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      <video:title>Saltar 260 metros em queda livre? “É como se fosse &lt;i&gt;skydiving&lt;/i&gt;”</video:title>
      <video:description>É o salto mais alto do mundo: são 260 metros em queda livre. Fica em Hunan, na China, numa ponte suspensa entre duas colinas, a 430 metros de altitude, com fundo de vidro. Assustador? Não para os visitantes da  Zhangjiajie Grand Canyon Glass Bridge , a ponte inserida numa paisagem considerada Património Mundial pela UNESCO.  

 Previa-se que, no final de 2020, já fosse possível saltar desta ponte; mas as restrições impostas pela covid-19 impediram que a actividade se desenrolasse a todo o gás. Agora, os turistas domésticos começaram a voltar à região. “Estamos provavelmente com uma média de 20 saltos por dia, o que é bastante bom para um salto desta dimensão”, refere o instrutor Jonni Deaker à Reuters. Para compensar a falta de turistas de outros países, o salto passou a custar menos 40% do que o valor inicial, rondando agora os 260 euros: o preço a pagar por saltar de uma ponte envidraçada que já foi a mais comprida do mundo deste género. 

 E se a altura intimida alguns, para outros é, na verdade, tranquilizante: “Quando estás tão alto, é quase como se fosse  skydiving ”. Quem se atreve?</video:description>
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      <video:title>Há um novo êxito na Internet: &lt;i&gt;Red Dress&lt;/i&gt;, de Sarah Brand. Uma música má ou uma experiência social?</video:title>
      <video:description>Há três semanas,  Sarah Brand , uma cara desconhecida no mundo da música, lançou o videoclipe da sua canção mais recente,  Red Dress , filmado numa igreja em Oxford, Inglaterra. Em pouco tempo, a Internet delirou e o vídeo tornou-se viral, mas não pelas melhores razões. 

 A letra da música, que já foi ouvida por mais de meio milhão de pessoas, fala de luxúria e dos olhares que desaprovam, disfarçadamente, uma rapariga que usa um vestido vermelho numa igreja, e entra na “festa do diabo”.asta ouvir alguns segundos de  Red Dress  para perceber que a voz de Sarah Brand não é a mais afinada. De acordo com as reacções ao vídeo, Sarah canta, sem eufemismos, muito mal. “Esta é a música que toca num bar quando querem que todos vão para casa”, lê-se num dos comentários. 

 A música e o vídeo começam tão mal que despertam a curiosidade para o desastre que se poderá seguir quando chegarmos ao refrão. Para alguns, este fascínio é semelhante ao que existiu, há uma década, pela música   Friday  , de Rebecca Black, que conseguiu 150 milhões de visualizações com esta canção que celebra a chegada do fim-de-semana. “Nunca pensei ouvir uma música que fizesse a  Friday  da Rebecca Black parecer arte, mas aqui estamos", reage um espectador atento. Em 2021, para celebrar o décimo aniversário da música, Rebecca mostrou que não tem vergonha do tema, e lançou  uma paródia sobre si mesma . 

 Mas regressemos a Sarah Brand. Esta podia ser apenas mais uma má música, que se tornou viral por ser engraçada. Mas há quem tenha estranhado o percurso da cantora: Sarah é aluna de mestrado em Sociologia na Universidade de Oxford. Será esta,  questiona-se no Reddit , uma experiência social desenhada pela estudante? Uma provocação? Ou apenas uma brincadeira? 

 No mestrado, foca-se na ligação entre religião e política, e quer trazer esse cruzamento sociológico para a música pop. O seu  perfil no LinkedIn  também revela várias experiências de produção, realização e cinema, o que explica que tenha sido ela a realizar, produzir, coreografar e edi</video:description>
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      <video:title>Gaiteiros de Lisboa lançam canção que celebra os Caretos e a gaita transmontana</video:title>
      <video:description>A canção nasceu de um outro projecto e os Gaiteiros de Lisboa resolveram estreá-la agora. Chama-se  Vivam todos os caretos , é uma homenagem aos Caretos e também à gaita transmontana e é lançada esta sexta-feira em single e em videoclipe. Embora os Caretos de Podence sejam os mais conhecidos, devido à sua classificação em 2019, pela UNESCO,  como Património Imaterial da Humanidade , as chamadas Festas de Rapazes vão muito para além disso, quer na indumentária quer nos usos. Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros, explica ao PÚBLICO o porquê da canção. “Esta minha vontade de revisitar a história dos Caretos tem a ver com o facto de os reduzirem a Podence, onde já estão completamente estandardizados, com uma fatiota uniforme, quando os Caretos são tudo o que quiserem ser e as fatiotas até eram normalmente feitas de casacos velhos e trapos. E isso parece-me injusto com as Festas dos Rapazes, que já vêm do tempo dos romanos.” 

 A primeira vez que Carlos Guerreiro tomou contacto com estas festividades foi por indicação do etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990): “A primeira festa de Caretos a que assisti foi numa fase em que eles ainda mantinham a sua forma tradicional. Foi em 1975, fiz lá uma incursão com o Eduardo Pais Mamede e com o Domingos Morais, fomos muito bem tratados, uma coisa incrível, e aquilo revelou-se uma manifestação completamente bárbara dos festejos do Natal, uma coisa sem regra nem lei, que nós desconhecíamos e que hoje seria impensável”. Voltou lá mais tarde, num Natal de 2000, e as características da festa já tinham mudado. “Era uma coisa completamente diferente, se bem que ainda mantivesse o seu carácter de crítica social, de irreverência, de denúncia, pondo a nu de forma cruel coisas passadas na aldeia. Só que, nessa altura, já estava a caminho de se transformar num produto folclórico.” Esta revisitação, nota Carlos Guerreiro, não pretende ignorar a distinção recebida: “Não quero dizer que os Caretos de Podence não tenham o seu lugar, têm é aquela importância folclórica que não pode fazer ig</video:description>
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      <video:title>"Sabemos que somos uns peixinhos a lutar contra tubarões"</video:title>
      <video:description>O não ao lítio é um dos maiores movimentos de protesto nas últimas décadas no interior do país. Já boicotaram eleições, manifestaram-se em Lisboa, irromperam de cartazes em punho na Volta a Portugal em bicicleta e em feiras gastronómicas. Os ânimos estão cada vez mais hostis perante a proximidade de abertura das minas. Há quem esteja disposto a tudo para o evitar. 

 Este vídeo faz parte da terceira de uma série de seis grandes reportagens sobre lítio.  Veja o trabalho completo aqui .</video:description>
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      <video:title>"Com a mina já se consegue fazer tudo"</video:title>
      <video:description>O Governo anunciou há três anos um concurso para a prospecção e exploração de lítio. Ainda não arrancou. Complicações com a nova lei mineira têm ditado a estagnação da estratégia nacional. No entanto, no Barroso e na Argemela três empresas adiantaram-se e fizeram os primeiros furos de pesquisa na tentativa de inaugurar as primeiras minas. Uma corrida ao lítio repleta de polémicas e de suspeitas. 

