De uma assentada, o saxofonista lança dois novos e espantosos álbuns que cimentam o seu lugar entre os criadores fundamentais da música improvisada actual. Aos comandos do quarteto This Is Our Language e do Motion Trio, há História a escrever-se por aqui.

Há 13 anos que o site argentino El Intruso — “dedicado a la otra música”, esclarece a página — vem reunindo no início de cada ano as votações de quase seis dezenas de críticos internacionais (dos EUA a Portugal, do México à Noruega) que escrevem sobre jazz e música improvisada. E que ali plasmam as suas escolhas sobre álbuns, músicos ou grupos. Em 2015 e 2017, Rodrigo Amado foi eleito melhor saxofonista tenor, à frente de nomes como Evan Parker, Ken Vandermark, Joe Lovano ou Ivo Perelman.

Paul Acquaro, crítico sediado em Berlim que integra o Free Jazz Collective, afirma ao Ípsilon que coloca sem hesitações Rodrigo “perto do topo” dos nomes mais importantes da História da música improvisada — ou da composição em tempo real, como o saxofonista prefere chamar-lhe.

É neste contexto que Gonçalo Frota se encontra com Rodrigo Amado. Num momento em que o músico lança dois registos das bandas que se tornaram os dois projectos mais estáveis na sua carreira: o quarteto This Is Our Language (Let the Free Be Men) e o Motion Trio (The Field).  

 

E o que é a soul? A Rainha explica-nos em 81 temas: Aretha

É, pela primeira vez, todo o percurso da cantora desde as actuações na igreja do pai em Detroit até à sua morte, a 16 de Agosto de 2016, uma caixa retrospectiva de quatro CD que recorre a material de todas as editoras para quem Aretha Franklin gravou. Mário Lopes, especialista nesse legado, escutou as escolhas, as canções presentes e ausentes da caixa.

Esta semana estreia-se nas salas o biopic Respect. É uma forma de continuar a ouvir Aretha (que é interpretada por Jennifer Hudson).

 

Gonçalo Frota fala-nos de um dos discos mais belos dos últimos tempos, antecipadamente presente numa série de escolhas dos melhores álbuns do 2021 que decorreu até agora: Vulture Prince, de Arooj Aftab

Recorrendo a poemas seculares, a cantora paquistanesa a viver em Nova Iorque oferece-nos um dos mais bonitos álbuns que ouviremos nos próximos tempos. Entre a tradição sufi, o jazz, a pop indie e o mais devastador luto.

 

Numa viagem pelo que move a natureza humana, o escritor Rutger Bregman defende no seu novo livro, Humanidade, que a maior parte dos humanos são bons. A crueldade existe e o “poder é uma droga muito poderosa que tende a corromper as pessoas”, mas poucos são os que fazem agem com maldade sabendo que estão do “lado errado da história”.

É uma ideia perigosa, esta, da bondade e com potencial revolucionário: “ Se podemos confiar uns nos outros, se podemos confiar nos nossos instintos para cooperar, então para que é que precisamos dos CEO, porque é que precisamos de hierarquias? De reis e rainhas, príncipes e princesas? Talvez não precisemos”. A entrevista é de Cláudia Carvalho Silva.

 

E já ouviram falar no homem-miragem? Chamava-se Archibald Leach...