha o lançamento. Assim:  Início , gravada com Emmy Curl (Lua Nova),  Lógica astral  (Crescente),  Ciclotímica  (Quarto Crescente),  Copo cheio , com Mikkel Solnado (Crescente Gibosa),  Rosa carne  (Lua Cheia),  Nó  (Minguante Gibosa),  Perfeita , com Elisa Rodrigues (Quarto Minguante) e, por fim, Desdita (Minguante). 

 O videoclipe de  Desdita , que sucede aos videoclipes de   Nó  ,   Ciclotímica  ,   Rosa carne  ,   Copo cheio   (publicados entre Abril e Setembro de 2023) e   Lógica astral   (já em 2024), foi realizado por Luís Água e Pedro Ivan. O que é a  Desdita ? Joana responde: A  Desdita  sou eu e simultaneamente o arquétipo de algo transversal a muitas mulheres. Vem da sensação antiga de uma inadequação existencial que tem de romper por algum lado contra os papéis de género impostos e outros tipos de pressão social”, acrescentando que a compôs e cantou “assumindo essa maldição de quem sente que nunca está bem como é”: “A associação ao sofrimento e espiritualidade das  work songs  (canções de trabalho) foi imediata e quis trazer a força da sua crueza e ritmos, numa roupagem mais electrónica e  neo-ethnic .” 

 Quanto ao disco  Lua , Joana Alegre explica-o em comparação com o anterior: “Enquanto o álbum  Centro  foi de encontro e acerto,  Luas  espelha o desacerto e ganhou forma numa fase criativa mais nocturna, reflectindo a mutabilidade que, acredito, nos toca a todos. Ninguém está sempre igual e sereno, todos somos criaturas de fases, de altos e baixos. Ultimamente tenho sentido muito essa natureza cíclica e explorei-a na mi</video:description>
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      <video:title>Villas-Boas: "Os últimos anos têm levado o FC Porto à ruína financeira"</video:title>
      <video:description>Saiba mais: 

 
	  André Villas-Boas: “O FC Porto encontra-se numa situação limite. Em 2028, já não é para mim”  
	  “Estão a aproveitar-se da debilidade de Pinto da Costa”, diz candidato à liderança do FCP  
 

 A 27 de Abril de 2024 joga-se o futuro do FC Porto, uma oportunidade que, na opinião de André Villas-Boas, pode ser a última para evitar que o clube fique "totalmente refém" de interesses ligados a Pinto da Costa, dirigente que comanda os "dragões" há quase 42 anos. Numa grande entrevista ao PÚBLICO e Rádio Renascença, o candidato à presidência portista debate todos os temas vitais para o futuro próximo do clube.</video:description>
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      <video:title>A &lt;i&gt;Geografia Particular&lt;/i&gt; de Mafalda Veiga é EP e canção, aqui vista por Selma Uamusse</video:title>
      <video:description>É já amanhã que sai o novo disco de Mafalda Veiga, um EP intitulado  Geografia Particular . A assinalar este lançamento, a cantora e compositora desafiou outros músicos a falarem de cada uma das cinco canções do disco, depoimentos que o PÚBLICO tem vindo a divulgar em exclusivo. Depois de  Samuel Úria  ter aqui falado de   Óscar  ,  Diogo Piçarra  de   Esta canção   e  Luísa Sobral  de   Madrid ou Pequim  , é hoje a vez de Selma Uamusse falar de um inédito, precisamente aquele que dá título ao disco, e cujo videoclipe, com realização de Tomás Baltazar, será publicado dia 3 de Abril. Trata-se de   Geografia particular  , com letra e música de Mafalda Veiga e produção de João Só. Acerca dele, diz Selma Uamusse: “As canções da Mafalda têm, efectivamente, uma geografia muito particular, peculiar, uma geografia que nos leva sempre ao amor. [...] Emocionei-me muito ao ouvir esta canção. [...] Este lugar da memória e de não pensarmos apenas naquilo que é presente, mas na forma como o nosso passado nos molda, é algo que me deixa muito tocada e muito emocionada. Obrigada, Mafalda, por esta canção, e obrigada por me levares a este lugar.” No final do depoimento de Selma Uamusse, podem ver-se já alguns excertos do videoclipe. 