 Este vídeo faz parte da segunda de uma série de seis grandes reportagens sobre lítio.  Veja o trabalho completo aqui .</video:description>
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      <video:title>"Se o que estivesse nos projectos da mina se realizasse seria o fim da aldeia"</video:title>
      <video:description>O Governo anunciou há três anos um concurso para a prospecção e exploração de lítio. Ainda não arrancou. Complicações com a nova lei mineira têm ditado a estagnação da estratégia nacional. No entanto, no Barroso e na Argemela três empresas adiantaram-se e fizeram os primeiros furos de pesquisa na tentativa de inaugurar as primeiras minas. Uma corrida ao lítio repleta de polémicas e de suspeitas. 

 Este vídeo faz parte da segunda de uma série de seis grandes reportagens sobre lítio.  Veja o trabalho completo aqui .</video:description>
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      <video:title>"Na devida altura vamos esclarecer as dúvidas"</video:title>
      <video:description>O Governo anunciou há três anos um concurso para a prospecção e exploração de lítio. Ainda não arrancou. Complicações com a nova lei mineira têm ditado a estagnação da estratégia nacional. No entanto, no Barroso e na Argemela três empresas adiantaram-se e fizeram os primeiros furos de pesquisa na tentativa de inaugurar as primeiras minas. Uma corrida ao lítio repleta de polémicas e de suspeitas. 

 Este vídeo faz parte da segunda de uma série de seis grandes reportagens sobre lítio.  Veja o trabalho completo aqui .</video:description>
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      <video:title>"A indústria mineira não traz riqueza para a população"</video:title>
      <video:description>O Governo anunciou há três anos um concurso para a prospecção e exploração de lítio. Ainda não arrancou. Complicações com a nova lei mineira têm ditado a estagnação da estratégia nacional. No entanto, no Barroso e na Argemela três empresas adiantaram-se e fizeram os primeiros furos de pesquisa na tentativa de inaugurar as primeiras minas. Uma corrida ao lítio repleta de polémicas e de suspeitas. 

 Este vídeo faz parte da segunda de uma série de seis grandes reportagens sobre lítio.  Veja o trabalho completo aqui .</video:description>
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      <video:title>&lt;i&gt;Who can resist?&lt;/i&gt;, pergunta Rodrigo Leão, antes de chegar &lt;i&gt;A Estranha Beleza da Vida&lt;/i&gt;</video:title>
      <video:description>Foi pouco antes de ser declarada a pandemia, em Fevereiro de 2020, que  Rodrigo Leão lançou  O Método  , o seu mais recente álbum. Agora, anuncia para Outubro um outro, a que chamou  A Estranha Beleza da Vida . Deste, já lançara em Junho   Friend of a friend  , single e videoclipe com a participação da cantora canadiana Michelle Gurevich. Agora chega o segundo:  Who can resist? , com voz e letra de Kurt Wagner, líder e vocalista dos americanos Lambchop. No comunicado de lançamento do videoclipe, Rodrigo Leão diz que procurava uma voz masculina com que se identificasse, que servisse de “alter ego”: “E a voz espessa de Kurt Wagner cativou-me imediatamente. Ele prontificou-se muito amavelmente para fazer a letra e cantar o tema, foi um privilégio poder contar com ele”. 

 A canção  Who can resist? , diz-se ainda, surgiu durante o confinamento familiar de Rodrigo, no Verão de 2020, “enquanto esperava pelos jantares em família”. “Quando não me calhava a vez de cozinhar, sentava-me um bocadinho ao piano, e sentia uma enorme felicidade por estarmos ali todos juntos sem sentir o tempo a fugir”. Integrada no espírito do álbum  A Estranha Beleza da Vida , com edição internacional pela BMG, centra-se na “liberdade de podermos tentar criar sem barreiras, sem limites.” 

 Enquanto o videoclipe de  Friend of a friend  foi filmado a preto e branco, em espaços fechados ou deambulações exteriores, com as presenças de Rodrigo Leão e Michelle Gurevich,  Who can resist?  é totalmente animado (e colorido), a partir de imagens criadas pelo escritor e ilustrador Afonso Cruz, que já desenhara a capa do single anterior. A animação é de Pedro Serrazina (com Mariana Soares, Catarina Abrantes, João Real e Tiago Gomes) e o single e videoclipe estarão nas plataformas digitais (Spotify, Apple Music e Deezer) a partir desta sexta-feira, 23 de Julho. O álbum  A Estranha Beleza da Vida  integra também uma caixa de três CD que reúne, em trilogia, trabalhos de Rodrigo Leão realizados antes, durante e depois do confinamento. Deu-lhe como título </video:description>
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      <video:title>Seis reportagens que explicam porque é que o lítio anda nas bocas do mundo</video:title>
      <video:description>A partir do próximo domingo, 25 de Julho, o PÚBLICO começa a publicar uma série de seis reportagens multimédia sobre a exploração do lítio, um metal crucial para as baterias eléctricas e determinante para as metas da descarbonização com que o mundo se comprometeu na Cimeira de Paris, em 2015. 

 Os trabalhos serão publicados semanalmente no   site   do PÚBLICO e na edição impressa, no caderno  P2 . Estas reportagens, da autoria dos jornalistas  freelancer  Tiago Carrasco (texto) e Vítor Martinho (imagem), vão agregar um conjunto de formatos — texto, vídeo, fotografia e infografia —, de modo a explicar em várias frentes os desenvolvimentos de um tema  que divide o país há mais de cinco anos . 

 O trabalho tem o apoio da  bolsa de investigação jornalística da Fundação Calouste Gulbenkian , que permitiu o acompanhamento do tema ao longo de 18 meses. Durante o último ano e meio, os autores documentaram o profundo choque desencadeado pela perspectiva de abertura de minas de lítio na região do Barroso, Montalegre e  Argemela  e a luta que as populações locais encetaram para o evitar. O fio condutor desta série de reportagens é justamente o paradoxo entre a procura por um material ao qual é atribuída a missão de ajudar o planeta a salvar-se da poluição e o temor das populações locais de que a mineração desse metal polua e destrua o quotidiano das suas aldeias. 

 É uma história que incide ainda sobre os bastidores políticos e económicos da introdução de uma nova indústria, com todas as polémicas e contendas que uma corrida por um recurso crítico para a energia do futuro acarreta. 

