CDC: o design português já tem uma embaixada em Londres

Apicula, Galula, Piurra, Vandoma, Ply Peel e Bicho de Sete Cabecas. Souto de Moura e Siza Vieira também. A CDC – Colour Design Concept quer dar a conhecer o design nacional em Inglaterra

Candeeiro Boa Nova, de Siza Vieira DR
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De mosaicos hidráulicos, “produzidos no Alentejo pelo antiquíssimo método de secagem ao sol”, items de mobiliário desenhados pelos arquitectos Souto de Moura e Siza Vieira, até às criações de jovens designers portugueses (Apicula, Galula, Piurra, Vandoma, Ply Peel e Bicho de Sete Cabecas são apenas alguns dos envolvidos) que empregam materiais como cortiça e valchromat. “No fundo, a CDC - Colour Design Concept traz para o mercado europeu uma larga gama de produtos para a decoração do lar”, afirma Cláudia Eusébio, uma das mentoras do projecto, juntamente com Cristina D’Cotta. 

Cláudia, de 37 anos, é licenciada em gestão e trabalha na área financeira quatro dias por semana, em Londres, onde reside desde 1999. Juntamente com os arquitectos Richard Claridge, Jorge Guimarães, Pedro Leitão, Kate Guimarães e Cristina D’Cotta idealizou a Colour Design Concept. “A CDC surgiu da combinação de dois factores: o primeiro foi o reconhecimento de que há e sempre houve design de muita qualidade em Portugal; e o segundo a realização de que não estava disponível no mercado inglês”, salienta.

A CDC é composta por profissionais dispersos por Bruxelas, Porto, Lisboa e Londres, onde está sedeada. Une-os “a paixão pelo design português e o grande desejo de o ver representado além fronteiras”, conta Cláudia Eusébio ao P3. E em altura de crise, conclui Cláudia.

O potencial português

“Sentimos um prazer muito especial em dizer que os nossos produtos são concebidos e fabricados inteiramente em Portugal”. Além disso, “o contacto com a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, e a Portuguese Chamber of Commerce ajudam bastante”, acrescenta.

A empresa teve o seu lançamento oficial na Clerckenwell Design Week (festival londrino dedicado ao design que decorreu de 22 a 24 de Maio), encarada por todos como o ensejo ideal para mostrar os produtos ao público e seduzir uma “cidade que adora design e onde o design escandinavo é rei”. Mas Cláudia acredita no potencial do design português. “Temos a profunda convicção que o design português tem tanta ou mais qualidade e que é uma pena não ser mais conhecido fora das fronteiras do país”, sublinha.

Actualmente, a venda dos produtos da CDC é feita online e o “futuro imediato passa pelo contacto com retalhistas que possam estar interessados” e pela organização de um “evento em colaboração com a AICEP para mostrar os produtos a um público-alvo mais seleccionado”. Soluções que podem anteceder a abertura de uma loja. “[Antes], temos de perceber se o negócio tem pernas para andar e criar uma maior rede económica”.

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