 Para Mafalda Veiga, esta é a canção que simboliza todo o disco: “Eu sempre achei que a música tinha poderes de “máquina do tempo”, de nos poder transportar para um momento do passado de uma forma tão sensorial e tão intacta que é como se voltássemos a estar inteiros ali, ao primeiro acorde. É como se ela possuísse o código para uma “geografia particular”, uma geografia que é pertença de cada pessoa, um mapa interior de memórias e de emoções para onde cada canção que nos é especial consegue guiar-nos, a cada um de nós que a ouve, com a exactidão de um GPS”. E isto está presente em todo o disco, afirma: “Este novo EP, escrito em rascunhos que nem sempre guardei, fala sobre essa minha geografia de muitas maneiras e sobre a forma particular como se cruza com a de outros. Fala sobre os sonhos e a vida </video:description>
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      <video:title>Villas-Boas: "Pinto da Costa não está em condições de presidir mais quatro anos"</video:title>
      <video:description>Saiba mais: 

 
	 
	  André Villas-Boas: “Estão a aproveitar-se da debilidade de Pinto da Costa”  
	 
 

 André Villas-Boas considera que Pinto da Costa “não está em condições para presidir mais quatro anos ao FC Porto”, acreditando que está a ser preparada uma linha de sucessão directa para a transmissão de poder a um vice-presidente. O ex-treinador e candidato à presidência dos "dragões" admite, numa grande entrevista concedida ao PÚBLICO e à Rádio Renascença que será publicada esta quinta-feira, que não imaginava o histórico dirigente, actualmente com 86 anos, a candidatar-se a mais um mandato.</video:description>
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      <video:title>&lt;i&gt;Madrid ou Pequim&lt;/i&gt;, tema do novo EP de Mafalda Veiga, é hoje comentado por Luísa Sobral</video:title>
      <video:description>O novo disco de Mafalda Veiga, um EP intitulado  Geografia Particular , sai na próxima sexta-feira. Para assinalar o lançamento, a cantora e compositora desafiou outros músicos a falarem de cada uma das cinco canções do disco, depoimentos que o PÚBLICO tem vindo a divulgar em exclusivo. Na segunda-feira, Samuel Úria falou de   Óscar   e na terça-feira Diogo Piçarra comentou   Esta canção  . Hoje, é a vez de Luísa Sobral dizer o que lhe suscita o tema  Madrid ou Pequim , que, tal os anteriores, já tinha sido anteriormente publicado em single e videoclipe ( Óscar  em Outubro de 2022,  Esta canção  em Fevereiro de 2023 e   Madrid ou Pequim   em Setembro de 2023). Além destes três temas, o EP trará ainda dois inéditos: o tema-título,  Geografia particular  e  De fio a pavio , ambos a divulgar esta semana. 

 Com letra e música Mafalda Veiga, produção de João Só e um videoclipe realizado por Ana Viotti e João Beijinho,   Madrid ou Pequim   é assim comentada por Luísa Sobral no depoimento inédito aqui publicado: “A canção  Madrid ou Pequim  da Mafalda Veiga é mais uma das suas canções daquelas que se colam no nosso ouvido, que nunca mais conseguimos largar.”</video:description>
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      <video:title>Diogo Piçarra comenta &lt;i&gt;Esta canção&lt;/i&gt;, segundo tema do EP que Mafalda Veiga lança dia 22</video:title>
      <video:description>Para acompanhar o lançamento do seu novo EP, Mafalda Veiga convidou outros músicos e compositores para falarem sobre uma das cinco canções, tendo em conta a sua sensibilidade e ligação aos temas nelas abordados. Os vídeos resultantes desse convite estão a ser publicados em exclusivo no PÚBLICO ao longo desta semana, até à saída do EP. Na segunda-feira, a canção   Óscar  , que já fora revelada em Outubro de 2022, foi aqui comentada por Samuel Úria. Hoje é a vez do tema   Esta canção ,  lançado em Fevereiro de 2023, que também integra o novo EP de Mafalda Veiga, a lançado na próxima sexta-feira, dia 22. Além das canções citadas e de   Madrid ou Pequim  , o EP terá dois inéditos:  Geografia particular  e  De fio a pavio . 

 Desta vez, o escolhido para comentar a canção foi Diogo Piçarra, que neste depoimento fala dela desta forma: “Esta música surge desta forma tão leve, tão despretensiosa, tão livre de compromisso (...) Sem o objectivo de salvar o mundo, de salvar alguém, de salvar a vida de alguém e, na verdade, no fim de uma canção, ou no fim de um concerto, no fim de um disco, fica sempre algum salvamento que nós não sabemos, mas que aconteceu. Talvez a Mafalda não saiba: não salvou o mundo, mas pode ter salvo o mundo de alguém. E esta música pode ser também essa salvação. Obrigado, Mafalda, por esta canção que tanto me diz.” 