  “Um metal para recarregar o mundo”  

 A primeira reportagem —   Um metal para recarregar o mundo   — explica o que é e de onde vem o lítio e quais as suas principais utilizações. Acompanha o trabalho de pesquisa dos geólogos nas universidades, conta como foi descoberto em Portugal e a sua distribuição pelo território, bem como quais as principais potências mundiais na sua exploração e aplicação a baterias de veículos eléctricos.</video:description>
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      <video:title>Aheneah faz ponto-cruz com pregos, martelos, quilómetros de lã — e a ajuda das avós</video:title>
      <video:description>Antes de chegar à rua, Ana Martins traz de casa sacos e sacos de nós de lã enlaçados pelas avós. Cada um deles, separados por cores, carrega uma meada de 396, 397 ou 398 nós, contam os papeizinhos escritos por duas mãos. “Eu já lhes disse que podem apontar 400, mas insistem no rigor”, ri-se a artista. 

 É este o ponto de partida do  “ponto-cruz descontextualizado  ”  de  Aheneah , em tudo o resto muito diferente do das avós. Ana pendura nas paredes  “ bordados ”  gigantes feitos não com agulhas, mas com pregos, martelos e quilómetros de linha. “Há muitas técnicas tradicionais que estão ligadas a um mero uso doméstico e que têm imensas possibilidades por explorar. Há ali tanta sabedoria que é incrível perceber o que as pessoas com as mãos conseguem fazer, criar e como isso pode ter outro contexto”, comenta. 

 Encontramo-la pela segunda vez no  Wool, o festival de arte urbana na Covilhã  onde se debruçou sobre a primeira instalação de arte urbana em lã em grande escala.  O retrato da bisavó a ensiná-la a tricotar um cachecol cor-de-rosa ainda lá está, na Casa dos Magistrados . Foi a primeira vez que se atirou à lã, num misto de curiosidade e de desejo de “fazer parte do ‘clube’ que elas criavam quando tinha dez anos”. 

 Agora, é ela quem reúne as matriarcas, “matrizes”, como também lhes chama, à volta de uma mesa “para produzir peças totalmente diferentes e que chegam a públicos também diferentes”. “O que faz mais confusão às minhas avós é precisamente como é que eu faço disto um trabalho. Elas faziam ponto-cruz e outras técnicas tradicionais porque estavam em casa e  eram donas de um lar . Consigo-lhes mostrar que há uma nova geração, que as coisas estão a mudar, que eu estou a fazer parte dessa mudança e que elas estão comigo. Percebi que havia uma ponte entre duas gerações que conseguia fazer.” 

 Ana começou a “rasgar todos os conceitos” e contextos associados ao ponto-cruz depois de perceber que a técnica de bordado em que os pontos têm formas de “x” “funciona exatamente da mesma maneira que os pixé</video:description>
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      <video:title>Bernardo Moreira celebra Carlos Paredes em sexteto. E &lt;i&gt;Mudar de Vida&lt;/i&gt; é a estreia</video:title>
      <video:description>O álbum chama-se  Entre Paredes  e vai ser lançado esta sexta-feira nas plataformas digitais, nas lojas (em CD) e também ao vivo, num concerto marcado para o Espaço Espelho D’Água, em Belém (Lisboa), às 19h, entretanto já esgotado. Gravado no Convento São Francisco, em Coimbra, em 2020, é a segunda incursão do contrabaixista e compositor Bernardo Moreira no universo de  Carlos Paredes . A primeira foi o disco   Ao Paredes Confesso   (Universal, 2002) e incluía, a par de três temas do próprio Bernardo, quatro de Carlos Paredes:  Dança dos montanheses ,  Verdes anos ,  Sede e morte  e  Variações sobre uma dança popular . Esta, passadas quase duas décadas, regressa a  Verdes anos  (com uma versão bem diferente), juntando-lhes outros cinco temas do mestre:  António Marinheiro ,  Canto de amor ,  Serenata do Tejo ,  Canto do amanhecer  e  Mudar de vida , que agora se estreia num videoclipe que mostra os músicos em preparativos, ensaios e gravação. 

 “Muitas vezes os discos ficam muito perfeitinhos”, diz Bernardo ao PÚBLICO, “mas, sem se dar por isso, retirou-se-lhes o sopro. Aqui, a última coisa que eu queria, até por respeito ao Paredes, que gravava seguido, era não ceder a essa tentação. Aqui tinha de estar a alma do Mondego, da Sé, o momento. E não se pode estragar o momento.” Com Bernardo Moreira (contrabaixo), compõem o sexteto João Moreira (trompete), Tomás Marques (sax alto e soprano), Ricardo J. Dias (piano), Mário Delgado (guitarra) e Joel Silva (bateria). Que, a partir dos temas de Carlos Paredes, desenvolvem as melodias, mas também improvisam, como diz Bernardo: “Alguns [temas] têm as melodias quase completas, outros têm só partes da melodia e o resto é desenvolvido à volta. Houve um trabalho de composição entre mim e ele. E achei que também devia dar algum espaço à improvisação, porque os músicos também deviam ter o seu momento, todos eles, para que cada um (tendo aqui, no máximo, dois solos) pudesse trazer a sua parte.” 

 A edição e o primeiro concerto de apresentação de  Entre Paredes  ocorrem num </video:description>
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      <video:title>As chuvas "mais fortes dos últimos mil anos" em Zhengzhou provocaram violentas cheias</video:title>
      <video:description>Uma grande parte da província central chinesa de Henan estava inundada esta quarta-feira, com pelo menos doze mortos na capital, Zhengzhou, onde as chuvas que caíram na véspera foram classificadas por estudiosos do clima como “as mais fortes nos últimos mil anos”. 

  Saiba mais aqui .</video:description>
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      <video:title>Pedro e os Lobos voltam aos vídeos com &lt;i&gt;O desertor&lt;/i&gt;, um desafio à mudança</video:title>
      <video:description>É mais um tema do álbum   Depois da Tempestade  , lançado em 2020, que em 2019 já havia anunciado com um videoclipe,   Corro com o vento  , seguindo-se-lhe   Dançar ao luar  , em Julho de 2020 e   Se o Inverno durar  , já em Janeiro de 2021. Agora, Pedro e os Lobos, projecto do guitarrista e compositor Pedro Galhoz, apresentam  O desertor , que, no texto de apresentação do videoclipe, é por ele descrito como “um desafio ao salto para a mudança e ao romper com as rotinas do passado construindo algo novo e melhor. Um mergulho no desconhecido é por vezes a melhor forma de nos conhecermos e de nos reinventarmos.” A frase “Se Deus não quiser, alguém há-de querer”, que se ouve na canção, “é uma forma de dizer que não estamos sozinhos, podemos sempre pertencer a algo ou a alguém, basta para isso estarmos dispostos a abrir o coração e a avançar.” 

