Incêndio consome prédio devoluto no Porto onde está previsto nascer um hotel

As chamas deflagraram num edifício na zona de Campanhã, no Porto, por volta das 14h desta segunda-feira. O edifício, que estava devoluto, era ocupado por sem abrigos.

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Nelson Garrido
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Um incêndio deflagrou, na tarde desta segunda-feira, num edifício situado na Rua de Pinto Bessa, já na parte que pertence à freguesia do Bonfim, no Porto. Para este edifício, devoluto pelo menos desde 2015, já está prevista a construção de um hotel de quatro estrelas, que implica a demolição do prédio existente. O projecto foi aprovado pela Direcção Municipal do Urbanismo em Julho de 2017.

O incêndio, cujas causas são ainda desconhecidas, deflagrou às 14h01, mas pelas 16h já estaria dominado, ainda que tenha sido necessária a evacuação de um dos prédios contíguos. Carlos Marques, comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto, revelou que o rés-do-chão ficou “praticamente intacto”, mas “a varanda, o piso superior e a cobertura ficaram destruídos”.

O comandante contou ainda que “duas pessoas foram assistidas no local por inalação de fumo, sendo que uma delas seria moradora do prédio e a outra seria moradora do prédio contíguo”. “O fogo não se propagou aos prédios ao lado”, adiantando Carlos Marques, acrescentando que, como os prédios evacuados não foram afectados – exceptuando as janelas de um deles –, os moradores “já podem voltar a casa”.

Actualmente, o edifício devoluto era ocupado por dois casais sem-abrigo. José Teixeira vivia com a esposa no prédio desde Setembro do ano passado, tendo afirmado, em declarações à RTP, que “já [o] tinham avisado” para abandonar o edifício. Já Daniel Silva, a viver no prédio há três meses, também com a esposa, afirmou ao PÚBLICO estar “desesperado” por não saber para onde irá viver agora e por ter perdido o cão, que havia ficado no prédio.

O edifício evacuado tem seis andares, sendo composto por dez apartamentos de habitação e escritórios. Vítor Gomes, um dos trabalhadores dos escritórios Weboffice, revelou ao PÚBLICO que “foram alertados pela administração do condomínio por volta das 14h15”, estando na altura “o fogo a deflagrar”. Já Andreia Casquinha, também funcionária dos escritórios, temeu que as instalações pudessem ficar destruídas, pois “quando [saiu], as labaredas ainda estavam muito altas”.

Uma das moradoras de um dos prédios ao lado, Rosangela Ribeiro, a viver no Porto há oito anos, declarou que, apesar do fumo, “não houve perigo nenhum”.

No local estiveram quatro viaturas dos bombeiros. A Polícia Judiciária encontra-se agora a investigar as causas do incêndio.

Ainda há uma semana, o assunto dos incêndios foi debatido na reunião de câmara do Porto. Contudo, a autarquia garantiu que o número de incêndios no centro histórico está estabilizado.

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