 Por altura do lançamento do videoclipe de   Esta canção  , realizado por André Tentúgal, Mafalda Veiga descreveu-o assim: “O vídeo d’ Esta   canção  parte de uma ideia original minha: a casa como lugar de intimidade e de criação, os meus objectos preferidos que materializam a memória e os afectos, e a tentativa de partir dessa intimidade para a procura do ‘outro’, dos ‘outros’, do mundo à minha volta que olho através da antiga Super 8 do meu pai como quem quer poder registar e guardar cada detalhe. Vejo, lá fora, esses ‘outros’ que poderiam estar a ver-me também e as suas casas (e o seu olhar) acabam por devolver a imagem em espelho.” A produção foi de Mafalda Veiga (autora de músic</video:description>
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      <video:title>Mafalda Veiga vai lançar um EP, aqui comentado a várias vozes. A abrir, Samuel Úria</video:title>
      <video:description>É já no próximo dia 22 de Março que sai o novo EP de Mafalda Veiga. Chama-se  Geografia Particular  e tem cinco canções, duas a estrear esta semana ( Geografia particular  e  De fio a pavio ) e três já publicadas, em single e videoclipe:   Óscar  , em Outubro de 2022;   Esta canção  , em Fevereiro de 2023; e   Madrid Ou Pequim  , em Setembro de 2023. Para acompanhar o lançamento do EP, Mafalda Veiga convidou outros músicos e compositores para falarem sobre uma das canções, tendo em conta a sua sensibilidade e ligação aos temas em questão. Os vídeos resultantes desse convite serão publicados em exclusivo no PÚBLICO ao longo desta semana, um por dia, até à saída do EP, paralela à estreia da canção  De fio a pavio . 

 Neste primeiro vídeo, Samuel Úria fala de   Óscar  , canção que contou com um videoclipe realizado por André Tentúgal e que, por altura do lançamento, Mafalda Veiga classificou como “uma espécie de curta-metragem sobre a paixão de um adolescente pelo cinema, realizada na Cinemateca de Lisboa e em vários outros lugares icónicos da cidade”. Com letra e música de Mafalda Veiga, co-autora da produção com Agir e Nelson Carvalho, esta canção teve, no videoclipe respectivo, a participação de Nuno Represas no papel de “Óscar”. 

 Aqui, ouvimos Samuel Úria comentá-la deste modo: “A Mafalda é tão consagrada quanto os mais consagrados. E, ainda assim, é maravilhoso ver como alguém tão consagrado, que já conquistou tanto, continua a debruçar-se na temática daqueles que sonham, daqueles que querem conquistar o que ainda não conquistaram, daqueles que partem do nada, daqueles que não só têm talento como têm a dignidade de querer sonhar a partir dos seus talentos.”</video:description>
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      <video:title>Ana Lua Caiano. Nos bastidores de uma canção</video:title>
      <video:description>Vou Ficar Neste Quadrado , editado pela influente Glitterbeat, chega esta sexta-feira, 15 de Março. 

  Leia a  reportagem completa  e   a  crítica  ao disco</video:description>
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      <video:title>Paraguaii voltam às canções com &lt;i&gt;Please say it’s over&lt;/i&gt;, a caminho do seu novo álbum</video:title>
      <video:description>E vão três: depois de   Red river  , publicado em Maio de 2022, e de   Bella donna  , em Fevereiro de 2023, os Paraguaii lançam esta quinta-feira mais um single a anunciar o seu sexto disco de originais, que planeiam lançar no último trimestre de 2024.  Please say it’s over , o tema agora em estreia, tem um videoclipe a cargo do artista visual vimaranense Luís Canário e, segundo Giliano Boucinha (no texto que acompanha o lançamento), “a ideia para o tema apareceu sentado a um piano com mais de um século de vida e com um timbre bastante peculiar.” A letra, explica, nasceu “numa espécie de baloiço entre o Yin e Yang”, depois de o instrumental ter sido “editado e cortado em samples”, numa fusão entre orgânico e electrónico. 

