“Na nossa casa Auschwitz estava sempre sentado à mesa”

Em 1945, quando o complexo de Auschwitz-Birkenau estava a ser libertado pelo Exército Vermelho, Eddy de Wind, um médico judeu, resolveu escrever sobre o que ali vivera nos últimos dois anos. Última Paragem Auschwitz é um testemunho pessoal, por vezes cru, outras poético, de algo que era até então inimaginável. Os seus fantasmas, diz um dos filhos, nunca o abandonaram. E continuam vivos, de certa forma, nos que ficaram.

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Festa da família De Wind, em 1933

Raramente os filhos lhe faziam perguntas sobre o campo de concentração, mas Eliazar “Eddy” de Wind falava muito sobre ele. Contava histórias — a sua história — e sempre em alturas em que não era esperado que olhasse para quem o ouvia. 

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