Rapazes dominam cursos curtos no superior

Quase dois terços dos alunos inscritos em cursos superiores profissionais são do sexo masculino. Cursos de informática são os mais procurados.

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Adriano Miranda

Quase dois terços dos alunos dos cursos técnicos superiores profissionais (Tesp) são rapazes. De acordo com os dados da Direcção-Geral de Ensino Superior (DGES), 62% dos inscritos no último ano lectivo são do sexo masculino. Esta tendência contrasta com o que acontece habitualmente no ensino superior, onde as mulheres estão em maioria — cerca de 54% no ano passado.

Talvez o facto de os cursos com maior procura serem da área de informática — que, nas licenciaturas, é tradicionalmente mais procurada por alunos do sexo masculino — ajude a explica este fenómeno. Os Tesp de informática tiveram 1318 novos alunos inscritos este ano, que correspondem 18% do total de entradas.

Ao todo, há mais de 300 Tesp em funcionamento e cerca de um quarto estão em instituições privadas. Há 37 politécnicos particulares com esta oferta, que acolhem 27,8% dos novos alunos inscritos neste ano lectivo, de acordo com a DGES.

Os restantes alunos entraram no sector público, onde a oferta se divide entre 14 institutos politécnicos e quatro universidades públicas — Aveiro, Açores, Algarve e Madeira — que, por terem escolas politécnicos integradas na sua orgânica, podem oferecer este género de formações.

Os dados da DGES mostram ainda que, entre os alunos dos Tesp, há 5% de estudantes estrangeiros — em linha com o que acontece nas licenciaturas — e 8,6% são trabalhadores-estudantes.

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