  Please say it’s over , diz-se ainda no referido texto, “quer representar a bipolaridade que cada pessoa tem dentro de si, os caminhos traçados por boas ou más decisões momentâneas e paradoxalmente realistas do nosso dia-a-dia. De uma forma geral podemos afirmar que todos já fomos enganados pelo futuro que nos parecia garantido e como por magia tudo se inverteu numa espécie de realidade distópica vertiginosa – a dualidade positivo/negativo, dia/noite, o sol e a lua, o sim e o não, o antes e o depois”. E a concluir: “Somos tudo isto e com a certeza de querer ser muito mais, somos a busca e o caminho, numa estrada sinuosa de curva contra-curva onde a ideia de chegar ao destino é paradoxal pois nem a morte é o fim.” 

 Formados em Guimarães, os Paraguaii foram de início um duo, com Giliano Boucinha e Zé Pedro Caldas, que mais tarde viria a ampliar-se para trio, com a entrada de Rolando Ferreira. Editaram em Dezembro de 2014 um primeiro single,   She  , pela Elephante MUSIK, seguindo-se-lhe, em Março de 2015, um segundo single,   Black ships  , abrindo caminho, nesse mesmo ano, a um EP cujo título era o próprio nome do grupo,  Paraguaii . Desde então percorreram vários palcos pelo país, parte deles em festivais, e lançaram quatro álbuns:   Scope   (2016),   Dream About The Things You Never Do </video:description>
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      <video:title>&lt;i&gt;Se eu puder&lt;/i&gt;, canta Gohu num videoclipe gravado entre Portugal e os Estados Unidos</video:title>
      <video:description>Desde Maio de 2023 que Gohu não nos brindava com uma nova canção. Pois aqui está: chama-se  Se eu puder  e é um dos temas que há-de fazer parte do seu próximo álbum, projectado para 2025. Músico e publicitário, Gohu (nome artístico de Hugo Veiga) já realizou projectos de comunicação para artistas como YoYo Ma, Usher, Lady Gaga, Elton John, Emicida, Kevin o Chris, Criolo e Milton Nascimento, Ivete Sangalo, Baco Exu do Blues, Baiana System e Tropkillaz. A solo, como Gohu, já gravou dois álbuns e vários singles. O novo,  Se eu puder , com videoclipe gravado entre Portugal e os Estados Unidos (em cidades como Lisboa, Los Angeles ou Nova Iorque, onde vive), é apresentado deste modo pelo músico e publicitário Gohu, no texto que acompanha o lançamento: “Como emigrante há quase 20 anos, este single é ao mesmo tempo uma biografia e um convite pessoal para a descoberta. É um chamamento para aqueles que anseiam por novos horizontes, pela liberdade de decidir o seu próprio destino. Esta música é um testemunho da jornada que todos nós embarcamos para nos encontrarmos e definirmos o nosso caminho” Com guião e realização de Gohu e imagens recolhidas por Artur Carvalho (em Portugal) e Eytan Davidovits (em Los Angeles),  Se eu puder  foi produzido e misturado na Maia por S. Pedro. 

 Nascido na Maia, no Grande Porto, em 12 de Março de 1980, Hugo Veiga foi com 18 anos para Lisboa, para estudar na faculdade, aí ficando até 2005. Formou-se em publicidade e, a dada altura, resolveu viajar até ao Brasil, para um estágio em São Paulo. Apaixonou-se pelo país e ficou lá quase duas décadas, até se mudar para Los Angeles, nos Estados Unidos. Hoje, reside em Nova Iorque. Como Gohu, gravou dois álbuns:  Terra da Faina  (2020) e   Imbassaí   (2022). O actual videoclipe sucede a uma série que inclui   Nesga de sol   (gravado durante a pandemia com a cantora brasileira Tainá),   ETs, levem-me daqui   ou   Contigo como Lontra   (onde o músico surgia como avatar) e ainda   Nortada   ou   Tigela, Chocapic &amp; Leite   (nos quais surgia pessoalmente</video:description>
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      <video:title>Cais Sodré Funk Connection vão ter novo disco. &lt;i&gt;Mau perder&lt;/i&gt;, com NBC, é o primeiro passo</video:title>
      <video:description>Nasceu em inglês, transmutou-se em português e traz uma novidade: a presença e a voz de NBC, um dos pioneiros do hip hop em Portugal. Trata-se de  Mau perder , o novo tema do colectivo Cais Sodré Funk Connection, a anunciar um álbum para o segundo semestre de 2024. Com estreia em exclusivo no PÚBLICO, na manhã desta sexta-feira,  Mau perder  foi composto no final de 2022, originalmente em inglês. E, segundo explica o saxofonista João Cabrita no texto que acompanha este lançamento, era um tema que “abordava o fim das relações, onde o cansaço nos faz baixar os braços e desistir, mas ao mesmo tempo, já com uma espécie de excitação com o que poderá vir a seguir”. Entretanto, algo se alterou: “Surgiu na banda o desafio de escrevermos em português. Já tinha havido tentativas no passado, mas nunca achei que, enquanto letrista, acertasse no registo. Com a entrada do NBC na banda, o processo ficou muito mais fácil e foi ele a adaptar a letra, pois já tem toda uma história de cantar na nossa língua materna.” 

