Caíram mais sete bastiões nesta noite eleitoral. Restam 24

Moita, Cartaxo, Reguengos de Monsaraz, Ferreira do Zêzere, Penela, Montemor-o-Novo e Mora trocam de mãos pela primeira vez nestas autárquicas.

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Adriano Miranda
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RG Rui Gaudencio - Publico
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PP PAULO PIMENTA / PUBLICO

Da lista de bastiões que se mantêm fiéis ao mesmo partido desde sempre, nestas eleições autárquicas caíram mais sete concelhos. No total de 31 bastiões, apenas 24 vão manter esse estatuto até às próximas eleições autárquicas. 

Desta vez, as mudanças aconteceram nos concelhos de:

  • Cartaxo, que muda do PS para o PSD;
  • Reguengos de Monsaraz, que passa do PS para o PSD;
  • Ferreira do Zêzere, que muda do PSD para o PS;
  • Penela, do PSD para o PS;
  • Montemor-o-Novo, da CDU para o PS;
  • Mora, da CDU para o PS.
  • Moita, da CDU para o PS.

Apenas a CDU, PS e PSD mantinham autarquias com o título de bastião.

Mantêm-se como bastiões do PS as nove autarquias de: Alenquer, Campo Maior, Condeixa-a-Nova, Gavião, Lourinhã, Odivelas, Olhão, Portimão e Torres Vedras.

O PSD segura as nove câmaras de: Arcos de Valdevez, Boticas, Calheta, Câmara de Lobos, Mação, Oleiros, Penedono, Santa Maria da Feira, Valpaços e Vila de Rei.

E a CDU segura os concelhos de: Arraiolos, Avis, Palmela, Santiago do Cacém, Seixal, Serpa.

Já se sabia de antemão que algumas das câmaras que nunca mudaram de partido deveriam merecer uma atenção especial nestas eleições sob pena de algo mudar. Uma delas era Reguengos de Monsaraz, que acabou por cair nas mãos dos sociais-democratas.

Em Reguengos, o autarca socialista José Calixto estava saída, forçado pela lei de limitação dos mandatos, e tentou mudar-se para o concelho vizinho de Évora. Isso deu alguma esperança à CDU e ao PSD, que normalmente disputam o segundo lugar. O PSD acabou por conquistar a câmara.

Em Torres Vedras, o caso também parecia complicado à partida. O ex-autarca Carlos Bernardes, de 53 anos, apareceu morto em casa quase dois meses depois de a sua recandidatura ter sido aprovada, em Março, pela comissão política concelhia do PS, e a estrutura local lançou o nome da professora Laura Rodrigues, de 61 anos, que tinha ficado como presidente depois da morte de Carlos Bernardes.

Mas não só o PSD apostou forte em Torres Vedras — apresentando o deputado Duarte Pacheco — como houve uma divisão entre os socialistas que originou uma candidatura independente, liderada por Sérgio Galvão. O Partido Socialista manteve o seu bastião.

No caso de Palmela, que sempre foi comunista, outro independente também ameaçou pôr as coisas a mexer: trata-se de Carlos de Sousa, o ex-comunista que presidiu às câmaras de Setúbal (2001/2006) e Palmela (1993/2001), mas a CDU conseguiu segurar a câmara com 31,4% dos votos.

Notícia actualizada e corrigida às 12h00: actualizados os resultados da Moita e incluído o concelho de Vila de Rei, bastião social-democrata.

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