 Fundado em Almada, em 2010, o projecto Pedro e os Lobos já lançou até hoje quatro álbuns:  Pedro e os Lobos  (2011);  Um Mundo Quase Perfeito  (2014) com participação de, entre outros, nomes como Aldina Duarte, João Rui (A Jigsaw), Carlão, António Manuel Ribeiro (UHF) ou Tó Trips (Dead Combo);  Este Chão Que Pisamos  (2016), com Adolfo Luxúria Canibal, Jorge Benvinda (Virgem Suta), Viviane e outros; e, no ano em que foi declarada a pandemia,  Depois da Tempestade  (2020). Este último, além do criador do projecto, Pedro Galhoz (guitarras e voz), conta com a participação de quatro músicos: Nelson Correia (voz), João Monteiro (baixo e voz) Rui Freire (bateria, percussão e voz) e Rui Almeida (órgão Hammond, Piano e Fender Rhodes).</video:description>
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      <video:title>Restrições levantadas no Reino Unido, mas os cidadãos estão apreensivos</video:title>
      <video:description>Boris Johnson decidiu levantar as restrições no Reino Unido. O primeiro-ministro inglês defende que não há uma altura óptima para a tomada desta decisão, e diz inclusivamente que “vão aumentar as mortes e as hospitalizações seja qual for o momento em que o país se abrir”.  

 Na verdade, a ideia de acabar com as medidas de distanciamento físico, como as máscaras, preocupa os britânicos, em vez de lhes causar alegria. Segundo uma sondagem YouGov, 71% considera que devem continuar a ser usadas nos transportes públicos, por exemplo. E os especialistas também desaprovam a medida. Martin McKee, professor de Saúde Pública Europeia na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, diz que “os resultados apresentados pelos grupos que fizeram os modelos não dão apoio aos argumentos do Governo”. 

 Saiba mais sobre o tema:  

 
	  Caem as máscaras em Inglaterra e pode começar um novo pesadelo de covid-19  
	  Martin McKee: Há “um sério risco” de o aumento de casos de covid-19 em Inglaterra se estender à Europa  
	  Vamos voltar a dançar? Ainda tímida, Inglaterra abre a pista</video:description>
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      <video:title>Na senda de &lt;i&gt;Esperança&lt;/i&gt;, Mallu Magalhães lança &lt;i&gt;América Latina&lt;/i&gt; em videoclipe</video:title>
      <video:description>Um mês depois de lançar o seu novo álbum,  Esperança , assinalando esse lançamento com um single e videoclipe (  Quero quero  ), a cantora e compositora brasileira Mallu Magalhães acaba de estrear um novo videoclipe, desta vez feito a partir da canção que abre o álbum,  América Latina . O vídeo foi realizado por Bruno Ilogti, realizador carioca nascido em 1989 e formado em Nova Iorque, que tem no seu portefólio videoclipes musicais, mas também campanhas publicitárias e de moda. Para Mallu, radicada em Portugal desde 2013, o videoclipe “é uma obra de arte”: “Bruno teve a ideia e dirigiu. É o clipe mais impressionante que já tive. Tem a energia da música e mais um pouco.” 

 Com produção de Mário Caldato Jr. (Beastie Boys, Marcelo D2, Seu Jorge) e lançado no passado dia 15 de Junho, o álbum  Esperança  tem 12 canções e quase uma hora de duração. Além das já referidas  Quero quero  e  América Latina , integram-no  Deixa menina ,  Pé de elefante ,  Barcelona ,  Regresso ,  As coisas ,  Cena de cinema ,  I’m ok ,  Fases da Lua ,  Você vai ver  e  Enjoy the ride . 

 Nascida em São Paulo, em 29 de Agosto de 1992,  Mallu Magalhães  foi cedo empurrada para a fama no MySpace, que lhe lançou o primeiro álbum,   Mallu Magalhães   (2009). Seguiram-se-lhe   Pitanga   (2011),   Mallu Magalhães   (2012) e   Vem   (2017). Pelo meio, e já em Portugal, fundou com Marcelo Camelo (seu marido) e Fred Ferreira a  Banda do Mar , com um  álbum homónimo  (2014). 

 O tema agora lançado,  América Latina , é assim descrito por ela, num texto que acompanha o comunicado de lançamento: “Escrevi  América Latina  no violão, e lembro que, quando toquei ela de pés descalços, enquanto balançava na rede debaixo do sol, senti que ela me levava diretamente para a minha infância, para a lama do chão da represa, eu e Ana (minha irmã) fazendo missanga, catando pedra, subindo na árvore para comer caju, ouvindo no rádio os hits da época…  Aquela riqueza do Brasil, da nossa natureza, e da nossa cultura, da nossa gente. É onde me sinto segura, feliz e</video:description>
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      <video:title>"Sempre que vierem, nós estaremos cá para ter uma palavra"</video:title>
      <video:description>Há anos que os portugueses sabem que existe lítio debaixo da terra que pisam. Mas ainda não sabem se é uma bênção ou uma maldição. Enquanto o Governo fala na criação de uma nova indústria e a UE anuncia a abertura de fábricas de baterias, fervilha um conflito nas serras do  Barroso , da Argemela e de  Arga . Há famílias de costas voltadas e ameaças. As empresas desesperam com os atrasos, há acções em tribunal e  receios sobre os impactes ambientais . O lítio pode ser o mais leve dos metais, mas o seu peso na transição energética está a virar o interior do país de pernas para o ar. "Sempre que vierem, nós estaremos cá para ter uma palavra", diz Aida Fernandes, o principal rosto da contestação da mineração de lítio em Covas do Barroso, Boticas. 

   Este vídeo faz parte da primeira de uma série de seis grandes reportagens sobre lítio. Leia a primeira reportagem  aqui</video:description>
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      <video:title>Portuenses The Miami Flu lançam &lt;i&gt;Reunion Day&lt;/i&gt; com peça de arte em 3D</video:title>
      <video:description>Chega finalmente às plataformas digitais o anunciado álbum dos portuenses The Miami Flu, do qual já haviam publicado dois temas, em single e videoclipe, em 2020: primeiro   New Season  , em Maio, e depois   Freak of Nature  , em Julho. Agora, para assinalar a edição de  Reunion Day , o novo álbum, editado pela Saliva Diva (e sucessor de   Too Much Flu Will Kill You  , de 2016), lançam um videoclipe com esses dois temas tocados ao vivo na sua sala de ensaios em Vale de Cambra. Isto depois de terem lançado, em Maio deste ano, mais um single e videoclipe do álbum:   Shame  . 