 NBC, que em 2021 se tornou “mestre de cerimónias” dos Cais Sodré Funk Connection, aceitou o desafio: “Gosto muito de escrever canções e principalmente na nossa língua. A possibilidade que tenho de escrever em português, juntamente com os restantes elementos da banda, para mim é uma bênção, pois assim podemos explorar outros caminhos sem nunca desvirtuar aquilo que são os Cais Sodré enquanto banda.” História de uma relação que termina em desamor,  Mau perder  não perde nada na energia movida a funk e soul que anima a banda e é assegurada por Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), David Pessoa (guitarra), Rui Alves (bateria), João Cabrita, José Raminhos e Miguel Marques (sopros), “acompanhados pela voz sedutora de TAMIN (Telma Santos) e conduzidos pelo inconfundível mestre de cerimónias NBC”. 

 O videoclipe, aqui em estreia, foi realizado por Vitorino Coragem num espaço que ele considerou o mais adequado para este  Mau perder . Diz ele, no texto que acompanha o lançamento: “A casa onde o gravámos foi o ce</video:description>
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      <video:title>Marta Lima anuncia um EP para 2024 com &lt;i&gt;Passos Marcados&lt;/i&gt;, parceria com Ben Monteiro</video:title>
      <video:description>A estreia discográfica de Marta Lima deu-se em finais de Janeiro de 2023 com um EP intitulado   Murmúrio  . Um disco que, além do tema-título, incluía mais três canções:   Casa do ilhéu  ,   Paz do entardecer   e   No mesmo instante  . Agora, passado pouco mais de um ano, a jovem cantora e compositora regressa às canções com  Passos Marcados , a anunciar um novo EP para 2024. A letra é de Marta Lima, com compôs e música em parceria com Ben Monteiro, dos D’Alva. Gravada e produzida nos Great Dane Studios, a canção conta com Marta Lima (voz e guitarra), Ben Monteiro (baixo, teclas, guitarras e programações), Maria Carvalho (teclas), Afonso Lima (guitarra) e Francisco “Chico na Batera” Santos (bateria). 

 Quanto ao videoclipe, realizado por Cláudia Moreno, baseia-se na lenda japonesa AKAI ITO, segundo a qual um fio vermelho “conecta duas almas gémeas desde o nascimento”. Porque a canção segue esse tópico, partindo, diz Marta, da crença “na existência de um plano para todos nós e que tudo tem uma razão de ser/acontecer, ou seja, que tudo é predestinado”. Por isso, canta: “Passado este tempo sem falar, entendi/ São só os passos marcados/ Por alguém e segui/ O meu corpo cedeu sem pressa/ Foi a brincar com o fogo que encontrei a razão// […] Não vale a pena/ Não é que eu queria/ A vida inteira assim.” 

 Nascida em Lagos, em 1999, Marta Lima iniciou-se cedo na música, começou aos 5 anos a estudar na Academia de Música de Lagos, onde viria a aprender bateria, piano e guitarra. Após um hiato, ditado pelo imperativo de concluir uma licenciatura em Administração Pública e um mestrado em Relações Internacionais, começou em 2020 novos estudos musicais, desta vez na escola de jazz do Hot Clube. O EP  Murmúrio , segundo os seus promotores, valeu-lhe em 2023 a realização de mais de três dezenas de concertos, participando no NOS Alive, Festival F, Festival Arte Doce em Lagos (a abrir um concerto de Vitor Kley) e Centro Cultural de Lagos, num dueto com Buba Espinho.</video:description>
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      <video:title>O adeus à maioria, uma vitória marginal e uma oposição declarada</video:title>
      <video:description>A longa noite eleitoral terminou com uma  vitória da Aliança Democrática (AD) , com 29,49% dos votos e 79 deputados eleitos. O Partido Socialista somou 28,66% e elegeu 77 deputados. Apesar do  resultado tangencial , Luís Montenegro cantou vitória e garantiu que vai cumprir o compromisso de não negociar com o Chega. Pedro Nuno Santos declarou que o PS passará à  oposição  e assegurou que “está unido” nesse objectivo. 

