Portuguesa vai percorrer o Árctico num trenó puxado por cães

Mónica Roldão Almeida venceu a competição da Fjällräven e torna-se a segunda portuguesa a participar na expedição de 300km ao Círculo Polar Árctico.

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À quarta foi de vez. Desde 2014 que a portuguesa Mónica Roldão Almeida é uma das candidatas à Fjällräven Polar, uma expedição de “pessoas comuns” ao Círculo Polar Árctico, organizada há 20 anos pela marca sueca de equipamento para actividades ao ar livre. O objectivo da aventura é provar que pessoas sem preparação específica podem sobreviver a condições inóspitas caso tenham o equipamento adequado.

Esta manhã, a organização anunciou num vídeo em directo no Facebook que Mónica Roldão Almeida foi a escolhida pelo júri para representar a região do Mediterrâneo na aventura do próximo ano. “Desatei a chorar de felicidade e de alívio, um misto de emoções”, reage a portuguesa por e-mail.

A expedição decorre no início de Abril. Ao longo de seis dias, os 20 candidatos seleccionados vão percorrer cerca de 300 quilómetros entre a Noruega e a Suécia, em trenós puxados por cães. A portuguesa, que há quatro anos confessava à Fugas que “nem gosta de frio”, só agora começa a pensar no que a espera na área gelada do planeta. “Penso que vai ser uma viagem bastante desafiadora, difícil, mas muito gratificante”, antecipa.

Para a bióloga de 33 anos, a experiência vai ser ainda uma “excelente oportunidade para testar as capacidades de sobrevivência num ambiente tão inóspito como a tundra árctica”. “Não só fisicamente como psicologicamente, pois vamos passar muitas horas em cima do trenó a olhar para o branco. E se nevar ou fizer muito vento vai ser ainda mais desafiador”, acredita. A portuguesa recorda ainda que, no final de cada etapa, os participantes têm de “tratar dos cães, montar o acampamento e fazer as tarefas, antes de poder descansar”. “Vai ser o maior desafio da minha vida até ao momento”, reitera.

O concurso online para conseguir um lugar nesta viagem decorreu entre 16 de Novembro e 14 de Dezembro, período durante o qual cada candidato tinha de tentar angariar o maior número de votos do público. A candidatura mais votada em cada uma das dez regiões foi automaticamente seleccionada. O segundo participante foi escolhido pelo júri da Fjällräven, "com base na qualidade da candidatura, mas também a pensar na coesão do grupo (tendo em conta a experiência, idade e género)".

Durante a competição, Mónica Roldão Almeida ainda esteve em primeiro lugar no grupo de candidatos para a região do Mediterrâneo (que incluía Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Turquia e Chipre), mas terminou o período de votações em segundo. Foi agora a seleccionada pelo júri.

Em 2012, Pedro Alves foi o primeiro português a participar na expedição polar. "Foi ele que me falou da competição em 2014", recorda Mónica. "É uma história engraçada. Ele também perdeu para a Grécia e foi escolhido pelo júri como eu."

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