Mais de 90% das casas afectadas estão em obras ou concluídas

No total foram afectadas 265 casas de primeira habitação.

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Pedro Marques na entrega de chaves de habitações após os incêndios LUSA/RUI MIGUEL PEDROSA

O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas sublinhou nesta quarta-feira que mais de 90% das casas afectadas pelo grande incêndio de Pedrógão Grande estão em obra ou concluídas e cerca de um terço nos incêndios de 15 Outubro de 2017.

"Mais de 90% das casas de Pedrógão [Grande] estão em obra ou concluídas", realçou Pedro Marques, que falava aos jornalistas após visitar uma casa reconstruída e participar numa sessão de entrega de chaves a sete famílias que tinham perdido a casa no incêndio, na Casa da Cultura de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

Das 265 casas de primeira habitação afectadas pelo grande incêndio de Junho do ano passado, "mais de metade estão concluídas". Já relativamente aos incêndios de Outubro, onde há mais de 1000 casas de primeira habitação afectadas, um terço já estão "concluídas ou em processo de obra".

Ao todo, frisou, há cerca de "800 casas em obra ou concluídas" das regiões afectadas pelos incêndios de 2017, havendo cerca de 1400 casas "dos vários incêndios em que foi pedido apoio para reconstrução".

Sobre as críticas aos atrasos na reconstrução, Pedro Marques recordou que é preciso cuidado no uso de dinheiros públicos ou provenientes da solidariedade dos portugueses.

"Algumas coisas que as pessoas consideram burocracia eu tenho que pedir que compreendam que é o rigor necessário para atribuir os apoios", vincou, referindo que, face à extensão das casas afectadas em Outubro, foi necessário avançar com empreitadas que integram a reconstrução de várias habitações.

Questionada pela agência Lusa, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, referiu que já foram adjudicadas as empreitadas de Tondela, Vouzela, Santa Comba Dão e Arganil.

Na próxima semana, informou, vão ser adjudicadas as empreitadas para Oliveira do Hospital, Penacova, Mortágua e Tábua. As empreitadas funcionam para agrupar várias intervenções de reconstrução em habitações de valor superior a 25 mil euros cada.

 

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