 Saiba mais: 

 
	  Quem ganhou e quem perdeu nas legislativas  
	  As surpresas, os regressos e um cheirinho a anos 80  
	  Aliança Democrática ganha ao PS, mas por uma margem mínima  
	  O caos, a explosão do Chega e um país que (dificilmente) se deixará governar</video:description>
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      <video:title>Noite eleitoral. Oito discursos em quatro minutos</video:title>
      <video:description>Numa noite eleitoral com a AD e o PS a correrem lado a lado, o Chega e o Livre celebram crescimento. A IL, com Rui Rocha ao leme, assegura oito deputados e celebra a consolidação do partido como quarta força nacional. O Bloco de Esquerda, liderado por Mariana Mortágua, aumentou o número de votos e manteve a representação, assegurada por cinco deputados. A CDU perdeu representação parlamentar, mas vê o resultado como um sinal de resistência. O PAN mantém-se com uma deputada, a líder do partido, Inês de Sousa Real. 

 Por apurar estão ainda os votos da emigração. Mesmo antes dos resultados finais, Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro assumem as suas posições no pódio eleitoral. 
 
Veja também: 

 
	 
	  O adeus à maioria, uma vitória marginal e uma oposição declarada  
	 
	 
	  Quem ganhou e quem perdeu nas legislativas  
	 
	 
	  Aliança Democrática ganha ao PS, mas por uma margem mínima  
	 
	 
	  O caos, a explosão do Chega e um país que (dificilmente) se deixará governar</video:description>
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      <video:title>Leonete Botelho: "É uma noite imprópria para cardíacos"</video:title>
      <video:description>Acompanhe ao minuto: 

 
	 
	  PS aproxima-se da AD e disputam deputados ombro a ombro  
	 
 

 Leonete Botelho, editora de Política do PÚBLICO, refere que o resultado das eleições legislativas poderá tornar-se ainda mais complexo do que se imaginava. Se o PS ficar à frente da AD no Parlamento, com uma maioria de direita, a situação política "complica-se bastante".</video:description>
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      <video:title>Resultado do ADN "vem de alguma confusão surgida na hora de votar"</video:title>
      <video:description>Acompanhe ao minuto: 

 
	 
	  PS aproxima-se da AD e disputam deputados ombro a ombro  
	 
 

 David Santiago, subeditor de Política do PÚBLICO, destaca o crescimento do Chega na região Sul do país e  considera que a dimensão dos votos no Alternativa Democrática Nacional (ADN) só pode ser resultado de "alguma confusão" dos eleitores no momento do voto.   

 É possível uma repetição do voto em caso de engano, desde que o eleitor não tenha colocado o primeiro voto dentro da urna. Se tal acontecer, o voto é considerado nulo no momento da contagem e não pode ser repetido.</video:description>
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      <video:title>Grupos Retimbrar e Suspiro celebram luta das mulheres com &lt;i&gt;Do Mesmo Cordão&lt;/i&gt;</video:title>
      <video:description>Quando ainda ressoam ecos do seu elogiado álbum   Levantar do Chão   (2022), os Retimbrar voltam às canções com um tema que celebra a luta das mulheres, estreado este 8 de Março. Chama-se  Do Mesmo Cordão  e foi gravado conjuntamente com o Suspiro, um coro jovem do Orfeão de Ovar composto por 19 mulheres entre os 14 e os 20 anos. Fundado em Maio de 2023, este coro já partilhou o palco com os Retimbrar, Rodrigo Leão e Jimmy P, e, segundo o texto que anuncia  Do Mesmo Cordão , estão a preparar um concerto a solo “com releituras e originais”. 

 Com letra e música de Sara Yasmine (Retimbrar) e Suspiro,  Do Mesmo Cordão  é apresentado como “um desabafo feito canção” que “irrompe a várias vozes com o desejo de soltar amarras e exprimir o interior de uma mulher em chamas que assiste à expansão de um universo feminino que é seu, debaixo de constantes adaptações: com ideias por concretizar e lutas para apaziguar”. O videoclipe, realizado por Adriana Romero, foi filmado “entre caniçais e pântanos do Lugar da Moita, em Ovar, que vai do Rio Cáster à Laguna de Aveiro”, assistindo-se, nele, “ao debate de mulheres consigo mesmas que se repercutem em acções coletivas e vice-versa. Mulheres que entre a intimidade de uma confidência e a urgência de libertar, arrastam consigo a comunidade de que, juntas, são capazes”. 