 Adiado pela pandemia, como muitos outros trabalhos de tantos artistas,  Reunion Day  assinala agora também uma alteração na composição banda, juntando-se ao guitarrista, vocalista e fundador Pedro Ledo o baixista Rafael Silva, o teclista Miguel Moura e o baterista Marcelo Soares. No texto de apresentação do álbum, Pedro Ledo justifica assim esta alteração: “Esta troca de membros representou sempre desafios novos e alguma frustração associada a isso, não é fácil construir novas relações, conhecer o estilo de novos músicos e adaptar tudo o que está para trás a esta nova realidade. A agravar, a pandemia chegou a Portugal dois meses antes da data planeada inicialmente para lançar o disco. Gerou-se em nós um sentimento revoltante de impotência, de não poder fazer nada contra esta situação a não ser aguardar e tentar manter o optimismo.” 

 E foi esse optimismo que os fez lançar agora o disco, embora a pandemia não se tenha dissipado. “Decidimos que não faz mais sentido guardar o disco no baú à espera de melhores dias”. É um disco lançado apenas em formato digital, sem edição física (“chegámos à conclusão que não queríamos lança-lo num formato físico convencional”), mas, em contrapartida, além da imagem do disco ter sido entregue a Serafim Mendes, “artista portuense que trabalha o conceito estético de 3D hiper-realista e sensorial” (visível nos vídeos já lançados), é lançada também “uma peça de arte [física] pelo artista portuense Diogo Matos”:</video:description>
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      <video:title>Cristina Clara lança &lt;i&gt;Flor amorosa&lt;/i&gt;, segundo single do seu novo álbum</video:title>
      <video:description>O álbum só sairá em Setembro e  vai chamar-se  Lua Adversa  , título que foi buscar a um poema da brasileira Cecília Meireles (1901-1964), que o influenciou. Dele, já tinha sido estreada em Maio uma canção,   Lua  . Agora, Cristina Clara estreia um novo single e videoclipe, nada menos do que o clássico choro  Flor amorosa , com música de Joaquim Callado (1848-1880) e letra, que só mais tarde foi escrita, de Catulo da Paixão Cearense (1863-1946). Um tema que lhe foi apresentado pelo seu co-produtor, o músico brasileiro residente em Portugal Edu Miranda, virtuoso bandolinista de choro. 

 Nascida no Minho, em Vila Nova de Famalicão, a 19 de Dezembro de 1983, Cristina Clara rumou a Lisboa depois de concluir o curso de Enfermagem no Porto, dividindo os seus dias entre a música e o trabalho de enfermeira no Hospital de Santa Maria. Até que quis dar mais tempo à música e, não deixando a área da saúde, trocou de funções e instalou-se no Porto. Essa sua ligação à enfermagem fez com que tenha decidido aliar-se à Associação Coração Amarelo, utilizando o videoclipe deste seu single como forma de sensibilização para o trabalho desta IPSS. 

 No texto de lançamento de  Flor amorosa , escreve Cristina Clara: “Espero que este tema e vídeo cheguem como um refresco em tempos tão sisudos, em que por muito tempo vivemos isolados e se agudizou a solidão dos que vivem sós, principalmente os mais velhos que talvez se questionassem já sobre se seria esta a estranha forma de vida reservada para os seus últimos tempos de vida.” Por isso, diz, pensou que faria sentido associar ao tema, através do videoclipe, uma mensagem: “De optimismo e reencontro com e entre as faixas etárias mais avançadas, com destaque para o poder inquestionável da música neste processo de encurtar distâncias físicas e afectivas. A música e a própria dança como linguagens universais que vão além da comunicação verbal e activam da forma mais completa corpo e espírito.”</video:description>
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      <video:description>nyckelharpa - longform</video:description>
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      <video:title>Príncipe estreia &lt;i&gt;Uma peça&lt;/i&gt;, terceiro single do seu álbum &lt;i&gt;Lugares de Memória&lt;/i&gt;</video:title>
      <video:description>Chama-se Sebastião Macedo e Príncipe é o nome do seu projecto a solo, com o qual lançou em 18 de Junho o seu segundo álbum,  Lugares de Memória . Depois de ter estreado, em Maio, dois temas em single e videoclipe,   Corre-me no sangue   e   Estendo o dedo parto a mão  , apresenta esta terça-feira uma terceira canção,  Uma peça  (também com videoclipe), que antecede um concerto no espaço Time Out, onde será apresentado o disco, no próximo dia 22 de Julho, com entrada gratuita, mas limitada à lotação do espaço (ditada pela pandemia) e por ordem de chegada. 

 Escrita e composta por Sebastião Macedo,  Uma peç a foi gravada nos estúdios Bela Flor, com a participação de Bernardo Couto na guitarra portuguesa e produção de João Pimenta Gomes. E o autor escolheu apresentá-la em forma de poesia: "Unidos pelo silêncio,/ Como pérola e ostra no fundo do mar,/ Observámos o voo,/ Apenas para voltar a ter corpo.// O rio a escapar da margem.// A erosão do tempo,/ Caído como uma cruz sem braços.// Pó,/ Barulho/ E depois,/Uma nova vida”. 

 Nascido em Lisboa, “com ascendência em Guimarães, Trás-os-Montes, Coimbra, Viseu e Lourenço Marques”, Sebastião Macedo surgiu como Príncipe em 2013, quando gravou  Dois terços do que sei , canção que integrou a colectânea Novos Talentos Fnac desse ano. Três anos depois, em 2016, lançou um EP intitulado  Príncipe , em formato digital, antecedendo o seu álbum de estreia,  A Chama e o Carvão , lançado em 2017, com canções como  Dalí ,  O desejado ,  Jogo de sombras ,  Lago dos suspiros  ou a primeira canção que gravara,  Dois terços do que sei .</video:description>
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      <video:title>Mirza estreia-se a solo com &lt;i&gt;Far away&lt;/i&gt; e prepara um EP ainda para 2021</video:title>
      <video:description>Esteve este ano na ribalta devido à sua participação no concurso televisivo All Together Now, da TVI, onde interpretou canções como  Stay with me , de Sam Smith, ou   All of me  , de John Legend. Mas o seu caminho na música já vinha de muito antes e agora prepara o seu primeiro disco a solo, um EP, com o nome de  Híbrido Vol. 1  e lançamento previsto para o último trimestre deste ano. Para já, apresenta dia 13 de Julho uma primeira canção e respectivo videoclipe:  Far away , aqui em estreia. 

 Nascido em Maputo, Moçambique, em 6 de Julho de 1986, Mirza Lauchand descreve-se a si próprio como “um apaixonado por música”, acrescentando (numa breve autobiografia escrita para apresentar um concerto nos Duetos da Sé, em 2017, com André Mendes e Tiago Martins) que “a etnicidade dos sons locais, o soul de outras paragens e a modernidade do rap foram desde sempre inspiração” para a música que foi abraçando. Em Portugal desde 1998 (com 12 anos), entrou nos Pupilos do Exército, onde fundou um grupo de rap amador chamado Outbraves. Mais tarde, em 2007, integrou os Faith Gospel Choir (agora Gospel Collective) e em 2012 os Soul Gospel Project, participando no musical   Oh Happy Days  , no Teatro Villaret. 

