Covid-19: Portugal com mais 382 casos, 90% na região de Lisboa e Vale do Tejo

Do total de novos casos, 345 estão registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, representando cerca de 90% do total de novos casos. A região conta com 12.818 casos desde o início da pandemia de covid-19.

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Graça Freitas, directora-geral LUSA/ANTÓNIO COTRIM

Portugal tem registados 34.351 casos de covid-19, mais 382 casos do que na passada sexta-feira, um aumento de 1,2%. Segundo o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS), divulgado este sábado à tarde, morreram nove pessoas nas últimas 24h, o que corresponde a uma taxa de crescimento de 0,61%, elevando o total para 1474 vítimas. 

Do total de novos casos, 345 estão registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, representando cerca de 90% do total de novos casos. A região conta com 12.818 casos desde o início da pandemia de covid-19. No que toca aos casos por concelho com uma situação epidemiológica mais complexa nos últimos dias: Lisboa (2595), Sintra (1558), Loures (1191),​ Amadora (1023), Odivelas (655) e Seixal (447).

A maioria dos novos casos do mês de Maio encontravam-se na "faixa etária activa”, segundo anunciado pela ministra da Saúde, Marta Temido, este sábado em conferência de imprensa. Mais precisamente, 54,8% dos novos casos estavam entre os 20 e os 49 anos. A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, acrescentou que estes dados se mantêm esta semana.

Na sexta-feira havia registo de 58 doentes internados em unidade de cuidados intensivos (UCI), hoje há menos um paciente nos cuidados intensivos. Há ainda registo de 414 pessoas internadas, menos sete do que na sexta-feira. Na sexta-feira, a versão inicial do boletim da DGS foi corrigida, reduzindo o número de doentes hospitalizados e nos cuidados intensivos.

Recuperaram da infecção pelo vírus SARS-CoV-2 mais 281 pessoas, o que faz aumentar o número total de recuperados para 20.807. Excluindo o número de pessoas curadas e o de mortes, Portugal tem, de momento, 12.070 casos activos, o valor mais alto desde 23 de Maio (21.394), um dia antes de ter sido aplicada a estratégia de contagem que tem sido utilizada desde então.

Marta Temido que actualmente a taxa de letalidade global é de 4,3% e acima dos 70 anos esse valor sobe para 17,4%. 

Lisboa, a “situação persistente” do país

Marta Temido indicou, este sábado, que foram feitas mais de 14 mil colheitas na região, das quais foram já processadas 4649 em conjunto com os municípios, “neste total de amostras já processadas e já publicadas, a taxa de positivos é agora de 3,9% o que é um indicador positivo”, acrescentou. Os concelhos mais preocupantes são Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra.

Devido à operação feita na região, a ministra explicou que é “expectável que o número de novos casos na região se mantenha elevado nos próximos dias” e só depois começarão a descer. “Devemos estar preparados para este efeito que resulta de três causas prováveis, o atraso da curva epidémica [em Lisboa e Vale do Tejo], o rastreio intensivo na região e a especificidade dos novos casos, jovens em idade activa e assintomáticos”.

Questionada sobre a ligação entre o crescimento de novos casos em Lisboa e o desconfinamento, Marta Temido reitera a palavra do primeiro-ministro ao dizer que não estão relacionados. “Todos o países, e Portugal também, a partir do momento em que introduziram algum alívio, esperavam um recrescimento da infecção”, disse. A ministra explicou que estes casos estão ligados a actividades que nunca pararam, mas que foram rastreados devido à procura activa das empresas.

A ministra acrescentou ainda que, de momento, “estamos longe de um crescimento exponencial” em Lisboa e que o aumento de casos é o “resultado da estratégia” das autoridades de saúde: o rastreio intensivo. 

Quanto aos jovens da região, Marta Temido adiantou que estão em colaboração com as forças de segurança e que haverá uma “articulação mais intensa entre as forças de segurança e as autoridades de saúde (...) porque há relatos que determinadas zonas não têm estado a respeitar as regras gerais”. 

No final da conferência de imprensa, a governante concluiu que o país está a enfrentar “uma situação persistente numa região específica" e que é necessário que nos mantenhamos atentos. “Tínhamos um problema do país, passámos a ter um problema concentrado numa região.”

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