 Pelos Retimbrar, alinham aqui Afonso Passos (adufe, triângulo), André Nunes (Adufe), Andrés ‘Pancho’ Tarabbia (balde, udu), Antonio Serginho (teclas, percussão), Beatriz Rola (violino, viola, voz), Daniela Leite Castro (flauta), Jorge Loura (guitarra), Miguel Ramos (baixo), Quico Serrano (piano) e Sara Yasmine (voz). O coro Suspiro, dirigido por Laura Rui, é composto por Ana Vital, Ana Clara, Carolina Vilela, Eva Campos, Giovanna Magalhães, Joana Pinho, Joana Veiros, Lara Santiago, Leonor Almeida, Leonor Matos, Luana Sousa, Margarida Andrade, Margarida Gama, Mariana Rey, Marta Gândara, Naoli Rodriguez e Salomé Tavares. As gravações foram feitas no Estúdio da Aguda, Vila Nova de Gaia, com registos adicionais no</video:description>
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      <video:title>Analog Music Project recriam bandas sonoras de filmes e séries em &lt;I&gt;Loyalty and Respect&lt;/I&gt;</video:title>
      <video:description>Com mais de uma década de existência, os Analog Music Project lançam esta sexta-feira o seu terceiro álbum,  Loyalty and Respect , composto por recriações instrumentais de bandas sonoras de filmes e séries televisivas, como  The Knight Rider  ( O justiceiro ),  Das Boot  ( Das Boot: O Submarino ),  Crocket’s Theme  (de  Miami Vice ) ou Waltz #2 (do filme  Eyes Wide Shut  –  De Olhos Bem Fechados , de Stanley Kubrick). Isto a par de originais como  Linux ,  In The Pocket  e  Stars . O tema escolhido pelo grupo para estrear em videoclipe em simultâneo com a publicação do álbum é o do genérico de  The Knight Rider , que na sua emissão portuguesa (na RTP) ficou conhecido como  O Justiceiro , com David Hasselhoff na pele do detective Michael Knight, que tinha como parceiro um carro com inteligência e vida própria, o KITT. O tema original é da autoria do compositor, maestro e produtor norte-americano Stu Phillips. 

 Fundado em 2012, na Ericeira, o grupo Analog Music Project é um quarteto, que conta com JP Coelho (teclados e vibrafone), Jorge Moniz (bateria), Vinícius de Magalhães (trombone) e Hernan Castilho (baixo eléctrico). Como o nome indica, usam instrumentos e técnicas analógicas. Editaram um primeiro disco em 2015,   Odyssey  , a que se seguiu, em 2019, um novo álbum,   Shinobi III - Return of the Ninja Master  , com novos arranjos tocados ao vivo dos temas do videojogo homónimo, lançado originalmente para a consola Sega Mega Drive em 1993. O videoclipe agora em estreia foi realizado e produzido por Cátia Dias e filmado em parte no bar Procópio (no Bairro Alto lisboeta). O álbum  Loyalty and Respect  vai ser apresentado ao vivo no dia 5 de Abril, no espaço Dual, em Lisboa, às 21h30.</video:description>
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      <video:title>Ela Mar estreia &lt;i&gt;Deeply&lt;/i&gt;, segundo tema do seu anunciado EP, produzido por Beatoven</video:title>
      <video:description>Foi já há mais de um ano, em Novembro de 2022, que Ela Mar publicou um primeiro single,   The boy I used to know  , produzido por Beatoven. Agora, com o mesmo produtor, que irá assegurar a produção do seu EP  Yours sincerely , previsto para o segundo trimestre deste ano, a cantora revela  Deeply , segundo tema desse anunciado EP. É, segundo a cantora, uma canção que fala de uma “confiança desmedida num amor forte”, que vem a revelar-se “traiçoeiro”, trazendo ao de cima um dos problemas de fim de uma relação amorosa: a negação da realidade: “Mesmo com todos os problemas existentes em detrimento do sofrimento, há que levantar a cabeça, enfrentar a situação e dar a volta por cima. Tudo serve como uma aprendizagem para encontrar a felicidade final”, diz. 