 Ao longo deste seu percurso, não só actuou em diversos palcos (Rock In Rio, Festa do  Avante! , Festival de Gent, Aula Magna, Cinema São Jorge, Festival da Canção) como partilhou o palco ou trabalhou com músicos como Selma Uamusse, Bernardo Sassetti, Dengaz, Legendary Tigerman, Agir, Matay, NBC, entre outros.  Far away  é o primeiro passo da sua carreira a solo.</video:description>
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      <video:title>A brasileira Samara Washington não veio para Portugal “roubar maridos”</video:title>
      <video:description>Eram para ser só uns anos. Samara Washington, brasileira com 35 anos, veio para Portugal para fazer um mestrado e acabou por ficar. Julgava que  a língua ia facilitar a comunicação, mas já esbarrou muitas vezes com o preconceito : desde recusarem-se a falar com ela em situações profissionais por causa do seu sotaque a acusarem-na de ter vindo “roubar maridos”. 

 Quando as pessoas percebem que é brasileira, Samara sente a pressão aumentar. “Você não pode errar, não pode ter algum comportamento ou vestir-se de uma maneira porque vão julgar-te por isso”. E não só. Pelo sotaque também. Depois de seis anos em Portugal, Samara “ainda” tem um sotaque carregado, uma aparente contradição a julgar pelos comentários que lhe são dirigidos. “O português não considera o português do Brasil uma língua.” 

 Samara já foi chamada à atenção no trabalho porque um cliente não gostou de ver expressões brasileiras escritas nos  emails . Expressões como “por gentileza”. “Eu não tinha sido mal-educada, mas eles perceberam que eu sou brasileira e implicaram comigo”. A sua avaliação já veio com uma nota para melhorar o português europeu. 

 Ultrapassada a barreira da língua, surgem outros preconceitos. Samara ainda estava a estudar quando começou a procurar emprego e recorda duas entrevistas em que  foi posta de lado por ser uma mulher brasileira . “Estava esperando uma resposta e o suposto empregador chegou ao pé de mim e disse que não me poderia contratar porque não sabia como se iria controlar ao meu lado. E eu pensei, como assim, controlar-se?” 

 Da segunda vez, uma posição numa seguradora foi-lhe negada por receio de que Samara acabasse por “seduzir os clientes”. A imagem de sedutora já foi tantas vezes associada a ela que deixou de ligar. “Uma vez eu saí do trabalho para ir comprar um café e, no meio do caminho, uma pessoa percebeu que eu era brasileira e me chamou de puta. Uma amiga minha que é portuguesa ouviu e perguntou: 'Não vai fazer nada?'. Eu não, já estou acostumada”. 

 Samara Washington não respondeu ao insult</video:description>
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      <video:title>Gil Rodrigues: mudar os pronomes não tem de ser um “&lt;i&gt;puzzle&lt;/i&gt; mental”</video:title>
      <video:description>Aceita apresentar-se como “homem trans”, mas esta é apenas uma caixinha que simplifica o turbilhão de sentimentos que fazem bater o coração de Gil Rodrigues. A voz calma e o sorriso tímido deste jovem de 21 anos contrastam com a violência diária que descreve como parte do quotidiano da comunidade trans. 

 Uma  visita ao médico  por causa de um pé partido pode transformar-se num questionário sobre as opções mais íntimas do seu ser. Uma oportunidade de trabalho ou de habitação podem ser rejeitadas por causa de uma aparência fora da norma. Um simples passeio na rua pode atrair insultos e agressões. 

 “Os  níveis [de violência] a que estamos sujeitos  são absolutamente incríveis e eu não acho que ninguém acorde um dia e diga: 'Vou passar por todo este leque de violências em todos os dias da minha vida só porque me apetece'”, garante Gil Rodrigues. 

 Gil nasceu num corpo feminino e iniciou a transição no final da adolescência para um corpo que correspondia melhor à sua realidade. E sofreu na pele as consequências desta decisão. “Nós estamos literalmente  só a tentar viver a nossa vida . E eu acho que isso é a coisa mais vulnerável e menos ameaçadora que pode existir”, lembra. 

 Ainda assim, considera-se um privilegiado. É branco, parece um rapaz e isso basta para evitar uma boa parte dos abusos dirigidos a outras  pessoas trans . Quem, “por não querer ou porque quer que assim seja”, não encaixa nos padrões do que deve ser um homem ou uma mulher, “vai continuar a sofrer de violência porque a sociedade não tem capacidade de englobar e integrar”. 

 Outra reacção comum são as perguntas que se fazem com uma naturalidade que arrepia, como se uma pessoa trans estivesse automaticamente à vontade para falar com qualquer um sobre a sua intimidade. “É importante falar e perguntar mas, ao mesmo tempo, respeitar que aquela pessoa não existe só para responder às nossas perguntas e há meios à nossa volta para nos esclarecermos”. E  mudar o pronome com que se trata alguém  que conhecemos não tem de ser um “grande  puzz</video:description>
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      <video:title>Ricardo Cabral: “Portugal, branco. Preto? Talvez”</video:title>
      <video:description>Apesar de o sentir na pele “basicamente todos os dias”, Ricardo Cabral chegou a duvidar da existência do  racismo , tal era a dissonância entre aquilo que sentia e aquilo de que se falava. Afinal, o problema era outro: “Cá em Portugal, falar de racismo é tabu.” 

 Ricardo Cabral nasceu português há 32 anos. Não sabe precisar quando foi, mas a certa altura começou a pensar que era um português “diferente” pela forma como era tratado.  Um português “negro” . “Eu, por diversas vezes, já fui a centros comerciais ou lojas e consegui sentir que era alguém não desejado. Muito novo, não sei com que idade, apercebi-me que era um perigo para algumas pessoas.” 

 Como muitos outros negros, Ricardo foi  tratado de forma diferenciada por causa da cor da pele . Passou a ser definido por ela naquilo que chama de “fantasia do que é ser português”. Uma “fantasia” que exclui outros portugueses como ele. 

 “O outro perde uma cara própria, uma identidade própria. Essa fantasia é um movimento sociopolítico de repressão contra esse tipo de gente”, argumenta este estudante de Sociologia e Antropologia na Goldsmiths University em Londres. 

 Quando foi viver para o Reino Unido, Ricardo descobriu uma outra forma de reconhecer o racismo e de o combater. “Na minha universidade, eles semanalmente mandavam e-mails a perguntar se existem alunos com problemas psicológicos devido a todo este ambiente do  Black Lives Matter,  de revoltas e de hostilidade política. Eles estavam preocupados com o psicológico das pessoas, e especificamente com os jovens estudantes negros”. 

