O NOS Alive começa agora, completamente esgotado

Desta quinta-feira a sábado, o festival que existe desde 2007 volta ao Passeio Marítimo de Algés com nomes como Arctic Monkeys, Nine Inch Nails, Bryan Ferry, Queens of the Stone Age ou Pearl Jam.

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Bryan Ferry num concerto em Espanha LUSA/Rafa Alcaide

Os bilhetes para edição deste ano do NOS Alive, que foi organizado pela primeira vez em 2007, ainda sob o nome de “Oeiras Alive”, estão esgotados desde Junho. Quem conseguiu bilhete para o festival que volta ao Passeio Marítimo de Algés entre esta quinta-feira e sábado poderá ver inúmeros concertos, espalhados por seis palcos – e mesmo no sétimo palco do festival, aquele dedicado à comédia, que terá uma intervenção do artista Bordalo II, também haverá música ocasionalmente.

Logo no dia de abertura, o palco principal inicia a sua actividade ao som do português Miguel Araújo. Segue-se-lhe Bryan Ferry, que outrora foi a voz dos Roxy Music. O britânico, que cultiva uma imagem de dandy desde os tempos da banda que acabou em 1983 e voltou a juntar-se nos anos 2000, estando agora parada, não lança material novo desde Avonmore, disco a solo com quatro anos.

Mas as maiores estrelas da noite são compatriotas de Ferry, com membros nascidos já depois de a banda do cantor ter encerrado actividade nos anos 1980. São os Arctic Monkeys de Alex Turner, que regressaram este ano com Tranquility Base Hotel & Casino, o sexto álbum e o primeiro em cinco anos, um disco conceptual sobre uma estância de luxo na lua.

No mesmo dia, também no palco principal e sem sair das ilhas britânicas, actuam os Snow Patrol, que lançaram Wilderness em Maio, e os norte-americanos Nine Inch Nails, as lendas do rock industrial dos anos 1990 que se mantiveram no activo nas décadas seguintes. A banda de Trent Reznor, que começou dois anos após Alex Turner ter nascido, também não editava desde 2013, tendo posto cá fora Bad Witch, o nono álbum, no mês passado.

O rock e seus derivados são os reis do palco principal. Reis, não rainhas: salvo excepções, a maioria das vozes que se ouvirão por lá serão de homens brancos.

Ainda na quinta-feira, as atracções no Palco Sagres incluem o fenómeno britânico Sampha, que canta, toca, compõe e produz, bem como o norte-americano Khalid, o cantor de 20 anos que vem do Texas e se tornou um fenómeno. Além deles, os também britânicos Friendly Fires, que fazem indie-rock de dança. À tarde actua a argentina Juana Molina, que já foi uma das cómicas mais populares do seu país de origem e toca folk intimista misturada com electrónica. Já no Palco NOS Clubbing, entre nomes portugueses que incluem D’Alva, o rapper Papillon, os PAUS a colaborar com o rapper Holly Hood e os Orelha Negra, actuará, depois das três da madrugada, a britânica SOPHIE.

Sexta-feira é a noite do hard/stoner rock dos Queens of the Stone Age, cujo Villains saiu no ano passado. A banda de Josh Homme actua depois de The National, que continuam a gozar de enorme popularidade entre os portugueses e lançaram Sleep  Well  Beast, que ganhou um Grammy, em 2017. A seguir a eles, os britânicos Two Door Cinema Club. Isto no Palco NOS, o principal, por onde passarão também Future Islands, Portugal. The Man, Black Rebel Motorccle Club e The Kooks, por exemplo.

No Palco Sagres, o duo canadiano de indie/punk rock Japandroids, o trio de synth-pop escocês CHVRCHES, as lendas do indie-rock de Nova Jérsia Yo La Tengo e os norte-americanos Eels, que voltaram recentemente ao activo com The Deconstruction. O Palco NOS Clubbing é dedicado à Enchufada, de Branko, com os congoleses KOKOKO! como um dos chamarizes. E é o único dia em que o Palco Comédia tem um nome internacional: o britânico Simon Day, que fez parte do elenco do programa de sketches The Fast Show. No coreto, há um cartaz encabeçado por mulheres portuguesas: Surma, Minta & The Brook Trout, (Sónia) Bernardo e Beatriz Pessoa.

O festival despede-se no sábado, com os veteranos Pearl Jam, que estão a preparar o sucessor de Lightning Bolt, de 2013. Será o 11.º disco de estúdio da banda de Seattle. No mesmo palco tocam também os seus conterrâneos Alice in Chains, para quem os Pearl Jam chegaram a abrir há várias décadas, e que têm para sair Rainier Fog, o sexto álbum, o terceiro desde que Layne Staley, o vocalista, morreu em 2002. A noite do palco principal é também de Jack White, o ex-White Stripes que editou Boarding House Reach, o terceiro disco a solo, este ano, dos escoceses Franz Ferdinand e dos norte-americanos The Last Internationale.

Nos outros palcos, os lendários At The Drive-In, que voltaram a reunir-se pela segunda vez em 2016 e editaram in•ter a•li•a no ano passado, actuam no Palco Sagres, tal como Mallu Magalhães, Perfume Genius, MGMT e Clap Your Hands Say Yeah. No NOS Clubbing, há espaço para a colombiana Lao Rao, duo britânico Monarchy e os portugueses Bateu Matou, Throes + the Shine ou Xinobi.

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