 Nascida Daniela Martins, em Londres, numa família portuguesa, em 20 de Novembro de 2001 (Ela Mar é o seu nome artístico), estudou em Inglaterra, mostrando desde aptidão para a música e para a escrita de canções, por influência familiar: “Quando era pequena, na minha casa, todos os dias havia música a tocar e eu cantava e dançava. Especialmente com o meu pai, por isso sempre gostei de música”. E foi a música que a levou a integrar o coro da escola feminina Notre Dame, vindo depois a formar-se em Gestão. O videoclipe foi gravado em Londres, cidade onde reside, embora conte vir a fazer a sua vida e carreira em Portugal, o país natal dos seus pais.</video:description>
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      <video:title>Maria Teresa Horta. Homens e mulheres estão "muito longe" de ter os mesmos direitos</video:title>
      <video:description>Saiba mais:  

 
	   É preciso mais do que uma revolução para mudar o mundo   
 

 Em Março de 1974, Maria Teresa Horta era uma figura pública fortemente associada ao combate ao Estado Novo e à luta pelos direitos das mulheres. Jornalista, escritora, poetisa, ex-membro do grupo Poesia 61, tinha 37 anos, sete livros de poesia publicados —​ o primeiro,  Espelho Inicial , em 1960 — e era uma das três autoras de um livro revolucionário,  Novas Cartas Portuguesas , com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, onde alertavam para a condição da mulher em Portugal. Publicado em 1972, causou escândalo nacional e pouco depois seria traduzido para francês e inglês. Iniciou-se um processo judicial e havia julgamento marcado para 25 de Abril desse ano de 74, justamente no dia em que o antigo regime caiu. 

 As Três Marias — assim ficaram conhecidas — acabaram por ser ilibadas e Maria Teresa Horta, a única das três ainda viva, pôde continuar a escrever, quase sempre sobre o corpo, o desejo, a sexualidade no feminino, bem como integrar movimentos ligados à luta pelos direitos das mulheres. 

 Aos 86 anos, muitos livros depois, entre poesia, contos e romance, vários prémios, continua a escrever diariamente no primeiro papel que apanha por perto e atenta ao que sempre a moveu, a luta, como refere nesta conversa em sua casa, rodeada por livros e memórias, depois de aceitar ser a  directora da edição de aniversário dos 34 anos do PÚBLICO . “Sou jornalista”, diz, enquanto acede às instruções e ao tempo do fotógrafo.</video:description>
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      <video:title>Veja o &lt;em&gt;making of&lt;/em&gt; da edição especial de aniversário com Maria Teresa Horta</video:title>
      <video:description>Saiba mais: 

 
	   É preciso mais do que uma revolução para mudar o mundo   
 

 “Ser mulher em liberdade” é o mote que inspira uma série de reportagens, ensaios e entrevistas que publicaremos nas próximas semanas e nesta edição especial desse dia. 

 Escritora, jornalista e uma das mais conhecidas feministas portuguesas, Maria Teresa Horta é co-autora, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, de Novas Cartas Portuguesas, o livro publicado em 1972 que escandalizou o regime marcelista, valeu às autoras um processo por ofensa à moral pública e ficou conhecido em todo o mundo como “o caso das três Marias”. 

 A Culturgest, em Lisboa, será palco de uma grande conferência do PÚBLICO, nesta terça-feira. No ano em que o país se mobiliza para celebrar os 50 anos de democracia, queremos discutir o lugar das mulheres hoje e as barreiras que persistem à igualdade de oportunidades, nos mais diversos sectores da sociedade. O tema, diz Maria Teresa Horta, é crucial: “Estamos atrasadíssimos” neste capítulo.</video:description>
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      <video:title>Aos 65 anos e num mundo de homens, Cândida da Rocha e Silva decidiu criar um banco</video:title>
      <video:description>Saiba mais: 

 
	 
	  “Nunca senti que ser mulher fosse uma desvantagem”  
	 
 

 É uma história de vida improvável. Maria Cândida da Rocha e Silva, 79 anos, nasceu no seio de uma família abastada do Norte, mas sempre recusou a condição de dependência em relação à fortuna e à família. Esteve em Angola, trabalhou na casa de câmbios do pai, enfrentou o seu encerramento no ano quente de 1975 e em 1980 decidiu concorrer a um lugar de corretora na Bolsa do Porto que a lei definia como “trabalho viril”. Atravessou a era de ouro do mercado de capitais e da explosão do nervo industrial do Norte, nos anos de 1980, adaptou-se à mudança dos tempos e, em vésperas de se reformar, lançou o Banco Carregosa, ao qual ainda preside.</video:description>
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