 Ainda antes de saber o que significava a palavra “racismo”, Ricardo aprendeu a conviver com brincadeiras e piadas que constantemente minimizavam a sua etnia. “É uma brincadeira, mas ela tem uma noção de identidade que é profunda e dita relações. Dita que tu és preto e eu sou branco. E isto é Portugal. Portugal, branco. Preto? Talvez.” 
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      <video:title>Vanessa Lopes: “Eu sou a amiga cigana”</video:title>
      <video:description>Portuguesa e cigana “com muito orgulho”, Vanessa apresenta-se, aos 25 anos, como aquela que veio ao mundo para “quebrar as histórias repetitivas” das mulheres na comunidade cigana e  acabar com os estereótipos  entre os portugueses. 

 “Se fores ao dicionário ver o significado de 'cigano', é 'ladrão'”, conta Vanessa, que desde cedo aprendeu a lidar com as “perguntas estranhas” dos amigos. “Na escola, eu sempre fui reservada. Mas os meus colegas perguntavam sempre: quando é que te casas? Mais tarde, com 13, 14 anos, perguntavam-se: é suposto tu vires à escola?” 

 Contrariando estas ideias associadas à comunidade cigana, Vanessa  prosseguiu os estudos  e ainda não se casou. Ao início, foi difícil convencer os pais, mas a irmã mais nova já não precisa de implorar para poder continuar a ir à escola. As barreiras são para ser levantadas, uma a uma, primeiro em casa, depois na comunidade, mais tarde no país. Não é só o dicionário que Vanessa quer mudar. 

 Adaptou o seu estilo e a forma de falar para se integrar e ser aceite, mas não quer perder a sua essência. É a “amiga cigana” que quer tornar visível o  lado bom da sua comunidade  – aquele que não vê passar nos meios de comunicação social, mas pelo qual é julgada quando vai a uma entrevista de trabalho. 

 Vanessa prefere falar da música, da dança, do respeito pela família e pelos mais velhos. “Nós reunimo-nos sempre e estamos juntos, em partilha, em convívio, e eu acho que é uma coisa muito boa da comunidade cigana.” 

 E os  sapos nas montras ? Um dia, Vanessa entrou num cabeleireiro e perguntou sobre o batráquio à entrada. Tal como já suspeitava, era para afastar os ciganos. Vanessa ri-se quando recorda este episódio. Mexe no longo cabelo escuro, impecavelmente cuidado. “Os ciganos adoram tratar do cabelo. 'Querida, vais perder tanto dinheiro com o sapo aí'”. 
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      <video:title>Luoheng Zhan: “Os asiáticos não são todos iguais”</video:title>
      <video:description>Viveu em Lisboa durante um ano e foi em Portugal que a pandemia apanhou esta jovem chinesa. Durante uns tempos, esta aluna de mestrado em Português na Universidade de Estudos Internacionais de Xangai  teve medo de sair à rua  por causa das feições asiáticas e da responsabilidade pelo novo coronavírus que  muitos atribuíam ao seu país . 

 Gosta de  Saramago  – mas prefere lê-lo em chinês “por causa do seu estilo próprio de escrever com vírgulas e sem pontos finais” –, acha “monótono” o pequeno-almoço português de pão, café ou leite, e gosta da “moderna” Lisboa, apesar das muitas saudades da sua terra natal, Chong Qing, uma das maiores metrópoles chinesas, onde vivem mais de 20 milhões de habitantes, e que  Luoheng Zhan  resume em bom português como “uma cidade montanhosa que mistura antiguidade e modernidade”. 

 Veio para Portugal num programa de intercâmbio com a Universidade Nova de Lisboa e está a estudar Português a conselho dos pais, que viram na língua um futuro promissor para a filha. Portugal era, para Luoheng, um país “pequeno, mas muito desenvolvido”, e “famoso pelo futebol”. 

 Luoheng tem 24 anos e nisso não se distingue de muitos outros jovens adultos, portugueses, chineses ou de outras nacionalidades. Sorridente, conta que em Portugal lhe fazem “algumas perguntas estranhas sobre os chineses” e que os portugueses que encontrou “estão muito interessados na política e no regime político da  China ”, que ela confessa não conhecer bem. 

 A dimensão do seu país e a distância ajudam a explicar alguns preconceitos, diz Luoheng. “Como nós temos uma população muito grande, é normal os estrangeiros acharem que qualquer asiático é chinês”. Mas  konichiwa , que muitos usam para a cumprimentar, não é chinês. É japonês. 

 Luoheng quer ainda aproveitar esta oportunidade para explicar: “A maioria dos chineses não come cães e são também muito críticos sobre o seu consumo”. Quanto ao mistério sobre os funerais chineses – "alguns amigos estão muito curiosos porque nunca viram um funeral chinês em Portugal”</video:description>
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      <video:title>Os Pioneiros: a aldeia social onde o final da vida sabe a liberdade e autonomia</video:title>
      <video:description>Em Águeda, as Casinhas Autónomas construídas pela associação Os Pioneiros acolhem 19 pessoas que preservam a sua mobilidade e independência e não querem ir para um lar. Aqui vivem em comunidade, decidem a sua rotina e participam em actividades de grupo. 

 Leia a reportagem completa  aqui .</video:description>
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      <video:title>A máquina que nos revela a composição elementar dos &lt;i&gt;Painéis de S. Vicente&lt;/i&gt;</video:title>
      <video:description>A equipa que está a preparar o restauro nos Painéis de S. Vicente vai poder contar com uma nova máquina para aprofundar o seu diagnóstico desta pintura do século XV atribuída a Nuno Gonçalves e hoje à guarda do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). Trata-se de um aparelho de XRF (fluorescência de raios X) que permite analisar de forma não invasiva e, por isso, não destrutiva, os materiais de que esta obra é feita, determinando a sua composição elementar. 

 Com o novo aparelho de XRF a equipa que estuda esta obra do século XV vai criar um mapa de todos os elementos químicos que a compõem. E com esta informação vai poder chegar a uma cronologia mais detalhada das intervenções que sofreu durante mais de 500 anos. 

 O PÚBLICO assistiu às primeiras demonstrações do que pode fazer este equipamento que, aos olhos de um leigo, parece comportar-se como uma espécie de scanner altamente sofisticado. 

  Leia mais aqui.</video:description>
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      <video:title>Não é “propaganda vegan”: &lt;i&gt;Gunda&lt;/i&gt;, o filme que mostra o que os animais são</video:title>
      <video:description>O novo documentário de Viktor Kossakovsky deixa os porcos serem porcos. A preto e branco, sem narração, banda sonora ou vozes humanas, a câmara baixa-se e limita-se a seguir a existência de uma porca, das suas dez crias, de duas vacas e de uma galinha de uma só pata, numa quinta na Noruega.  

