Só há duas caras novas no segundo Governo de António Costa

O novo elenco ministerial foi aceite pelo Presidente da República.

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Costa esta terça-feira, no Palácio de Belém JOãoO RELVAS/LUSA
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Costa e Marcelo esta terça-feira, no Palácio de Belém JOãoO RELVAS/LUSA

O novo Governo tem quatro ministros de Estado e ganha cinco novos ministros, dos quais quatro são mulheres, destas, três eram secretárias de Estado. O novo Governo tem uma percentagem de 42% de mulheres. Apesar de tudo, só há duas caras verdadeiramente novas no executivo: Ricardo Serrão Santos e Ana Abrunhosa.

Alexandra Leitão, de 46 anos, é a ministra do agora criado Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública. Alexandra Leitão era secretária de Estado adjunta e da Educação e foi ela quem conduziu, ao longo dos quatro anos, as negociações com os professores sobre o reconhecimento do tempo de serviço. É membro do secretariado nacional do PS.

Outra mulher que se estreia como ministra e no Governo é Ana Abrunhosa, de 49 anos, no novo Ministério da Coesão Territorial. Foi presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e dirigiu a reconstrução em Pedrógão, a seguir aos incêndios de 2017.

A nova ministra da Agricultura é Maria do Céu Albuquerque, de 49 anos. Era secretária de Estado do Desenvolvimento Regional e integra o secretariado nacional do PS.

Ana Mendes Godinho, aos 47 anos, será ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em substituição de José António Vieira da Silva, que pediu para sair. Até agora, era secretária de Estado do Turismo e membro do secretariado nacional do PS.

Estreia no Governo é o novo ministro do Mar, o ex-eurodeputado Ricardo Serrão Santos, de 65 anos, em substituição de Ana Paula Vitorino.

Continuam catorze

Ganhando o estatuto de ministro de Estado transita do anterior para o próximo Governo Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital.

Mariana Vieira da Silva, 41 anos, continua como ministra da Presidência, agora também de Estado. Perde a Modernização Administrativa para Alexandra Leitão. Mariana Vieira da Silva é membro do secretariado nacional do PS.

Ganhando o estatuto de ministro de Estado, confirma-se a continuação de Mário Centeno na pasta das Finanças, tal como o PÚBLICO noticiou há um ano. Em causa está a continuidade e a estabilidade da política financeira e orçamental, bem como a prossecução do mandato como presidente do Eurogrupo.

A política europeia e o facto de Portugal ir presidir à União Europeia no primeiro semestre de 2021 é a razão da continuidade de Augusto Santos Silva à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, como o PÚBLICO então noticiou. Agora também passa a ministro de Estado.

Na Justiça mantém-se Francisca Van Dunem e na Administração Interna permanece Eduardo Cabrita, de 58 anos. Assim como Manuel Heitor se mantém à frente do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, e Tiago Brandão Rodrigues no Ministério da Educação. Nelson de Souza, de 65 anos, fica como ministro do Planeamento. Pedro Nuno Santos permanece como ministro das Infra-estruturas e da Habitação e João Pedro Matos Fernandes mantém-se como ministro do Ambiente e agora também da Acção Climática.

Mantêm-se os ministros que foram empossados na remodelação de há um ano. Assim, Gomes Cravinho continua como ministro da Defesa, Marta Temido, de 45 anos como ministra da Saúde e Graça Fonseca como ministra da Cultura. Graça Fonseca integra o secretariado nacional do PS.

O novo secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro é Tiago Antunes, até aqui secretário de Estado da Presidência e Modernização Administrativa. Duarte Cordeiro permanece como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. E André Caldas, que há menos de três meses assumiu a presidência do Opart - para ajudar a ultrapassar o momento de especial turbulência que aquele organismo atravessava - é o novo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Já na liderança do grupo parlamentar entra Ana Catarina Mendes, que é substituída por José Luís Carneiro no lugar de secretário-geral adjunto.

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