  O documentarista nascido na antiga União Soviética andava há 20 anos a pensar como podia fazer de um destes mamíferos o protagonista de um filme. Q uando conheceu   Gunda  , disse logo ter encontrado a sua  “ Meryl Streep”. O filme que a dá a conhecer chega aos cinemas portugueses a 22 de Julho. 

 O documentário que não está interessado em ser “propaganda vegan”, ainda que estimule a repensar a forma como vemos animais de produção, captou a atenção de Joaquin Phoenix, conhecido como o  vegan mais activista de Hollywood , que se juntou como produtor executivo. “Uau, alguém os filmou,” terá dito Phoenix, depois de ver o documentário. O politizado discurso que fez ao aceitar o Óscar de Melhor Actor por  Joker  era semelhante às conversas que Kossakovsky tinha com a equipa de filmagens.  

  “ Todos os dias após as filmagens, sentimos que estávamos a tornar-nos pessoas diferentes. Estávamos a tornar-nos melhores. Todos os dias de comunicação com os animais surpreendiam-nos. Todos os dias dizíamos que eles são capazes de brincar, são capazes de sacrifícios, são capazes de se ajudarem uns aos outros. Eles são capazes de sorrir. São capazes de experimentar a liberdade da mesma forma que nós. Eles são capazes de ser felizes. Todos os dias regressávamos e abríamos uma nova dimensão na nossa vida. Vi a minha equipa, um a um, tornar-se vegetariana ” , disse o documentarista, que já não comia carne há meio século e que após as filmagens rejeitou por completo todos os produtos de origem animal. 

 O cinema pode ser um aliado da próxima revolução, diz,  “a revolução da empatia ”. Depois de ver o filme, o criador de   Gunda   foi incapaz de a matar.  “É por isso que o cinema existe: não para te contar uma história, mas para te </video:description>
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      <video:title>Assim se cria o tenébrio, um dos insectos (crocantes) que já podes provar</video:title>
      <video:description>“É inevitável”, diz Vasco Macedo, enquanto retira do congelador milhares de larvas amareladas: “Vamos comer insectos no futuro”. O gestor tornado criador de insectos adora e já os come diariamente, salteados com massa ou de manhã, num batido proteico. É fã do tenébrio, uma das sete espécies de insectos às quais a Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) abriu caminho à  comercialização e consumo para humanos em Portugal .  

 Está um calor húmido dentro do  pequeno protótipo de produção que Vasco gere, em Leça do Balio, desde Março de 2020. Ao espreitar para as caixas empilhadas no interior dos reformados contentores de transporte alimentar de navios, transformados agora em estufas de criação, Vasco guia-nos pelo ciclo de vida do   Tenebrio mollitor,  desde os ovos até aos irrequietos besouros  — passando pelas larvas que o conquistaram à primeira trinca .  

 Enquanto  aguarda pelo licenciamento para consumo humano , que vai mexer com grande parte das instalações que o vídeo do P3 mostra, o principal mercado da  GreenMeal  são os insectos vivos para animais exóticos. Foi por aí que o gestor começou a interessar-se pelos insectos, ainda na infância, quando os criava para alimentar os animais que lhe faziam companhia em casa. Nunca pensou que, cozinhados de forma diferente, também lhe fossem parar ao prato. Sob a forma de uma barra proteica, por exemplo, como a que Guilherme Pereira e Sara Martins produzem a poucos quilómetros dali, numa divisão transformada de uma moradia em Perafita. 

 Por causa das diferentes formações e experiências, da proximidade geográfica e da incerteza de um   “ mundo com muito por descobrir ” , Vasco e Guilherme decidiram dividir esforços para conquistar um “mercado de nicho” (pelo menos em Portugal e em grande parte do chamado Ocidente).  Por agora, as larvas de Vasco apenas podem ser usadas nos testes da  Portugal Bugs .  O plano é o primeiro produzir e os segundos transformarem em barras, chocolates, granolas e, quiçá, até um gelado, apresenta Sara Martins, que se pre</video:description>
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      <video:title>Uma homenagem e um pedido: na cidade os ciclistas são muitos e querem sentir-se seguros</video:title>
      <video:description>Lisboa foi este sábado palco da vigília “Podia ser eu, podias ser tu”, em homenagem a quem perdeu a vida por andar de bicicleta. De miúdos a graúdos, mais de uma centena de utilizadores de bicicleta prestaram homenagem à ciclista que perdeu a vida há uma semana, na Avenida da Índia. Foi uma homenagem, mas também uma maneira de fazer ouvir que os ciclistas também são parte da cidade e que exigem sentir-se seguros.  

  Leia a reportagem completa aqui .</video:description>
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      <video:title>Um documentário com dez histórias de &lt;i&gt;Coming Out&lt;/i&gt; — porque “ainda são necessárias”</video:title>
      <video:description>Da comunidade LGBTI+ para a sociedade em geral,   Coming Out   narra as histórias de dez jovens que contaram ao mundo a sua orientação sexual. June, Julian, Sílvia, Hannah, Letícia, Geert, Anna, Albert, Ramón e Blanca são os protagonistas destas afirmações que, "n este momento, ainda são necessárias”, começa por contar ao P3   Inês Peixoto  , realizadora do documentário.  “[Mas] queremos que no futuro não o sejam— ou sendo necessárias que tenham sempre respostas positivas." 

 Tudo começou quando Inês integrou um projecto de voluntariado através do  Corpo Europeu de Solidariedade , em Janeiro de 2020. Partiu para Barcelona, onde integrou a  Taller d'Art Cultura i Creació , uma associação que combate a exclusão social entre os jovens através da arte. Formada em Produção Multimédia, a jovem de 24 anos aliou os conhecimentos audiovisuais com o interesse na luta pelos direitos sociais e inclusão. “Quando estive a trabalhar com esta associação, desenvolvemos a campanha  Over the Rainbow  em toda a Catalunha, para  combater o estigma nas escolas  em relação a pessoas LGBT, e eu achei que era uma boa sucessão deste projecto continuar com o tema e fazer uma coisa que eu gostava”, esclarece. 

 Reuniu então os depoimentos de pessoas com diferentes perspectivas, vivências e nacionalidades sobre o momento da “saída do armário” — pelo qual também passou. Num documentário a quatro línguas – castelhano, catalão, inglês e português –, a realizadora espelha ainda a sua experiência na cidade, onde acabou por se “relacionar mais com a comunidade internacional do que com pessoas de Barcelona”. Mas porquê o  coming out ? De acordo com Inês, esta é uma experiência que “não acontece uma vez e já está”. Principalmente para quem muda de país e cria novos laços. “Eu sinto que cada pessoa que conheço é um  coming out  novo”, revela. 

 Para além disso, esta revelação “é uma coisa que acaba por ser muito específica da  comunidade LGBT  e que consegue ser bastante diferente porque cada pessoa tem a sua experiência, que pode ir num esp</video:description>
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